Renan Santos, do Missão, esteve em São Paulo. O candidato participou, no começo da noite, de uma entrevista na Zona Oeste da capital, acompanhado de apoiadores.
O que ele disse sobre minerais críticos
Ao tratar de minerais críticos, Renan Santos afirmou que o assunto é geopolítico, de alinhamento entre países, antes de ser uma questão de infraestrutura ou de economia. A partir dessa leitura, propôs desenvolver parcerias internacionais para a exploração das terras raras.
A proposta inclui transferência de tecnologia e a formação de um parque industrial que envolva todas as etapas de processamento. Na entrevista, ele detalhou como imagina essa construção.
"A construção dessas cadeias, a criação de zonas econômicas especiais que permitam em regiões próximas de onde há a extração desses minerais críticos, a construção de fábricas, a formação de material humano de alta qualidade, capital humano bem formado em parcerias, por exemplo, com institutos de tecnologia, como já existem inclusive no Brasil", disse o candidato.
O que está por trás
A fala desloca o debate de minerais críticos do terreno da infraestrutura para o da geopolítica. Na prática, isso significa tratar a exploração de terras raras como parte de acordos entre países, e não apenas como projeto de mineração ou de logística.
O candidato também mencionou zonas econômicas especiais próximas às áreas de extração. A ideia é concentrar fábricas e formação de capital humano no entorno da atividade extrativa, com apoio de institutos de tecnologia que já existem no Brasil.
O que observar
A agenda em São Paulo marca mais uma aparição pública de Renan Santos na corrida presidencial. O tema dos minerais críticos deve voltar ao debate, sobretudo se a proposta de parcerias internacionais ganhar detalhamento sobre quais países seriam envolvidos e como se daria a transferência de tecnologia.