O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF) foi alvo de uma queixa-crime por estupro registrada por duas árbitras. O caso, que corre em segredo de justiça, foi revelado pelo site ge e confirmado pela FCF. As denúncias envolvem supostos abusos durante viagens de trabalho.
O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF) foi alvo de uma queixa-crime por estupro registrada por duas árbitras. O caso, que corre em segredo de justiça, foi revelado pelo site ge e confirmado pela FCF. As denúncias envolvem supostos abusos durante viagens de trabalho.
Quem é o árbitro-chefe alvo da queixa
O presidente da Comissão de Arbitragem da FCF é um ex-árbitro profissional, que atuou em jogos das séries A e B do Campeonato Brasileiro. Ele está à frente do setor desde 2019, responsável por escalar e supervisionar os árbitros do estado. A identidade não foi divulgada pela FCF, que afirmou estar colaborando com as investigações.
O que diz a queixa-crime
A queixa-crime foi registrada no último mês na Delegacia da Mulher de Fortaleza. As duas árbitras, que atuam no futebol cearense, relataram episódios de violência sexual ocorridos em 2023 e 2024, durante viagens para jogos fora da capital. Elas afirmam que o presidente teria se aproveitado da posição hierárquica para coagir e abusar.
Segundo o site ge, as vítimas prestaram depoimento e entregaram provas, incluindo mensagens de WhatsApp e registros de áudio. O caso tramita em segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes das alegações.
A posição da Federação Cearense de Futebol
A FCF divulgou nota oficial na sexta-feira (5) informando que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos. A entidade afirmou que "repudia qualquer ato de violência" e que está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
A federação não afastou o presidente da comissão, mas disse que ele se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. A nota também pediu respeito à presunção de inocência.
Repercussão no meio da arbitragem
O caso gerou reações entre árbitros e ex-árbitros do estado. A Associação dos Árbitros de Futebol do Ceará (AAC) divulgou nota de solidariedade às vítimas e cobrou transparência da FCF. Em entrevista, a presidente da AAC afirmou que "a categoria está chocada" e que "não tolera qualquer forma de assédio".
O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Ceará (Sindicato dos Árbitros) também se manifestou, defendendo a apuração rigorosa dos fatos e a criação de um canal de denúncias anônimas para casos de violência sexual.
O que diz a lei sobre estupro e queixa-crime
O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal, com pena de reclusão de 6 a 10 anos. A queixa-crime é o instrumento usado para iniciar a ação penal em crimes de ação penal privada, como o estupro, quando a vítima é maior de 18 anos. O caso pode ser transformado em ação penal pública se houver interesse do Ministério Público.
Segundo a delegada responsável pelo caso, as investigações estão em fase inicial. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, prorrogável por mais 30.
Próximos passos
A Polícia Civil do Ceará deve ouvir o presidente da comissão nos próximos dias. Se houver indícios suficientes, o Ministério Público pode oferecer denúncia. A FCF prometeu concluir a sindicância interna em até 15 dias.
Para as vítimas, a orientação é buscar apoio psicológico e jurídico. A Delegacia da Mulher de Fortaleza oferece acolhimento e orientação para mulheres vítimas de violência sexual.
Perguntas Frequentes
O presidente da Comissão de Arbitragem foi afastado?
Não. A FCF não afastou o presidente da comissão, mas afirmou que ele se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
O caso corre em segredo de justiça?
Sim. A queixa-crime tramita em segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes das alegações.
As vítimas são árbitras de futebol?
Sim. As duas vítimas são árbitras que atuam no futebol cearense.
O que a FCF disse sobre o caso?
A FCF divulgou nota informando que instaurou sindicância interna e que repudia qualquer ato de violência.
Onde as vítimas podem buscar ajuda?
Na Delegacia da Mulher de Fortaleza, que oferece acolhimento e orientação para mulheres vítimas de violência sexual.