# Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará

> O Pará registrou dois feminicídios em menos de 24 horas. Em Igarapé-Açu, uma mulher foi morta a tiros pelo companheiro na madrugada de terça-feira (21). Em Belém, outra mulher foi assassinada pelo parceiro na noite de segunda-feira (20). Os casos reforçam a violência de gênero no estado.

*Bombou na Web · Virais · 21 de julho de 2026 · Priscila Andrade*

Dois novos feminicídios foram registrados em cidades do Pará no intervalo de poucas horas. Na madrugada desta terça-feira (21), uma mulher foi morta a tiro em Igarapé-Açu. Já em Belém, uma mulher foi assassinada na noite de segunda-feira (20).

## Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará

Dois novos feminicídios foram registrados em cidades do Pará no intervalo de poucas horas. Na madrugada desta terça-feira (21), uma mulher foi morta a tiro em uma discussão com o companheiro em Igarapé-Açu, no nordeste do Pará. Já em Belém, uma mulher foi assassinada na noite de segunda-feira (20). Os dois casos são investigados pela Polícia Civil.

## Crime por ciúmes em Belém

Em Belém, o assassinato foi em uma vila de casas localizada na Avenida Cipriano Santos, no tradicional bairro de Canudos. A vítima foi morta a facadas pelo próprio companheiro dentro do imóvel. De acordo com as investigações preliminares, a motivação do crime teria sido ciúmes. O suspeito atacou a companheira após visualizar mensagens no aparelho celular dela. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos e conseguiu prender o suspeito em flagrante.

## Feminicídio a tiros em Igarapé-Açu

No segundo caso, registrado na madrugada de terça-feira (21), a mulher foi morta a tiro durante uma discussão com o companheiro em Igarapé-Açu, município do nordeste paraense. As circunstâncias do crime ainda são apuradas pela Polícia Civil. Diferente do caso de Belém, o suspeito morreu ao resistir à prisão, conforme informou a polícia.

## Ações da polícia e investigação

A Polícia Civil do Pará investiga os dois feminicídios. Em Belém, o suspeito foi preso em flagrante e está à disposição da Justiça. Em Igarapé-Açu, a morte do suspeito durante a tentativa de prisão encerra o inquérito sem possibilidade de julgamento. Vizinhos e testemunhas estão sendo ouvidos para esclarecer os detalhes de cada crime.

## Contexto da violência doméstica no Pará

Casos como esses escancaram uma realidade que persiste: o feminicídio dentro de casa, praticado por companheiros. O Pará, como outros estados, registra números altos de violência doméstica. Embora dados oficiais mais recentes mostrem que a cada ano centenas de mulheres perdem a vida para parceiros, a subnotificação ainda é um desafio. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas pelo 180 ou 190.

## Como identificar sinais de alerta

Muitas vezes, o feminicídio não é um ato isolado. Ele costuma vir acompanhado de ameaças, controle excessivo, ciúmes doentio e violência psicológica. No caso de Belém, o ciúme foi o gatilho. Se você ou alguém próximo vive uma situação assim, repare nesse detalhe: o controle do celular, a proibição de sair, as humilhações constantes são bandeiras vermelhas.

## O que fazer em caso de violência doméstica

A rede de proteção no Pará inclui delegacias especializadas, como a Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), e abrigos sigilosos. O primeiro passo é ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181. Vale ou não vale o espaço? Vale, sim, quando se trata de salvar vidas.

## Perguntas Frequentes

### Como denunciar um caso de violência doméstica?

Ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar) em emergências. O Disque-Denúncia 181 também aceita denúncias anônimas.

### O que é considerado feminicídio?

Feminicídio é o assassinato de mulher por razões de gênero, geralmente cometido por parceiro ou ex-parceiro, motivado por ódio, ciúmes ou menosprezo.

### Quais são os sinais de alerta em um relacionamento abusivo?

Ciúmes excessivo, controle do celular, isolamento social, ameaças, humilhações e violência física são sinais comuns.

### O que acontece com o agressor após a prisão?

O suspeito é levado à audiência de custódia e pode responder por feminicídio, crime hediondo com pena de 12 a 30 anos de reclusão.

### Existe alguma medida protetiva que a vítima pode pedir?

Sim, a Lei Maria da Penha prevê medidas como afastamento do agressor do lar e proibição de contato, solicitadas na delegacia ou na Defensoria Pública.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/virais/duas-mulheres-sao-assassinadas-pelos-companheiros-cidades/
