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Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

ResumoAs manifestações contra a ação da polícia na Favela do Metrô bloquearam a Avenida Rei Pelé e a Rua São Francisco Xavier, na Mangueira, no Rio de Janeiro. Pneus e contêineres foram incendiados, causando lentidão no trânsito. A Uerj orientou a comunidade acadêmica a não comparecer ao campus. O protesto ocorreu após operação da DRF na região.

Manifestantes bloquearam a Avenida Rei Pelé e a Rua São Francisco Xavier, na Mangueira, após ação da DRF na Favela do Metrô. Pneus e contêineres pegaram fogo. Trânsito ficou lento e a Uerj orientou a não ir ao campus.

Wesley Tanaka
Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

Um trecho da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, foi interditado por causa de uma tensa manifestação em resposta à operação da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Rio de Janeiro na localidade chamada de Favela do Metrô, na zona norte da capital fluminense. O protesto começou após a saída dos policiais e terminou com pneus e contêineres de lixo em chamas no asfalto.

O que aconteceu: manifestantes bloquearam as vias com pneus e contêineres de lixo incendiados, após uma operação da DRF na Favela do Metrô. Bombeiros foram acionados para apagar o fogo. A Polícia Militar informou que a situação foi controlada e o trânsito liberado.

Como a manifestação começou e o que os manifestantes fizeram

Depois que os policiais deixaram o local, os manifestantes atearam fogo em pneus e contêineres de lixo, que usaram para bloquear a Avenida Rei Pelé. Bombeiros foram para o local e jogaram água de várias viaturas para apagar as chamas. O fogo foi controlado, mas o trânsito já estava caótico.

Motoristas assustados procuravam se proteger, tentando se afastar do local. No sentido Méier, o trânsito ficou lento, com reflexos no acesso pela Avenida Rei Pelé. Já no sentido Centro, houve reflexos na Rua São Francisco Xavier.

O que diz a Polícia Civil sobre a operação

Segundo a Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros durante a ação. Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil informou: "Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) foram covardemente atacados por narcotraficantes durante uma ação realizada, nesta quarta-feira (12/08), em um ferro-velho do tráfico de drogas na Avenida Rei Pelé, próximo à Mangueira, na Zona Norte do Rio".

Conforme a secretaria, os criminosos fizeram disparos do alto da comunidade contra os agentes, colocando em risco a população e a integridade dos policiais. A nota acrescentou que não houve revide. "A Polícia Civil ressalta que quem coloca a população em risco é o criminoso que ataca policiais e promove ações violentas em áreas residenciais", destacou.

Uerj recomenda não ir ao campus Maracanã

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fica perto do local das manifestações, fez recomendações a alunos, professores e funcionários. "A orientação da Universidade, no momento, é para não virem ao campus Maracanã agora e, para quem está, permanecer. Estamos acompanhando os acontecimentos decorrentes da manifestação na Avenida Rei Pelé", indicou.

Ônibus usados como barricada e linhas afetadas

Em nota, o Rio Ônibus informou que veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas na São Francisco Xavier, no Maracanã. De acordo com o sindicato, 19 linhas que passam na região sofreram impactos no itinerário.

Os ônibus usados em barricadas são da linha A29046 - 457, que faz o trajeto Abolição, na zona norte, e Copacabana, na zona sul. A recomendação para quem depende do transporte público é checar o itinerário antes de sair.

Operação Caminhos do Cobre: o que foi encontrado no ferro-velho

Na operação de fiscalização para combater a comercialização ilegal de cabos e materiais metálicos, policiais civis da DRF prenderam, em flagrante, cinco pessoas por receptação qualificada em um ferro-velho clandestino, na Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira. O local era usado para receber e comercializar materiais furtados e sofria influência de traficantes que atuam no Morro da Mangueira.

"As investigações apontam que o estabelecimento funcionava como ponto de receptação de materiais furtados principalmente na Tijuca, Grajaú e Vila Isabel", completou a nota da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol).

A nota informou ainda que os policiais encontraram no local "cabos de cobre de empresas de telefonia, já cortados, além de uma estrutura improvisada com balança, computador, caixa registradora e dinheiro utilizado na compra dos materiais". Os agentes constataram também a queima de cabos para retirar a cobertura e dificultar a identificação da origem dos produtos.

A fiscalização integra a Operação Caminhos do Cobre, ação contínua da Polícia Civil para combater o furto de cabos e materiais metálicos com foco em toda a cadeia criminosa, "desde o furtador até as metalúrgicas".

Segundo a polícia, o ferro-velho havia sido investigado há meses pelos policiais da DRF e foi alvo de ações anteriores. "No dia 3 de julho, a especializada prendeu cinco criminosos no local por receptação qualificada", informou.

Números da operação desde setembro de 2024

De acordo com a secretaria, desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição realizaram mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, que resultaram em cerca de 270 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos. No mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela DRF.

"Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e de R$ 75 milhões em multas aplicadas, consolidando a Operação Caminhos do Cobre como uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no Estado", apontou a nota.

"As ações visam também descapitalizar financeiramente os braços operacionais do tráfico, responsáveis por fomentar esse tipo de crime", acrescentou.

Polícia Militar controla a situação e libera o trânsito

A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou que a manifestação na Avenida Rei Pelé teve início com um grupo de pessoas próximo à comunidade da Mangueira. Equipes do 3º BPM (Méier), do 6º BPM (Tijuca) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) foram deslocadas para o local para estabilizar a região e restabelecer o fluxo de trânsito nas vias.

"A situação foi controlada e o trânsito já está liberado. O policiamento segue reforçado na região", informou a PM.

Perguntas Frequentes

Por que as vias foram bloqueadas?

Manifestantes bloquearam a Avenida Rei Pelé e a Rua São Francisco Xavier em resposta à operação da DRF na Favela do Metrô, na zona norte do Rio. Pneus e contêineres de lixo foram incendiados.

Quais linhas de ônibus foram afetadas?

Segundo o Rio Ônibus, 19 linhas que passam na região sofreram impactos no itinerário. Os ônibus usados como barricada são da linha A29046 - 457 (Abolição-Copacabana).

O que a Uerj recomendou?

A Uerj orientou alunos, professores e funcionários a não irem ao campus Maracanã no momento e, para quem já está, permanecer no local.

O que foi apreendido na operação?

Policiais prenderam cinco pessoas em flagrante por receptação qualificada e encontraram cabos de cobre, balança, computador, caixa registradora e dinheiro em um ferro-velho clandestino.

O trânsito já foi liberado?

Sim. A Polícia Militar informou que a situação foi controlada e o trânsito já está liberado, com policiamento reforçado na região.

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Wesley Tanaka

Editoria Virais

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.