Homem que usou cola no olho em vez de colírio também confundiu álcool com água durante atendimento em MG
Um paciente em Minas Gerais viveu um duplo susto: primeiro, aplicou cola instantânea no olho pensando ser colírio; depois, durante o atendimento médico, ingeriu álcool acreditando ser água. O caso, registrado em hospital da região, expõe como a pressa e a semelhança entre embalagens podem levar a erros graves.
O que aconteceu? O homem, ao sentir irritação ocular, pegou um frasco que julgava ser colírio e pingou o conteúdo. Era cola instantânea. A substância aderiu à córnea e à pálpebra, causando dor intensa e lacrimejamento. Ele foi levado a uma unidade de saúde. Lá, pediu água para beber. Alguém lhe entregou um copo com álcool, ele bebeu antes de perceber o engano.
Como a cola age no olho
A cola instantânea contém cianoacrilato, um adesivo que polimeriza ao contato com a umidade, como a lágrima. Em segundos, forma uma película rígida que gruda pálpebras, cílios e córnea. O Hospital das Clínicas de São Paulo já registrou casos semelhantes. O tratamento exige remoção mecânica cuidadosa, com uso de solventes específicos como acetona ou DMSO, sempre sob supervisão médica.
Primeiros socorros errados que pioram o quadro
- Não force a abertura do olho, você pode rasgar a córnea.
- Não use água em excesso, a cola não dissolve, só espalha.
- Não aplique óleos ou pomadas sem orientação.
- Procure um oftalmologista imediatamente.
Por que confundimos frascos parecidos
A Associação Brasileira de Oftalmologia já alertou: frascos de cola, colírio e até soro fisiológico têm tamanhos e cores similares. Em casa, é comum guardar tudo no mesmo armário ou gaveta. O caso de MG mostra que o erro pode se repetir em sequência, a confusão com álcool e água reforça o padrão.
Como organizar para evitar acidentes
- Separe colírios e medicamentos oculares em um local exclusivo, longe de adesivos e produtos de limpeza.
- Use etiquetas coloridas ou caneta permanente para identificar cada frasco.
- Nunca transfira substâncias para embalagens de outros produtos.
- Antes de usar, leia o rótulo, mesmo que esteja com pressa.
Álcool versus água: riscos da ingestão acidental
Beber álcool etílico puro ou de limpeza pode causar queimaduras na mucosa oral e esofágica, além de intoxicação aguda. O Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, atendeu ao menos 12 casos de ingestão acidental de álcool em 2025. Os sintomas incluem náusea, vômito, dor abdominal e, em altas doses, depressão do sistema nervoso central.
O que fazer se alguém beber álcool por engano
- Não induza vômito, o refluxo pode queimar o esôfago de novo.
- Ofereça água ou leite em pequenos goles.
- Leve ao pronto-socorro com o frasco do produto.
Quando o erro vira notícia: o papel da imprensa
Casos como o de MG viralizam porque parecem inacreditáveis. Mas, para a medicina, são eventos previsíveis. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia registra cerca de 200 acidentes anuais com cola nos olhos. A maioria acontece em casa, com adultos que confundem frascos. A notícia serve de alerta para revisar hábitos.
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Perguntas Frequentes
O que fazer se colar cola no olho?
Vá ao oftalmologista imediatamente. Não force a abertura. O médico usará solvente específico para remover o adesivo.
Cola no olho pode causar cegueira?
Sim, se não tratada a tempo. A cola pode danificar a córnea e causar úlceras que levam à perda de visão.
Como diferenciar colírio de cola?
Leia o rótulo. Colírios têm bico dosador e informações do fabricante. Colas têm cheiro forte e texto de advertência.
Álcool e água têm cheiro diferente?
Sim. Álcool tem odor característico e volátil. Mas em frascos idênticos, a confusão é comum, especialmente em emergências.
Onde guardar colírios em casa?
Em local seco, fresco, longe de produtos de limpeza e adesivos. Use uma caixa ou gaveta exclusiva para medicamentos oculares.
Crianças também confundem cola com colírio?
Sim. Crianças pequenas podem imitar adultos e pegar frascos errados. Mantenha colas e medicamentos fora do alcance.