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Flávio Bolsonaro rebate críticas sobre vídeo de preços no mercado

ResumoFlávio Bolsonaro publicou vídeo rebatendo críticas de políticos de esquerda sobre comparação de preços em supermercado. Senador culpa governo Lula pelo custo de vida, mas não responde à principal crítica: uso de preços de 2019, primeiro ano do governo de seu pai.

Flávio Bolsonaro publicou vídeo rebatendo críticas de políticos de esquerda sobre comparação de preços em supermercado. Senador culpa governo Lula pelo custo de vida, mas não responde à principal crítica: uso de preços de 2019, primeiro ano do governo de seu pai.

Wesley Tanaka
Flávio Bolsonaro rebate críticas sobre vídeo de preços no mercado

Flávio Bolsonaro rebate críticas sobre vídeo de preços no mercado — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Flávio Bolsonaro rebate críticas sobre vídeo de preços no mercado

Flávio Bolsonaro publicou vídeo rebatendo críticas sobre comparação de preços em supermercado. Senador culpa governo Lula pelo custo de vida, mas não responde à principal crítica: uso de preços de 2019, primeiro ano do governo de seu pai Jair Bolsonaro, em vez de valores de 2022, último ano do mandato do ex-presidente.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou na noite da 5ª feira (23.jul.2026) um vídeo em resposta às manifestações de políticos e perfis de esquerda sobre a comparação de preços que fez em um supermercado.

"A esquerda ficou chateada porque eu mostrei a realidade no mercado", escreveu na legenda da publicação no X. Segundo Flávio, os "lulopetistas" podem ter certeza de que ele continuará denunciando "todos os dias o terror que é o custo de vida no Brasil".

O que Flávio Bolsonaro mostrou no vídeo de resposta

A gravação reúne vídeos de pessoas em supermercados exibindo produtos e reclamando dos preços. Flávio incentiva os seguidores a fazerem o mesmo.

"Pega o seu celular, vai para dentro de um mercado e filma o preço que está hoje do arroz, do feijão, da farinha, da picanha", declarou. O senador também citou queijo, ovos e pacotes de fraldas.

Flávio afirmou que os preços estão mais altos do que durante a pandemia e atribuiu a alta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também relacionou o endividamento da população ao patamar da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.

A crítica que Flávio Bolsonaro não respondeu

Apesar de responder às reações, o pré-candidato não abordou a principal crítica feita ao vídeo original: o uso de preços de 2019, 1º ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), em vez dos valores de 2022, último ano do mandato de seu pai.

Na gravação publicada no domingo (19.jul), Flávio comparou preços de 2026 com números atribuídos a 2019. O vídeo não informou a data exata nem a fonte dos valores usados como referência. Ao terminar as compras, o senador mostrou uma nota de R$ 908 e disse que "o poder de compra do brasileiro acabou".

A resposta do PT

O PT respondeu com preços que, segundo o partido, eram cobrados em 2022. A sigla afirmou, por exemplo, que o arroz Tio João apresentado por Flávio a R$ 16,95 tanto em 2019 quanto em 2026 custava R$ 33,99 no fim do governo Bolsonaro.

O partido também apresentou valores de 2022 superiores aos atuais para o contrafilé, a fralda Pampers e a picanha. Aliados de Lula afirmaram que o senador selecionou o início do mandato do pai para evitar a alta dos alimentos registrada nos anos seguintes.

O que isso significa para você

Se você acompanha o debate sobre preços, o caso mostra como números podem ser usados de forma seletiva. Antes de gastar, faça esse teste: compare os preços que você paga hoje com os de 2022, não com os de 2019. Dá pra resolver em casa, com notas fiscais antigas ou prints de mercado online.

A diferença entre os dois recortes é grande. O PT afirma que em 2022 o arroz custava R$ 33,99, contra R$ 16,95 que Flávio usou como referência de 2019. Isso muda completamente a narrativa sobre quem subiu mais.

Como verificar os preços por conta própria

  1. Guarde notas fiscais dos últimos meses para comparar com valores antigos.
  2. Use aplicativos de mercado que registram histórico de preços.
  3. Filme os preços atuais como Flávio sugeriu, mas sempre anote a data.
  4. Compare com fontes oficiais como o IPCA do IBGE, que mostra a inflação acumulada.
  5. Desconfie de comparações que não informam a data exata ou a fonte dos valores.

Perguntas Frequentes

Flávio Bolsonaro respondeu à crítica sobre os preços de 2019?

Não. Apesar de publicar um vídeo de resposta, o senador não abordou o uso de preços de 2019 em vez de 2022.

O PT apresentou valores diferentes?

Sim. O PT afirmou que em 2022 o arroz Tio João custava R$ 33,99, contra os R$ 16,95 que Flávio usou como referência de 2019.

Qual a Selic atual citada por Flávio?

Flávio relacionou o endividamento da população ao patamar da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.

O vídeo original de Flávio informava a data dos preços?

Não. O vídeo não informou a data exata nem a fonte dos valores usados como referência.

O que Flávio Bolsonaro mostrou no vídeo de resposta?

A gravação reúne vídeos de pessoas em supermercados exibindo produtos e reclamando dos preços, além de incentivar seguidores a fazerem o mesmo.

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Wesley Tanaka

Editoria Virais

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.