# MJSP: centro de inteligência prisional começa a funcionar em agosto

> O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inicia em agosto o funcionamento do Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip). O Cnip integra polícias penais de todo o país para coibir crimes planejados de dentro dos presídios. A estrutura centraliza dados e ações de inteligência para prevenir organizações criminosas. A operação do Cnip representa um avanço no monitoramento e na resposta a atividades ilícitas no sistema prisional brasileiro.

*Bombou na Web · Tecnologia · 25 de agosto de 2026 · Priscila Andrade*

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) começa a funcionar ainda em agosto. A nova estrutura integra polícias penais de todo o país para coibir crimes planejados de dentro dos presídios.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia as operações ainda em agosto. A nova estrutura reúne órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano pela Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. Ele será responsável por integrar e coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), atuando em regime contínuo para consolidar e difundir informações de inteligência penal, monitorar crises e dar suporte técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, isso exige integração entre forças federais e estaduais e ação coordenada para impedir a entrada ilegal de celulares nos presídios. "O problema do celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública", afirmou, em coletiva sobre estratégias de enfrentamento aos ilícitos com telefones celulares. "Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação", acrescentou.

Durante a coletiva, foram apresentados resultados preliminares de ações como a Operação Última Chamada, entre 10 e 19 de agosto: 6.052 celulares recuperados, 97 prisões em flagrante, 227 comércios fiscalizados e mais de 33 mil alertas enviados. Já no sistema penitenciário, operações da Secretaria Nacional de Políticas Penais entre maio e agosto, em parceria com estados e DF, resultaram na apreensão de 2.254 celulares, com quase 9,9 mil celas revistadas em 295 unidades prisionais.

Os roubos e furtos de celulares caíram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, uma redução de 4,5%. Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, "essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional", atingindo o cidadão com golpes e outros ilícitos. "Por isso, é tão importante, além de compreender essa cadeia, romper o ciclo", concluiu.

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