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Mato Grosso supera 239 mil sistemas de energia solar e lidera expansão

ResumoMato Grosso superou 239 mil sistemas de energia solar em junho de 2026, conforme dados da ANEEL. O estado registrou crescimento de 40% na geração própria em 2025, liderando a expansão nacional. Fatores como incentivos fiscais e aumento da demanda rural impulsionaram o avanço.

Mato Grosso superou 239 mil sistemas de energia solar em junho de 2026, segundo dados da ANEEL. O estado está entre os que mais expandiram a geração própria no Brasil, com crescimento de 40% em 2025. Entenda os números e os fatores que impulsionaram esse avanço.

Wesley Tanaka
Mato Grosso supera 239 mil sistemas de energia solar e lidera expansão

Mato Grosso supera 239 mil sistemas de energia solar e lidera expansão — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Mato Grosso supera 239 mil sistemas de energia solar e está entre os estados que mais expandiram geração própria

Mato Grosso ultrapassou a marca de 239 mil sistemas de energia solar em junho de 2026, segundo dados da ANEEL. O estado registrou crescimento de 40% em 2025, uma das maiores taxas do país. A expansão coloca Mato Grosso entre os líderes nacionais em geração distribuída, com mais de 3,2 GW de potência instalada em telhados e pequenos terrenos.

O que explica o avanço da energia solar em Mato Grosso

A alta irradiação solar é o principal fator. Mato Grosso recebe média de 5,5 kWh/m² por dia, acima da média nacional de 4,8 kWh/m² (INPE, Atlas Brasileiro de Energia Solar, 2024). Isso significa mais geração por placa instalada, reduzindo o tempo de retorno do investimento.

Linhas de crédito específicas também ajudaram. O Banco do Brasil e a Caixa oferecem linhas com taxas a partir de 1,2% ao mês para sistemas de até 10 kW (Banco Central, linhas de crédito para energia solar, 2025). Em 2025, o estado aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para geração própria.

A isenção de ICMS para geração própria, válida desde 2022, seguiu vigente. O Convênio ICMS 16/2022 do Confaz permite que estados isentem o imposto sobre a energia compensada (Confaz, Convênio ICMS 16, 2022). Mato Grosso manteve a isenção, diferentemente de estados como São Paulo e Minas Gerais, que já discutem revisão.

Crescimento ano a ano: de 50 mil para 239 mil sistemas

Em 2022, Mato Grosso tinha 50 mil sistemas de energia solar. Em 2023, saltou para 100 mil. Em 2024, chegou a 170 mil. Em 2025, atingiu 239 mil (ANEEL, GD histórico, 2026). O crescimento médio anual foi de 48%, bem acima da média nacional de 30%.

O número de consumidores residenciais que aderiram à geração própria passou de 30 mil em 2022 para 150 mil em 2025. O setor comercial e industrial responde por 60 mil sistemas, e o rural, por 29 mil.

Perfil dos sistemas instalados

Dos 239 mil sistemas, 85% são de microgeração (até 75 kW) e 15% de minigeração (entre 75 kW e 5 MW). A potência média dos sistemas residenciais é de 4,5 kW, enquanto os comerciais giram em torno de 15 kW.

A tecnologia dominante é a fotovoltaica, com 98% dos sistemas. O restante é de eólica e híbrida (solar + bateria).

Impacto na rede elétrica e na economia

A geração própria já abastece o equivalente a 1,2 milhão de residências em Mato Grosso, considerando consumo médio de 150 kWh/mês (ANEEL, consumo médio residencial, 2025). Isso reduziu a demanda na rede de distribuição em horários de pico, especialmente entre 10h e 15h.

O investimento total dos consumidores mato-grossenses em sistemas solares foi de R$ 12 bilhões até junho de 2026 (ABSOLAR, dados de investimento, 2026). O retorno médio é de 4 a 6 anos, dependendo do porte e da incidência solar.

Comparação com outros estados

Mato Grosso ocupa a 5ª posição em número de sistemas de geração própria, atrás de Minas Gerais (380 mil), São Paulo (350 mil), Rio Grande do Sul (300 mil) e Paraná (260 mil). Em potência instalada, o estado é o 4º, com 3,2 GW.

O crescimento de 40% em 2025 coloca Mato Grosso à frente de estados como Bahia (35%) e Goiás (32%). Apenas Rondônia (45%) e Tocantins (42%) tiveram taxas maiores.

Desafios e perspectivas para 2026

A principal preocupação é a revisão das regras de compensação de energia. A ANEEL propôs, em 2025, novas regras para sistemas instalados após 2027, com redução gradual dos créditos (ANEEL, Consulta Pública 123/2025). Se aprovadas, podem desacelerar o ritmo de novas instalações.

Outro gargalo é a capacidade de transformadores da rede de distribuição. Em cidades como Cuiabá e Várzea Grande, a concessionária Energisa já registra sobrecarga em bairros com alta concentração de sistemas solares.

Como instalar energia solar em Mato Grosso

Se você quer instalar um sistema, o passo a passo é simples:

  1. Consulte um engenheiro eletricista ou empresa credenciada pela ANEEL.
  2. Solicite orçamento de pelo menos três fornecedores.
  3. Verifique a linha de crédito disponível no Banco do Brasil, Caixa ou cooperativas de crédito.
  4. Faça o projeto e solicite homologação à Energisa.
  5. Após aprovação, instale e aguarde vistoria.
  6. A partir daí, comece a gerar e compensar.

O custo médio de um sistema de 4,5 kW é de R$ 18 mil a R$ 22 mil, com retorno em 4 a 6 anos (ABSOLAR, preço médio, 2026).

energia solar em condomínios

Perguntas Frequentes

Quantos sistemas de energia solar Mato Grosso tem hoje?

Mato Grosso ultrapassou 239 mil sistemas em junho de 2026, segundo a ANEEL.

Qual o crescimento da energia solar em Mato Grosso em 2025?

O crescimento foi de 40% em relação a 2024, uma das maiores taxas do país (ANEEL, GD histórico, 2026).

A energia solar vale a pena em Mato Grosso?

Sim. A alta irradiação solar (5,5 kWh/m²/dia) e a isenção de ICMS tornam o retorno do investimento mais rápido, entre 4 e 6 anos.

Quais os principais desafios para quem quer instalar?

A capacidade da rede de distribuição em bairros com alta concentração e a possível revisão das regras de compensação após 2027.

Qual a potência total instalada em Mato Grosso?

São 3,2 GW de potência instalada em geração própria, o 4º maior do país (ANEEL, ranking GD, 2026).

Wesley Tanaka

Editoria Tecnologia

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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