# Alckmin contesta tarifaço dos EUA: medida 'injusta e descabida'

> O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como 'injusta e descabida' a alegação dos Estados Unidos sobre práticas desleais de comércio. Alckmin contestou o tarifaço imposto por Washington e defendeu reciprocidade nas relações bilaterais, rejeitando a medida como desproporcional e sem fundamento.

*Bombou na Web · Virais · 16 de julho de 2026 · Larissa Quintela*

O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como 'injusta e descabida' a alegação dos Estados Unidos sobre práticas desleais de comércio. Em pronunciamento, ele contestou os termos do tarifaço imposto por Washington e defendeu a reciprocidade nas relações bilaterais.

## Alckmin contesta alegações dos EUA sobre tarifaço e diz que medida é 'injusta e descabida'

A pergunta que ecoa nos corredores do Palácio do Planalto é: por que Washington decidiu mirar o Brasil com um tarifaço agora? O vice-presidente Geraldo Alckmin respondeu com clareza: a medida é 'injusta e descabida'. A declaração veio após o governo americano acusar o Brasil de práticas desleais de comércio, impondo tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin contestou as alegações dos Estados Unidos sobre tarifaço, classificando a medida como 'injusta e descabida'. Em nota oficial, o governo brasileiro argumenta que as acusações não se baseiam em dados concretos do comércio bilateral e defende negociações baseadas em reciprocidade e equilíbrio.

## Os argumentos de Alckmin contra o tarifaço americano

Alckmin, que também acumula a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foi enfático: 'Não há fundamento técnico para essa acusação. O Brasil sempre atuou com transparência nas regras da OMC.' O governo brasileiro apresentou dados que mostram superávit comercial dos EUA com o Brasil em setores como máquinas e equipamentos, contrariando a tese de desequilíbrio.

### A acusação de Washington

Os Estados Unidos alegam que o Brasil adota subsídios ilegais e barreiras não tarifárias que prejudicam exportadores americanos. A queixa formal foi apresentada ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em abril.

'Promessa é uma coisa, entrega é outra', disse Alckmin ao comparar o discurso americano de livre comércio com a prática protecionista. O vice-presidente lembrou que o Brasil reduziu tarifas de importação em 10% nos últimos dois anos, enquanto os EUA mantiveram barreiras em aço, alumínio e etanol.

## O impacto do tarifaço sobre a economia brasileira

O tarifaço americano atinge principalmente setores como siderurgia, alumínio e suco de laranja. Segundo o Ministério da Economia, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 32 bilhões em 2025. As tarifas adicionais podem afetar cerca de US$ 5 bilhões desse total.

### Setores mais expostos

- Siderurgia: as tarifas sobre aço brasileiro podem subir de 25% para 35%, afetando a competitividade.
- Alumínio: a alíquota adicional de 10% sobre o alumínio brasileiro já gerou protestos da indústria nacional.
- Suco de laranja: principal produto agrícola exportado para os EUA, com tarifa que pode chegar a 30%.

A pergunta certa é outra: o Brasil tem instrumentos para retaliar? O governo já sinalizou que pode recorrer à OMC e, se necessário, elevar tarifas sobre produtos americanos como milho, trigo e carne de frango.

## A defesa da reciprocidade nas relações comerciais

Alckmin defendeu que o Brasil não pode aceitar imposições unilaterais. 'Nossa política externa sempre foi baseada no diálogo, mas com reciprocidade. Não podemos ser ingênuos', afirmou. O governo brasileiro já acionou o mecanismo de consultas da OMC e prepara uma lista de contramedidas.

### O histórico de disputas comerciais Brasil-EUA

As relações comerciais entre os dois países têm ciclos de tensão. Em 2019, os EUA impuseram tarifas sobre o aço brasileiro, e o Brasil respondeu com cotas. Agora, o cenário é mais amplo.

O Itamaraty informou que as negociações continuam abertas, mas a paciência tem limite. 'O Brasil não vai aceitar sanções sem fundamento. Se for preciso, vamos retaliar na mesma moeda', disse Alckmin em entrevista coletiva.

## As limitações da estratégia brasileira

Há, porém, um risco: o Brasil depende dos EUA para 15% de suas exportações totais. Uma escalada tarifária pode prejudicar setores que não têm mercado alternativo imediato. Especialistas apontam que a diversificação comercial é o caminho, mas leva tempo.

'Se o Brasil retaliar, o efeito pode ser simétrico, mas não necessariamente equilibrado', alerta o economista Marcos Lisboa, da FGV. 'Os EUA são um mercado maior e mais diversificado. Uma guerra comercial não interessa a ninguém.'

## O que esperar dos próximos passos

O governo brasileiro aguarda a resposta dos EUA às consultas na OMC. O prazo para negociação é de 60 dias. Se não houver acordo, o Brasil pode pedir a formação de um painel arbitral.

Alckmin deixou claro: 'Não vamos recuar. O Brasil tem argumentos sólidos e dados que comprovam nossa posição. A medida americana é descabida e será contestada em todas as instâncias.'

## Perguntas Frequentes

### O que é o tarifaço dos EUA contra o Brasil?

É a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio. O governo brasileiro contesta a medida.

### Quais produtos brasileiros são afetados?

Aço, alumínio e suco de laranja estão entre os principais. As tarifas podem chegar a 35% em alguns casos.

### O Brasil pode retaliar?

Sim. O governo já prepara uma lista de contramedidas, incluindo tarifas sobre milho, trigo e carne de frango americanos.

### Qual o papel da OMC nessa disputa?

O Brasil acionou o mecanismo de consultas da OMC. Se não houver acordo em 60 dias, pode pedir um painel arbitral.

### O tarifaço pode afetar o consumidor brasileiro?

Indiretamente, sim. Se houver retaliação, produtos importados dos EUA podem ficar mais caros, pressionando a inflação.

### Há chance de acordo entre Brasil e EUA?

Sim. As negociações estão abertas, mas o governo brasileiro condiciona qualquer acordo à retirada das tarifas adicionais.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/virais/alckmin-contesta-alegacoes-eua-sobre-tarifaco-diz-medida-injusta-descabida/
