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Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará

ResumoO Pará registrou dois feminicídios em menos de 24 horas. Em Igarapé-Açu, uma mulher foi morta a tiros pelo companheiro na madrugada de terça-feira (21). Em Belém, outra mulher foi assassinada pelo parceiro na noite de segunda-feira (20). Os casos reforçam a violência de gênero no estado.

Dois novos feminicídios foram registrados em cidades do Pará no intervalo de poucas horas. Na madrugada desta terça-feira (21), uma mulher foi morta a tiro em Igarapé-Açu. Já em Belém, uma mulher foi assassinada na noite de segunda-feira (20).

Priscila Andrade
Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará

Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Duas mulheres são assassinadas pelos companheiros em cidades do Pará

Dois novos feminicídios foram registrados em cidades do Pará no intervalo de poucas horas. Na madrugada desta terça-feira (21), uma mulher foi morta a tiro em uma discussão com o companheiro em Igarapé-Açu, no nordeste do Pará. Já em Belém, uma mulher foi assassinada na noite de segunda-feira (20). Os dois casos são investigados pela Polícia Civil.

Crime por ciúmes em Belém

Em Belém, o assassinato foi em uma vila de casas localizada na Avenida Cipriano Santos, no tradicional bairro de Canudos. A vítima foi morta a facadas pelo próprio companheiro dentro do imóvel. De acordo com as investigações preliminares, a motivação do crime teria sido ciúmes. O suspeito atacou a companheira após visualizar mensagens no aparelho celular dela. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos e conseguiu prender o suspeito em flagrante.

Feminicídio a tiros em Igarapé-Açu

No segundo caso, registrado na madrugada de terça-feira (21), a mulher foi morta a tiro durante uma discussão com o companheiro em Igarapé-Açu, município do nordeste paraense. As circunstâncias do crime ainda são apuradas pela Polícia Civil. Diferente do caso de Belém, o suspeito morreu ao resistir à prisão, conforme informou a polícia.

Ações da polícia e investigação

A Polícia Civil do Pará investiga os dois feminicídios. Em Belém, o suspeito foi preso em flagrante e está à disposição da Justiça. Em Igarapé-Açu, a morte do suspeito durante a tentativa de prisão encerra o inquérito sem possibilidade de julgamento. Vizinhos e testemunhas estão sendo ouvidos para esclarecer os detalhes de cada crime.

Contexto da violência doméstica no Pará

Casos como esses escancaram uma realidade que persiste: o feminicídio dentro de casa, praticado por companheiros. O Pará, como outros estados, registra números altos de violência doméstica. Embora dados oficiais mais recentes mostrem que a cada ano centenas de mulheres perdem a vida para parceiros, a subnotificação ainda é um desafio. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas pelo 180 ou 190.

Como identificar sinais de alerta

Muitas vezes, o feminicídio não é um ato isolado. Ele costuma vir acompanhado de ameaças, controle excessivo, ciúmes doentio e violência psicológica. No caso de Belém, o ciúme foi o gatilho. Se você ou alguém próximo vive uma situação assim, repare nesse detalhe: o controle do celular, a proibição de sair, as humilhações constantes são bandeiras vermelhas.

O que fazer em caso de violência doméstica

A rede de proteção no Pará inclui delegacias especializadas, como a Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), e abrigos sigilosos. O primeiro passo é ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181. Vale ou não vale o espaço? Vale, sim, quando se trata de salvar vidas.

Perguntas Frequentes

Como denunciar um caso de violência doméstica?

Ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar) em emergências. O Disque-Denúncia 181 também aceita denúncias anônimas.

O que é considerado feminicídio?

Feminicídio é o assassinato de mulher por razões de gênero, geralmente cometido por parceiro ou ex-parceiro, motivado por ódio, ciúmes ou menosprezo.

Quais são os sinais de alerta em um relacionamento abusivo?

Ciúmes excessivo, controle do celular, isolamento social, ameaças, humilhações e violência física são sinais comuns.

O que acontece com o agressor após a prisão?

O suspeito é levado à audiência de custódia e pode responder por feminicídio, crime hediondo com pena de 12 a 30 anos de reclusão.

Existe alguma medida protetiva que a vítima pode pedir?

Sim, a Lei Maria da Penha prevê medidas como afastamento do agressor do lar e proibição de contato, solicitadas na delegacia ou na Defensoria Pública.

Priscila Andrade

Editoria Virais

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.