O dono de lancha Lucas Magalhães foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto, nesta terça-feira (25), pelo Tribunal do Júri do Fórum Criminal de Belém. A pena veio pelos crimes de porte e disparo de arma de fogo durante o passeio pelo rio Maguari, no Pará, onde a influenciadora Yasmin Macêdo morreu em 2021. Ele foi absolvido das acusações de homicídio e fraude processual. A defesa já pode recorrer em liberdade.
A condenação não toca no ponto central da tragédia. Yasmin, de 21 anos, morreu em dezembro de 2021, durante o mesmo passeio de lancha; o corpo foi encontrado no dia seguinte. A causa da morte, segundo as investigações, foi afogamento. Lucas respondia no júri popular por homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma. As penas mínimas somadas poderiam chegar a 15 anos de prisão. A sentença ficou bem abaixo disso, e o réu não foi responsabilizado pela morte.
A pergunta que fica é outra: o que a Justiça considerou como prova suficiente para absolver do homicídio, mas não do porte ilegal? A decisão do júri separa os crimes, mas deixa em aberto como o afogamento foi tratado no processo. Para quem acompanha o caso, o resultado é um recorte técnico: houve condenação, mas não pelo desfecho fatal.
O regime semiaberto permite trabalho externo durante o dia e recolhimento à noite. Ainda cabe recurso, o que significa que a pena pode ser revista. O caso, que envolve uma morte em passeio de lancha, agora depende dos próximos passos processuais para definir se a responsabilidade pela tragédia terá desdobramentos.
justiça no Pará
A decisão desta terça-feira não encerra a discussão sobre a morte de Yasmin. Ela aponta uma condenação específica, mas deixa a principal acusação sem resposta. O que falta provar é como o júri chegou à absolvição do homicídio diante das evidências de afogamento. Enquanto isso, a família e a opinião pública seguem aguardando os próximos capítulos do processo.