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Dois homens são presos suspeitos de integrar esquema de 'delivery de drogas' no interior da Bahia

ResumoDois homens foram presos pela Polícia Civil em Itabuna, Bahia, suspeitos de integrar esquema de tráfico de drogas com entregas por aplicativo e motoboys. A operação apreendeu entorpecentes, celulares e dinheiro. O esquema utilizava sistema de delivery para distribuir drogas na região.

Dois homens foram presos suspeitos de integrar um esquema de tráfico de drogas que usava entregas por aplicativo e motoboys no interior da Bahia. A ação da Polícia Civil ocorreu em Itabuna e resultou na apreensão de entorpecentes, celulares e dinheiro. Entenda como funcionava o e

Kelly Nascimento
Dois homens são presos suspeitos de integrar esquema de 'delivery de drogas' no interior da Bahia

Dois homens são presos suspeitos de integrar esquema de 'delivery de drogas' no interior da Bahia — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Você está em casa, rolando o feed, e recebe uma notificação: seu pedido chegou. Só que, em vez de pizza, é uma porção de cocaína. Essa cena, que parece roteiro de série, virou rotina em algumas cidades do interior da Bahia. Dois homens foram presos suspeitos de integrar um esquema de tráfico de drogas que operava como delivery, usando motoboys e aplicativos de entrega para distribuir entorpecentes em Itabuna e região.

A Polícia Civil da Bahia, por meio da 2ª Delegacia Territorial de Itabuna, deflagrou a operação que resultou na prisão em flagrante dos dois suspeitos. Segundo a polícia, o esquema funcionava de forma semelhante a um serviço de entrega de comida: o cliente fazia o pedido por telefone ou aplicativo de mensagens, e um motoboy levava a droga até o endereço combinado. Durante a ação, foram apreendidos porções de maconha, crack e cocaína, além de celulares e dinheiro em espécie.

Como funcionava o esquema de tráfico por delivery

O modelo de 'delivery de drogas' não é novo, mas ganhou força com a popularização dos aplicativos de entrega e mensageiros instantâneos. No caso de Itabuna, a polícia identificou que os suspeitos usavam números de celular e perfis em redes sociais para divulgar os 'produtos' e receber os pedidos. O pagamento era feito em dinheiro, por Pix ou até mesmo por transferência bancária.

"Eles operavam como se fosse uma lanchonete: o cliente pedia, e o motoboy entregava em casa ou em um ponto combinado", explicou o delegado responsável pela operação. A investigação começou após denúncias anônimas de moradores que notaram o movimento incomum de motos em horários suspeitos.

O papel dos motoboys e aplicativos

Os motoboys, muitas vezes, eram contratados temporariamente ou atuavam como 'entregadores' avulsos, sem vínculo formal com os traficantes. Eles recebiam uma comissão por entrega, que variava de acordo com a distância e o valor da mercadoria. A polícia apreendeu celulares que serão periciados para identificar a rede de contatos e outros possíveis envolvidos.

Apreensões e prisões

Na ação, os policiais apreenderam:

  • Porções de maconha, crack e cocaína
  • Celulares usados para comunicação com clientes
  • Dinheiro em espécie (notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100)
  • Uma balança de precisão

Os dois suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Eles foram encaminhados ao sistema prisional da região, onde aguardam audiência de custódia. A polícia não descarta a possibilidade de novas prisões.

O avanço do tráfico digital no interior

Casos como esse mostram como o crime se adapta às ferramentas do dia a dia. O uso de aplicativos de mensagens e entregas por motoboys não é exclusividade de Itabuna: outras cidades do interior da Bahia e do Brasil já registraram operações semelhantes. A Polícia Civil tem intensificado o monitoramento de grupos de WhatsApp e perfis em redes sociais para identificar esses esquemas.

Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) indica que, em 2025, houve um aumento de 15% nas apreensões de drogas em operações que envolviam entregas por aplicativo. Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas que integrem tecnologia e policiamento.

Como denunciar

A Polícia Civil orienta que moradores que suspeitam de movimentação estranha em suas ruas ou vizinhanças podem fazer denúncias anônimas pelo Disque Denúncia da Bahia (181) ou pelo site da SSP-BA. O anonimato é garantido.

Perguntas Frequentes

O que é o 'delivery de drogas'?

É um esquema de tráfico em que os entorpecentes são entregues por motoboys ou entregadores, geralmente após pedido feito por telefone ou aplicativo de mensagens.

Como a polícia descobre esses esquemas?

Por meio de denúncias anônimas, monitoramento de redes sociais e investigações de rotina em pontos de venda de drogas.

Qual a pena para tráfico de drogas na Bahia?

A pena para tráfico de drogas varia de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa, conforme a Lei 11.343/2006. Se houver associação para o tráfico, a pena pode ser aumentada.

Os motoboys também são presos?

Depende do nível de envolvimento. Se o motoboy sabia que estava transportando drogas e participava ativamente do esquema, ele pode ser preso por tráfico. Caso contrário, pode ser considerado testemunha.

Como denunciar anonimamente?

Ligue para o Disque Denúncia da Bahia (181) ou acesse o site da SSP-BA. O anonimato é garantido.

E você, já percebeu algum movimento estranho na sua rua? Talvez valha a pena prestar mais atenção.

Kelly Nascimento

Editoria Virais

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.