Para 50%, idade de Lula não é um problema para a reeleição
Metade dos eleitores (50%) diz que a idade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, não seria "um problema" para uma eventual reeleição. A taxa subiu 24 pontos percentuais em relação a julho de 2025. Se conquistar um novo mandato, o petista tomará posse aos 81 anos. Os dados são do levantamento PoderData, realizado de 18 a 20 de julho.
Já 43% dos entrevistados dizem que a idade seria um fator negativo em uma eventual reeleição de Lula - queda de 7 pontos em comparação com a pesquisa de 1 ano atrás. Outros 7% não souberam responder.
Como a pesquisa foi feita
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
O que mudou na percepção sobre a idade
Aos 80 anos, a saúde do presidente ganhou destaque ao longo do 3º mandato do petista. Antes de ser eleito em 2022, ele afirmava que este seria seu último mandato. Citou limites pessoais e a necessidade de renovação na esquerda.
Durante o governo, Lula protagonizou episódios que levaram a comparações com o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden (Partido Democrata), hoje com 83 anos. O democrata retirou sua candidatura à reeleição em 2024 depois de problemas de saúde e um desgaste provocado pelas dúvidas sobre sua capacidade cognitiva.
Lula comete com alguma frequência gafes ou tem lapsos quando faz pronunciamentos públicos. Em fevereiro de 2026, trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e se referiu à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.
Neste 3º mandato, o petista também acumulou procedimentos médicos. Em outubro de 2024, sofreu um acidente doméstico que provocou uma hemorragia intracraniana e exigiu duas cirurgias. Mais recentemente, foi orientado a realizar 15 sessões de radioterapia preventiva depois da retirada de um câncer de pele no couro cabeludo.
A estratégia de Lula para rebater as críticas
Para rebater as críticas de que não teria condições de exercer um 4º mandato, intensificou as demonstrações de vigor físico nas redes sociais e em agendas públicas. O presidente tem divulgado vídeos em que aparece praticando exercícios e fazendo "corridinhas" durante eventos.
Os resultados da pesquisa PoderData indicam que a estratégia tem surtido efeito: atualmente, metade dos eleitores não considera a idade de Lula como um obstáculo para um eventual novo mandato.
Recortes demográficos da pesquisa
O PoderData detalhou as respostas por recortes demográficos, como sexo, idade, região, escolaridade e renda. Eis os destaques de cada grupo:
- Sexo: homens e mulheres apresentaram diferenças na percepção sobre a idade como fator negativo.
- Idade: eleitores mais jovens tendem a ver a idade como um problema maior do que os mais velhos.
- Região: houve variação entre as regiões do país, com algumas apresentando maior aceitação.
- Escolaridade: o nível de instrução influenciou a resposta, com grupos mais escolarizados sendo mais críticos.
- Renda: a percepção também variou conforme a faixa de renda dos entrevistados.
O que esperar para as eleições de 2026
A pesquisa foi realizada de 18 a 20 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta.
Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.
Perguntas Frequentes
A pesquisa PoderData é registrada na Justiça Eleitoral?
Não se trata de uma pesquisa de sondagem de intenção de votos e, por essa razão, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.
Qual a margem de erro da pesquisa?
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Quantas pessoas foram entrevistadas?
Foram 2.500 entrevistas em 147 municípios nas 27 unidades da Federação.
Como os dados foram coletados?
As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível).
A idade de Lula é o único fator para a reeleição?
A pesquisa mede apenas a percepção sobre a idade como fator positivo ou negativo, não aborda outros aspectos da candidatura.
Os resultados podem ser consultados em detalhes?
Sim, o PoderData divulga os infográficos e notícias nas redes sociais e no site do Poder360.