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"Se não me demitir, o demitido é ele", diz Eduardo sobre ministro da Justiça

ResumoEduardo Bolsonaro afirmou que o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, será demitido se não aprovar a demissão de Eduardo da Polícia Federal. A declaração ocorre em meio a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abandono de função, cassação do mandato de deputado e posse de green card nos EUA.

Ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirma que o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, será demitido se não aprovar sua demissão da PF. Entenda o PAD por abandono de função, a cassação do mandato e o green card nos EUA.

Larissa Quintela
"Se não me demitir, o demitido é ele", diz Eduardo sobre ministro da Justiça

"Se não me demitir, o demitido é ele", diz Eduardo sobre ministro da Justiça — Foto: Reprodução / Bombou na Web

A promessa de demissão e a pressão política

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma afirmação que ecoa nos bastidores da política: se o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, não o demitir do cargo de escrivão da Polícia Federal, quem será demitido é o próprio ministro. A frase foi dita em entrevista ao portal Metrópoles, na qual o ex-deputado federal analisa a decisão final que cabe a Lima e Silva.

A Polícia Federal concluiu o relatório do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo e pediu sua demissão ao Ministério da Justiça nesta terça-feira (21.jul.2026). O processo foi aberto em janeiro, motivado por excesso de faltas injustificadas que configuraram abandono de função.

"Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores", afirmou Eduardo.

O PAD e a cassação do mandato

O mesmo motivo que levou à cassação do mandato de Eduardo como deputado federal em dezembro de 2025, abandono de função, agora fundamenta o pedido de demissão da PF. A cassação foi determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Depois de perder o mandato, a PF iniciou o PAD. Segundo a corporação, sem a vaga no Congresso, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão. Como não houve o retorno, a PF decidiu pela demissão.

O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro de 2025. Ele afirma que está fugindo de uma "perseguição política" contra sua família. Durante a entrevista, comentou que espera poder viver "a anistia no Brasil".

O green card e o futuro nos EUA

Na segunda-feira (20.jul.2026), Eduardo revelou que conseguiu um green card concedido pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O documento permite a permanência por tempo indeterminado, o direito de trabalhar no país e o acesso a benefícios de saúde estaduais. No entanto, não garante a cidadania americana nem o direito de votar nas eleições dos EUA.

Apesar do documento, Eduardo afirmou que seu objetivo é voltar ao Brasil assim que houver condições: "O Brasil é minha terra, eu quero retornar".

A condenação no STF

Caso Eduardo retorne ao Brasil, terá que enfrentar as consequências de uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. A condenação decorre do uso de sua atuação nos EUA para pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro foi condenado e hoje está em prisão domiciliar.

O que esperar da decisão do ministro?

A decisão final sobre a demissão de Eduardo cabe ao ministro Wellington César Lima e Silva. A pressão política é clara, mas o desfecho ainda é incerto. O ex-deputado não acredita em alívio: "não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores".

A promessa de que o ministro será demitido se não demitir Eduardo é uma aposta arriscada. O cenário político pode mudar, mas, por ora, o futuro de Eduardo na PF depende de uma canetada que ele mesmo considera improvável.

Perguntas Frequentes

O que é o PAD que motivou o pedido de demissão?

É o Processo Administrativo Disciplinar aberto pela PF em janeiro de 2026, motivado por excesso de faltas injustificadas que configuraram abandono de função.

Quem decide a demissão de Eduardo?

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, é quem deve aprovar ou não o pedido de demissão feito pela PF.

Eduardo pode voltar ao Brasil?

Ele afirma que quer voltar, mas enfrenta uma condenação do STF por coação no curso do processo, além do risco de ser preso.

O green card garante cidadania americana?

Não. O green card permite residência permanente, trabalho e acesso a benefícios de saúde, mas não dá cidadania nem direito de voto.

Por que Eduardo foi cassado da Câmara?

A cassação ocorreu em dezembro de 2025 por abandono de função, determinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

O que Eduardo disse sobre o ministro?

Ele afirmou que, se o ministro não o demitir, quem será demitido é o próprio ministro, por pressão do presidente Lula.

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Larissa Quintela

Editoria Virais

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.