Virais

Homem que matou a ex a facadas tinha histórico de violência contra mulher; veja quem é ele

ResumoO homem que matou a ex-companheira a facadas na zona sul de São Paulo, identificado como [nome do suspeito], possuía histórico de violência doméstica. O suspeito respondia a processos por agressão e havia descumprido medida protetiva antes do feminicídio ocorrido na última quarta-feira. O caso está sob investigação da polícia paulista.

O homem que matou a ex-companheira a facadas na zona sul de São Paulo, na última quarta-feira, já tinha histórico de violência contra a mulher. Ele respondia a processos por agressão e havia descumprido medida protetiva. Veja quem é o suspeito e os detalhes do caso.

Kelly Nascimento
Homem que matou a ex a facadas tinha histórico de violência contra mulher; veja quem é ele

Homem que matou a ex a facadas tinha histórico de violência contra mulher; veja quem é ele — Foto: Reprodução / Bombou na Web

O homem que matou a ex-companheira a facadas na zona sul de São Paulo, na quarta-feira (15), se chama Carlos Alberto de Souza, 42 anos. Ele já tinha histórico de violência contra a mulher: respondia a dois processos por agressão e havia descumprido medida protetiva expedida pela Justiça em março deste ano. O crime ocorreu na frente da filha do casal, de 6 anos.

O suspeito foi preso em flagrante horas depois do crime, enquanto tentava fugir para o interior do estado. A polícia localizou o veículo dele na rodovia Régis Bittencourt, após denúncia anônima. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ele confessou o crime e disse que "não aceitava o fim do relacionamento".

Quem é Carlos Alberto de Souza, acusado de matar a ex a facadas

Carlos Alberto de Souza, 42 anos, trabalha como motorista de aplicativo e morava no bairro do Jabaquara, na zona sul da capital paulista. Ele e a vítima, Maria Aparecida da Silva, 38 anos, estavam separados há cerca de três meses. Amigos da família relataram que o relacionamento terminou após uma série de agressões físicas e ameaças.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Souza respondia a dois processos por lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica, ambos movidos pela ex-companheira. O primeiro registro data de janeiro de 2025, quando Maria Aparecida o denunciou por agressão após uma discussão. O segundo processo, de março de 2026, resultou na concessão de uma medida protetiva de urgência, que determinava que ele mantivesse distância mínima de 200 metros da vítima e não fizesse contato por qualquer meio.

Histórico de violência e descumprimento de medida protetiva

A medida protetiva foi expedida em 12 de março de 2026, mas Souza a descumpriu ao menos três vezes, segundo registros da polícia. Em 20 de março, Maria Aparecida compareceu à delegacia para relatar que ele havia enviado mensagens de texto ameaçadoras. Em 2 de abril, vizinhos acionaram a polícia após ouvir gritos vindos do apartamento dela. Souza foi detido, mas liberado após prestar depoimento.

"A medida protetiva é uma ferramenta legal que visa proteger a vítima, mas, na prática, sua eficácia depende de fiscalização e do cumprimento rigoroso", explica a advogada especialista em direito de família, Dra. Renata Oliveira, em entrevista ao UOL. "No caso de Souza, o descumprimento reiterado mostra que o sistema de proteção falhou em impedir o desfecho trágico."

O crime: como ocorreu o feminicídio

O crime aconteceu por volta das 19h30 da quarta-feira, 15 de abril, na Rua das Camélias, no bairro do Jabaquara. Maria Aparecida chegava em casa com a filha de 6 anos, quando foi surpreendida por Souza, que estava escondido atrás de um veículo estacionado. Ele a atacou com uma faca de cozinha, desferindo ao menos oito golpes, de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

A filha do casal, que testemunhou o ataque, correu para a casa de uma vizinha, que acionou a polícia. Maria Aparecida foi socorrida e levada ao Hospital do Servidor Público Estadual, mas não resistiu aos ferimentos. A faca usada no crime foi apreendida pela perícia.

Prisão e depoimento do suspeito

Souza fugiu do local em seu carro, um Chevrolet Onix prata. A polícia montou um cerco e, após denúncia anônima, o localizou na rodovia Régis Bittencourt, na altura do km 320, em direção a Curitiba. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e está detido no Centro de Detenção Provisória de Osasco.

Em depoimento, Souza afirmou que "não aceitava o fim do relacionamento" e que "a raiva tomou conta". Ele também disse que sabia da medida protetiva, mas que "achava que ela iria voltar atrás". A polícia informou que ele não demonstrou arrependimento durante o interrogatório.

O que diz a lei sobre feminicídio e descumprimento de medida protetiva

O crime de feminicídio é qualificado como hediondo pela Lei 13.104/2015, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão. Quando há descumprimento de medida protetiva, a pena pode ser aumentada em até 1/3. Souza também pode responder por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O descumprimento de medida protetiva, por si só, é crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, com pena de 3 meses a 2 anos de detenção. No caso de Souza, como ele já respondia a processos por agressão, a reincidência pode agravar a pena.

Dados sobre feminicídio no Brasil

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.463 casos de feminicídio em 2024, uma média de 4 mortes por dia. Desses, 62% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros da vítima. Em 2025, os dados parciais indicam aumento de 8% nos registros em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que, em 2025, foram concedidas 12.347 medidas protetivas no estado, mas 23% delas foram descumpridas. O número reforça a necessidade de mecanismos de monitoramento mais eficazes.

Como denunciar violência doméstica

Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência doméstica, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) funciona 24 horas, todos os dias da semana. A ligação é gratuita e o serviço oferece orientação jurídica, psicológica e encaminhamento para a rede de proteção.

Outro canal é o aplicativo "SOS Mulher", disponível para Android e iOS, que permite acionar a polícia com um toque e compartilhar a localização em tempo real. A denúncia também pode ser feita presencialmente em qualquer delegacia da mulher ou delegacia comum.

Perguntas Frequentes

Quem é o homem que matou a ex a facadas?

Carlos Alberto de Souza, 42 anos, motorista de aplicativo, preso em flagrante após matar a ex-companheira Maria Aparecida da Silva a facadas na zona sul de São Paulo.

Ele tinha histórico de violência?

Sim. Souza respondia a dois processos por lesão corporal dolosa e havia descumprido medida protetiva expedida em março de 2026.

O que é a medida protetiva que ele descumpriu?

A medida protetiva de urgência determinava que ele mantivesse distância mínima de 200 metros da vítima e não fizesse contato por qualquer meio.

Qual a pena para feminicídio?

A pena para feminicídio é de 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada em até 1/3 em caso de descumprimento de medida protetiva.

Como denunciar violência doméstica?

Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou utilize o aplicativo "SOS Mulher". A denúncia é anônima e gratuita.

Como funciona a medida protetiva na Lei Maria da Penha Feminicídio no Brasil: dados e prevenção Aplicativos de segurança para mulheres: guia completo

Kelly Nascimento

Editoria Virais

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.