# Justiça solta jovens acusados de tentar matar PMs do RJ após câmeras

> A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) libertou Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva, acusados de tentativa de homicídio contra dois policiais militares. A decisão unânime baseou-se em vídeos de câmeras corporais analisados pela Defensoria Pública, que fundamentaram o pedido de soltura.

*Bombou na Web · Virais · 24 de julho de 2026 · Priscila Andrade*

A 8ª Câmara Criminal do TJRJ decidiu, por unanimidade, libertar Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva, presos por suspeita de tentativa de homicídio contra dois PMs. O pedido da Defensoria Pública foi baseado em vídeos das câmeras corporais analisados pelo P

## Justiça decide soltar jovens acusados de tentar matar PMs do RJ após analisar câmeras dos agentes

Imagens de câmeras corporais de 2024 levaram à soltura de dois jovens no RJ. A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, por unanimidade, libertar Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva, presos por suspeita de tentativa de homicídio contra dois policiais militares. O caso aconteceu em outubro de 2024, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

A 8ª Câmara Criminal do TJRJ decidiu, por unanimidade, libertar Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva. Eles estavam presos por suspeita de tentativa de homicídio contra dois policiais militares. O pedido foi feito pela Defensoria Pública a partir de análises de vídeos das câmeras corporais realizado pelo Projeto Mirante, iniciativa especializada na reconstrução de casos envolvendo violência de Estado por meio da análise de imagens, arquitetura forense e outras evidências técnicas. Para a Justiça, as imagens mostraram que não houve confronto.

## Como as câmeras corporais mudaram a versão do caso

A prisão de Renan e Douglas aconteceu após uma perseguição policial em que os PMs informaram que os jovens atuaram em um confronto contra eles. Na ocasião, um dos ocupantes do veículo em que Renan estava, o jovem Pablo Roberto da Silva Barboza, também foi detido. Mas foram as imagens das câmeras acopladas aos uniformes dos agentes que contradisseram a narrativa inicial.

O Projeto Mirante, ao analisar quadro a quadro os vídeos, conseguiu demonstrar que não houve troca de tiros ou enfrentamento armado. O trabalho técnico incluiu a reconstrução da cena com base em arquitetura forense e outras evidências, o que deu à Defensoria Pública os argumentos para pedir a soltura.

## O papel do Projeto Mirante na decisão judicial

O Projeto Mirante é uma iniciativa que se dedica a reconstruir casos envolvendo violência de Estado. Eles usam análise de imagens, arquitetura forense e outras evidências técnicas para contestar versões oficiais. No caso de Renan e Douglas, foi a partir desse trabalho que a Defensoria Pública conseguiu demonstrar que as imagens não mostravam confronto.

Para quem acompanha casos de violência policial no Rio, essa decisão representa um precedente importante. As câmeras corporais, implantadas em algumas unidades da PM fluminense, têm sido usadas cada vez mais como prova em processos. Mas ainda há resistência de parte da corporação, que questiona a confiabilidade dos equipamentos e a interpretação das imagens.

## O que muda para a segurança pública no RJ

A decisão do TJRJ pode influenciar outros casos semelhantes. Se a Justiça passa a considerar as imagens das câmeras corporais como prova técnica, o número de prisões baseadas apenas na palavra dos policiais tende a diminuir. Mas também há quem veja com preocupação: a soltura de suspeitos de tentativa de homicídio contra PMs pode ser interpretada como um sinal de impunidade.

Para o cidadão comum, o efeito prático é duplo. De um lado, a tecnologia pode servir como um controle externo da ação policial, reduzindo abusos. De outro, se as câmeras não forem usadas de forma consistente, a sensação de insegurança pode aumentar. O caso de São Gonçalo mostra que, quando as imagens existem e são analisadas com rigor técnico, elas podem reverter prisões que, de outra forma, seriam mantidas.

## Repercussão jurídica e social da soltura

A Defensoria Pública comemorou a decisão como uma vitória da prova técnica sobre a palavra isolada. O Projeto Mirante também ganhou destaque, com seu método de análise sendo citado como referência. Por outro lado, a Associação de PMs do Rio já se manifestou contra o que chamam de "criminalização da atividade policial".

Para quem mora em áreas de conflito, como São Gonçalo, a notícia gera reações mistas. Alguns moradores ouvidos pela imprensa local disseram que a decisão mostra que a Justiça funciona. Outros temem que a soltura incentive novos confrontos.

## Perguntas Frequentes

### O que aconteceu em outubro de 2024 em São Gonçalo?

Renan dos Santos Nascimento Silva e Douglas Mendes da Silva foram presos após uma perseguição policial, acusados de tentativa de homicídio contra dois PMs. A versão inicial era de que houve confronto.

### Como as câmeras corporais influenciaram a decisão?

O Projeto Mirante analisou as imagens das câmeras dos agentes e concluiu que não houve confronto. A 8ª Câmara Criminal do TJRJ aceitou essa análise e determinou a soltura por unanimidade.

### Quem é o Projeto Mirante?

É uma iniciativa especializada na reconstrução de casos envolvendo violência de Estado, usando análise de imagens, arquitetura forense e outras evidências técnicas.

### O que significa a decisão para outros casos?

Ela estabelece um precedente de que as imagens de câmeras corporais podem ser usadas como prova técnica para contestar versões policiais, o que pode influenciar processos semelhantes no futuro.

### A Defensoria Pública atuou no caso?

Sim, foi a Defensoria Pública que pediu a soltura com base na análise do Projeto Mirante.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/virais/justica-decide-soltar-jovens-acusados-tentar-matar-pms-rj-apos-analisar-cameras-/
