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Adolescente de 17 anos desaparece após ser arrastado por onda no mar de Copacabana

ResumoO adolescente de 17 anos desapareceu na tarde de quarta-feira (26) após ser arrastado por uma onda na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros realiza buscas no mar desde o início da ocorrência para localizar o jovem.

Um adolescente de 17 anos desapareceu na tarde desta quarta-feira (26) após ser arrastado por uma onda na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O Corpo de Bombeiros realiza buscas desde o início da ocorrência.

Otávio Bensaúde
Adolescente de 17 anos desaparece após ser arrastado por onda no mar de Copacabana

Adolescente de 17 anos desaparece após ser arrastado por onda no mar de Copacabana — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Adolescente de 17 anos desaparece após ser arrastado por onda no mar de Copacabana

Um adolescente de 17 anos desapareceu na tarde desta quarta-feira (26) após ser arrastado por uma onda na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h30 e, desde então, realiza buscas com embarcações e drones na altura do Posto 4. A vítima, identificada como Lucas Santos, estava acompanhada de amigos quando foi surpreendida por uma corrente de retorno.

Um adolescente de 17 anos desapareceu na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, após ser arrastado por uma onda na tarde de quarta-feira (26). O Corpo de Bombeiros foi acionado e realiza buscas com embarcações e drones. A vítima estava acompanhada de amigos no momento do ocorrido.

O que aconteceu na Praia de Copacabana

O incidente ocorreu por volta das 15h30, quando Lucas Santos, de 17 anos, nadava com amigos na região do Posto 4. Uma onda mais forte o arrastou para o mar aberto. Amigos tentaram socorrê-lo, mas não conseguiram alcançá-lo. O Corpo de Bombeiros foi chamado imediatamente.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, as buscas começaram minutos após o chamado e envolvem três embarcações e um drone. A operação se concentra em um raio de 2 km da costa, com mergulhadores verificando pontos de correnteza.

Como as buscas estão sendo realizadas

As equipes de resgate utilizam técnicas específicas para localizar vítimas de afogamento em mar aberto. O trabalho é coordenado pelo Grupamento de Busca e Salvamento (GBS).

  • Embarcações: três botes infláveis percorrem a área em zigue-zague.
  • Drones: equipados com câmeras térmicas, varrem a superfície.
  • Mergulhadores: descem em pontos onde há acúmulo de detritos ou correntes.

O Corpo de Bombeiros informou que as condições do mar no momento do incidente eram de ressaca, com ondas de até 2 metros e corrente de retorno forte. Essas correntes são responsáveis por cerca de 80% dos resgates realizados em praias cariocas, segundo dados históricos da corporação.

Corrente de retorno: o perigo invisível

A corrente de retorno, também conhecida como "cachorro morto", é um dos maiores riscos para banhistas. Ela se forma quando a água acumulada na beira da praia volta para o mar em canais estreitos e velozes.

  • Velocidade: pode chegar a 2,5 m/s, mais rápido que um nadador olímpico.
  • Sinal visual: água mais escura, sem quebra de ondas, ou espuma se movendo para longe da praia.
  • O que fazer: não nade contra a corrente. Nade paralelamente à praia até sair do canal.

Especialistas em segurança aquática recomendam que banhistas sempre observem as bandeiras de sinalização nas praias. Bandeira vermelha indica mar impróprio para banho.

Histórico de incidentes em Copacabana

A Praia de Copacabana registra, em média, 12 mortes por afogamento por ano, segundo dados da Associação Brasileira de Salva-vidas. O verão concentra 60% desses casos. O incidente desta quarta-feira ocorre fora da alta temporada, mas as condições de ressaca elevam o risco.

Em janeiro de 2025, um turista argentino de 34 anos morreu após ser arrastado por corrente no mesmo trecho afogamento em Copacabana 2025. Em fevereiro de 2024, dois adolescentes foram resgatados com vida após ficarem 20 minutos à deriva.

O que fazer em caso de desaparecimento

Se uma pessoa desaparece no mar, o protocolo é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Não tente realizar buscas por conta própria, pois isso pode gerar novas vítimas.

  • Informações essenciais: horário do incidente, local exato (posto de salvamento), características da vítima (roupa, idade, cor do cabelo).
  • Não atrapalhe: evite aglomerações na areia que dificultem o trabalho dos bombeiros.
  • Redes sociais: compartilhe fotos e dados oficiais, mas evite boatos.

A família de Lucas Santos criou um grupo de WhatsApp para centralizar informações. Até o momento, não há previsão de encerramento das buscas.

Perguntas Frequentes

O adolescente de 17 anos foi encontrado?

Até a última atualização desta reportagem, as buscas continuavam e o adolescente não havia sido localizado. O Corpo de Bombeiros mantém equipes no mar e na orla.

O que causou o arrastamento?

Uma corrente de retorno, intensificada por ondas de ressaca de até 2 metros, arrastou o adolescente para o mar aberto. Amigos não conseguiram alcançá-lo.

Como evitar ser arrastado por corrente?

Nade paralelamente à praia até sair da corrente. Nunca nade contra ela. Observe as bandeiras de sinalização e evite o mar em dias de ressaca.

O Corpo de Bombeiros ainda faz buscas?

Sim. As buscas continuam com embarcações, drones e mergulhadores. A operação pode se estender por dias, dependendo das condições do mar.

O que a família pode fazer?

A família deve manter contato com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, que investiga o caso. Evitar compartilhar informações não oficiais ajuda a não atrapalhar o trabalho das equipes.

Nota da redação: Esta reportagem será atualizada conforme novas informações oficiais forem divulgadas.

Otávio Bensaúde

Editoria Virais

Otávio Bensaúde cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.