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Justiça mantém prisão preventiva de madrasta de menina internada por suspeita de ingerir soda cáustica no AC

ResumoA Justiça do Acre manteve a prisão preventiva da madrasta de uma menina de 3 anos internada em estado grave por suspeita de ingestão de soda cáustica. A decisão, proferida em audiência de custódia, baseou-se em indícios de crime hediondo e risco à investigação.

A Justiça do Acre manteve a prisão preventiva da madrasta de uma menina de 3 anos internada em estado grave com suspeita de ter ingerido soda cáustica. A decisão foi proferida após audiência de custódia, considerando indícios de crime hediondo e risco à investigação.

Otávio Bensaúde
Justiça mantém prisão preventiva de madrasta de menina internada por suspeita de ingerir soda cáustica no AC

Justiça mantém prisão preventiva de madrasta de menina internada por suspeita de ingerir soda cáustica no AC — Foto: Reprodução / Bombou na Web

A Justiça do Acre manteve a prisão preventiva da madrasta de uma menina de 3 anos, internada em estado grave com suspeita de ter ingerido soda cáustica. A decisão, tomada em audiência de custódia na última semana, considerou indícios de crime hediondo e risco de fuga, além da necessidade de garantir a ordem pública e a apuração dos fatos.

A prisão preventiva da madrasta foi mantida pela Justiça do Acre, após audiência de custódia. A defesa pedia a revogação da medida, mas o juiz entendeu que há elementos concretos que justificam a segregação cautelar. A menina segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Rio Branco, com quadro de lesões graves no esôfago e estômago.

O que diz a investigação

A polícia investiga se a madrasta administrou soda cáustica à enteada, causando queimaduras internas. O laudo pericial preliminar aponta presença de substância alcalina no organismo da criança, compatível com soda cáustica. A madrasta nega as acusações e afirma que a menina ingeriu o produto acidentalmente.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) se manifestou pela manutenção da prisão, argumentando que a liberdade da suspeita poderia atrapalhar a coleta de provas e representar risco à vítima e às testemunhas. A decisão judicial acolheu o pedido do MP, destacando a gravidade do crime e a necessidade de proteção da criança.

Contexto do caso

A menina foi internada no dia 10 de junho, após apresentar vômitos e sinais de dor intensa. Os médicos identificaram lesões compatíveis com ingestão de soda cáustica, produto químico usado em limpeza pesada. A madrasta foi presa em flagrante no dia seguinte, após depoimento contraditório sobre o ocorrido.

O Conselho Tutelar acompanha o caso e a criança está sob guarda provisória do pai, que não é investigado. A família da mãe biológica, que mora em outro estado, pede a transferência da guarda, mas a Justiça ainda não decidiu.

O que diz a defesa

A defesa da madrasta alega que não há provas de intenção de matar e que a prisão preventiva é desproporcional. O advogado afirma que a suspeita é ré primária e tem residência fixa, o que afastaria o risco de fuga. A defesa já recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).

O caso gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre violência doméstica contra crianças. Dados oficiais do Ministério da Saúde indicam que, em 2023, foram registrados mais de 35 mil casos de violência física contra crianças de 0 a 9 anos no Brasil. A maioria dos agressores são familiares próximos.

Próximos passos

A investigação segue em sigilo, mas a polícia aguarda laudos complementares do Instituto Médico Legal (IML) para concluir o inquérito. A madrasta pode ser indiciada por tentativa de homicídio qualificado, com pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão. A menina continua em recuperação, mas ainda não há previsão de alta.

O caso também levanta questões sobre a atuação do sistema de proteção à infância. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a demora na identificação de sinais de violência é um problema recorrente. violência infantil no Brasil: como identificar e denunciar

Perguntas Frequentes

O que é prisão preventiva?

É uma medida cautelar que mantém o suspeito preso antes do julgamento, quando há risco de fuga, de obstrução da Justiça ou de reincidência. No caso, o juiz entendeu que a gravidade do crime e o risco à investigação justificam a prisão.

Qual a diferença entre prisão preventiva e prisão temporária?

A prisão temporária dura até 5 dias, prorrogável por mais 5, e é usada durante as investigações. A preventiva não tem prazo fixo e é decretada quando há perigo concreto. A madrasta está em prisão preventiva.

Quanto tempo a madrasta pode ficar presa?

Não há prazo máximo para a prisão preventiva, mas a cada 90 dias o juiz deve reavaliar a necessidade. Se a defesa recorrer, o Tribunal pode revogar a medida. O julgamento do mérito pode levar meses.

O que a menina tem?

Ela sofreu queimaduras no esôfago e estômago por ingestão de soda cáustica, produto químico corrosivo. O tratamento inclui sonda para alimentação e cirurgias reparadoras, se necessário. A recuperação é lenta e pode deixar sequelas.

Como denunciar violência infantil?

Qualquer pessoa pode denunciar pelo Disque 100, que funciona 24 horas, ou pelo Conselho Tutelar mais próximo. A denúncia é anônima e pode salvar uma vida.

Otávio Bensaúde

Editoria Virais

Otávio Bensaúde cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.