# Tarifa dos EUA reduz competitividade da indústria, diz CNI

> A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos desde março de 2025 reduz a competitividade da indústria brasileira. A CNI calcula que as exportações de aço e alumínio podem cair até 15% com a nova alíquota.

*Bombou na Web · Tecnologia · 16 de julho de 2026 · Otávio Bensaúde*

A tarifa dos EUA reduz a competitividade da indústria brasileira, segundo a CNI. A entidade calcula que as exportações de aço e alumínio podem cair até 15% com a nova alíquota de 25%, imposta desde março de 2025. Entenda o impacto.

## Tarifa dos EUA reduz competitividade da indústria, diz CNI

A tarifa dos EUA reduz a competitividade da indústria brasileira, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade estima que as exportações de aço e alumínio podem cair até 15% com a nova alíquota de 25%, imposta desde março de 2025. O impacto atinge diretamente o setor siderúrgico, que responde por 40% das vendas externas de manufaturados do país.

## Por que a tarifa dos EUA afeta a indústria brasileira

A tarifa dos EUA reduz a competitividade da indústria porque eleva o custo de exportação para o mercado americano, o maior comprador de aço e alumínio do Brasil. Em 2024, o país vendeu US$ 3,2 bilhões em aço para os EUA, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Com a alíquota de 25%, o preço final do produto brasileiro sobe, tornando-o menos atrativo frente a concorrentes como Canadá e México.

A CNI alerta que a medida americana desestimula novos contratos de longo prazo. Empresas como a Gerdau e a Usiminas, que têm grande exposição ao mercado externo, já reportaram redução de pedidos. O setor siderúrgico emprega 120 mil trabalhadores diretos no Brasil, e a queda nas exportações pode levar a demissões e investimentos adiados.

## Impacto nas exportações de aço e alumínio

O Brasil exportou, em 2024, 4,5 milhões de toneladas de aço para os EUA, o equivalente a 30% de toda a produção nacional do material. Com a tarifa de 25%, a CNI projeta que esse volume pode cair para 3,8 milhões de toneladas em 2025, uma redução de 15%. No alumínio, a queda esperada é de 10%, já que o Brasil exporta 200 mil toneladas anuais para os EUA.

### Como a tarifa encarece o custo do produto

A alíquota de 25% incide sobre o valor FOB (Free on Board) da mercadoria, ou seja, o preço de venda no porto brasileiro. Para um lote de US$ 100 mil, o exportador paga US$ 25 mil de tarifa, valor que precisa ser repassado ao comprador ou absorvido pela margem. A CNI estima que a margem de lucro do setor siderúrgico, que já era de 8% em 2024, pode cair para 5% com a nova taxa.

## O que a CNI propõe como saída

A Confederação Nacional da Indústria defende que o governo brasileiro negocie um acordo bilateral com os EUA para reduzir a alíquota, ou que acione a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida. A CNI também sugere a criação de linhas de crédito subsidiadas para exportadores afetados, com juros de 6% ao ano via BNDES, e a diversificação de mercados, como a Ásia e a África.

### Reação do governo brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores já anunciou que vai recorrer à OMC, argumentando que a tarifa viola regras de comércio livre. A medida americana foi justificada pela necessidade de proteger a indústria local, mas o Brasil alega que o aço brasileiro não representa ameaça à segurança nacional dos EUA. O processo na OMC pode levar até dois anos para ser julgado.

## Setores mais atingidos além do aço

Além do aço e alumínio, a tarifa dos EUA reduz a competitividade da indústria de máquinas e equipamentos, que utiliza esses insumos. O setor de autopeças, que exporta US$ 1,5 bilhão para os EUA, também sofre com o aumento de custos. A CNI calcula que o impacto total na balança comercial brasileira pode chegar a US$ 5 bilhões em 2025.

## O que observar nos próximos dias

A CNI deve divulgar um relatório detalhado sobre o impacto setorial em junho de 2025. Enquanto isso, o governo brasileiro busca aliados na América Latina para pressionar os EUA na OMC. A indústria siderúrgica, que já opera com capacidade ociosa de 30%, pode reduzir ainda mais a produção se a tarifa se mantiver.

## Perguntas Frequentes

### Como a tarifa dos EUA afeta o preço do aço no Brasil?

A tarifa não impacta diretamente o preço interno, mas reduz a demanda externa, o que pode levar a uma oferta maior no mercado local e queda de preços. A CNI estima que o aço nacional pode baratear até 5% em 2025.

### Quais produtos brasileiros são mais taxados pelos EUA?

Os principais são aço, alumínio, máquinas e autopeças. A tarifa de 25% incide sobre o aço e alumínio, enquanto outros produtos têm alíquotas variáveis.

### A tarifa dos EUA pode ser revista?

Sim, se houver acordo bilateral ou decisão da OMC. O governo brasileiro já iniciou negociações, mas a revisão depende da política comercial americana.

### O que a CNI recomenda para as empresas?

A CNI sugere diversificar mercados, buscar crédito subsidiado e participar de missões comerciais para Ásia e África.

### Como o Brasil pode retaliar os EUA?

O Brasil pode elevar tarifas sobre produtos americanos, como milho e carne suína, mas a CNI recomenda cautela para não escalar a guerra comercial.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/tecnologia/tarifa-eua-reduz-competitividade-industria-diz-cni/
