Tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%
A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% em 2026, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). A estimativa é que o país venda 95 milhões de pares, contra 102 milhões no ano anterior. A medida americana, anunciada em janeiro de 2026, eleva a alíquota para calçados brasileiros de 8% para 12%.
Projeção de exportação de calçados cai 7,1% com tarifa dos EUA
Segundo a Abicalçados, a tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% para 2026. O impacto é maior nos calçados de couro, que representam 35% das exportações brasileiras para o mercado americano. O Rio Grande do Sul, maior polo calçadista do país, deve sentir a maior perda, com queda de 8% nas vendas para os EUA.
Estados mais afetados pela tarifa americana
O levantamento da Abicalçados mostra que a tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% de forma desigual entre os estados. O Rio Grande do Sul, que exporta 40% dos calçados brasileiros para os EUA, deve ter redução de 8% no volume. São Paulo e Ceará, outros grandes exportadores, projetam quedas de 5% e 6%, respectivamente.
Por que o Rio Grande do Sul é o mais impactado?
O estado concentra a produção de calçados de couro de maior valor agregado, justamente o segmento mais taxado pela nova tarifa. "A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% no geral, mas para o couro a queda chega a 12%", explica o presidente da Abicalçados, em nota.
Segmentos de calçados mais prejudicados
A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% com impacto concentrado em três categorias:
- Calçados de couro: queda de 12% nas exportações para os EUA
- Calçados femininos: redução de 9% no volume vendido
- Calçados de luxo: recuo de 15% nas encomendas americanas
Os calçados sintéticos e os esportivos, com alíquota menor, devem sofrer menos, com quedas de 3% e 2%, respectivamente.
Reação do setor e medidas de mitigação
Diante do cenário, a Abicalçados já articula com o governo federal a abertura de novos mercados. "A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, mas podemos compensar parte com acordos com a União Europeia e a América Latina", afirma a entidade. Em paralelo, as empresas buscam reduzir custos e aumentar a produtividade para manter a competitividade.
Como as empresas estão se adaptando
Algumas fábricas já renegociam contratos com fornecedores de couro e insumos. Outras miram o mercado interno, que cresceu 2% em 2025. "A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, mas o consumo doméstico pode absorver parte da produção", diz o relatório da Abicalçados.
Histórico das exportações de calçados para os EUA
Dados da Abicalçados mostram que as exportações brasileiras de calçados para os EUA vinham crescendo 3% ao ano desde 2023. Com a nova tarifa, a tendência se inverte. "A tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1%, o pior resultado desde 2020", destaca o estudo.
O que esperar para o segundo semestre de 2026
A projeção da Abicalçados considera que a tarifa dos EUA derruba projeção de exportação de calçados em 7,1% no acumulado do ano. Para o segundo semestre, a tendência é de estabilização, com as empresas já tendo ajustado seus contratos. No entanto, se a tarifa se mantiver, o setor projeta nova queda de 5% para 2027.
Perguntas Frequentes
Qual a projeção de exportação de calçados para 2026?
A projeção é de 95 milhões de pares, queda de 7,1% ante 2025, segundo a Abicalçados.
Quais estados são mais afetados pela tarifa dos EUA?
Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará são os mais impactados, com quedas de 8%, 5% e 6%, respectivamente.
A tarifa dos EUA afeta todos os tipos de calçados?
Não. Calçados de couro e de luxo são os mais prejudicados; os sintéticos e esportivos sofrem menos.
O que o setor está fazendo para mitigar o impacto?
A Abicalçados busca novos mercados na Europa e América Latina, e as empresas reduzem custos e miram o mercado interno.
Haverá recuperação em 2027?
Se a tarifa se mantiver, a projeção é de nova queda de 5% em 2027. A recuperação depende de acordos comerciais.