# Nunes critica STF após decisão que libera Uber Moto em SP: 'não vão chorar no cemitério'

> O prefeito Ricardo Nunes criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes que obriga a Prefeitura de São Paulo a liberar o serviço Uber Moto. Nunes afirmou que os ministros do STF "não vão chorar no cemitério" pelas vítimas de acidentes, em evento na Zona Sul da capital paulista.

*Bombou na Web · Virais · 23 de julho de 2026 · Otávio Bensaúde*

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que o STF 'não vai chorar no cemitério' pelas vítimas de acidentes após decisão que obriga a Prefeitura de SP a liberar a Uber Moto. A declaração foi dada em evento na Zona Sul, após determinação do ministro Alexandre de Moraes.

## Nunes diz que STF 'não vai chorar no cemitério' por mortes em acidentes após decisão que libera Uber moto em SP

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou na noite desta quarta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) 'não vai chorar no cemitério' pelas pessoas que, segundo ele, morrerão em acidentes de trânsito caso seja mantida a decisão que obriga a Prefeitura de São Paulo a liberar o serviço de transporte de passageiros de moto por aplicativo na capital. A declaração foi dada após o lançamento do novo estúdio da BandNews TV, na Zona Sul da cidade, ao comentar a decisão judicial que determinou o credenciamento da Uber para operar a modalidade.

O prefeito critica decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspenderam parte das exigências impostas pela prefeitura para o serviço. A Justiça determinou que a Prefeitura de SP autorize a Uber a operar moto por aplicativo em até 48 horas.

## O que disse Ricardo Nunes sobre a decisão do STF

Ricardo Nunes foi direto ao comentar a decisão judicial. 'Quando acontecer o acidente, a morte, as amputações, as pessoas ficarem paraplégicas, não vai ter ninguém [do STF] chorando a perda das pessoas no cemitério, porque infelizmente vão morrer', disse o prefeito.

A fala ocorre em um contexto de embate entre a administração municipal e o Judiciário. A prefeitura havia imposto uma série de exigências para liberar o serviço de moto por aplicativo, mas parte delas foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes.

## O que muda com a decisão que libera Uber Moto em SP

A decisão judicial obriga a Prefeitura de São Paulo a credenciar a Uber para operar o transporte de passageiros por moto na capital. O prazo para cumprimento é de 48 horas.

Isso significa que, a partir do cumprimento da ordem, a Uber poderá oferecer corridas de moto na cidade, modalidade que já opera em outras capitais brasileiras. A prefeitura, no entanto, vinha resistindo à liberação, alegando preocupações com segurança e acidentes de trânsito.

## Por que a prefeitura resistia à liberação

A gestão de Ricardo Nunes vinha impondo exigências para o funcionamento do serviço, como regras específicas para cadastro de motoristas, uso de equipamentos de segurança e limites operacionais. O prefeito argumenta que a liberação sem essas salvaguardas pode aumentar o número de acidentes graves.

Na declaração, Nunes destacou que as consequências, mortes, amputações, paraplegia, recairão sobre as vítimas e suas famílias, não sobre os ministros que tomaram a decisão.

## O papel do ministro Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi o responsável por suspender parte das exigências impostas pela prefeitura. A decisão dele determinou que a administração municipal autorize o credenciamento da Uber para a modalidade de moto.

A medida se insere em um contexto mais amplo de regulação de aplicativos de transporte no Brasil, onde o STF tem atuado em casos que envolvem a liberdade de operação dessas plataformas.

## Como a decisão afeta passageiros e motoristas

Para os passageiros, a liberação significa mais uma opção de transporte na cidade, com potencial de tarifas mais baixas que as de carro. Para os motoristas, abre uma nova fonte de renda, especialmente para quem já atua com entregas ou transporte individual.

Por outro lado, a segurança é o ponto central do debate. Acidentes com motos têm alta letalidade, e a prefeitura argumenta que a falta de regras específicas pode agravar o problema.

## O contexto da declaração

A fala de Nunes ocorreu durante o lançamento do novo estúdio da BandNews TV, na Zona Sul de São Paulo. O evento reuniu autoridades e jornalistas, e o prefeito aproveitou para comentar a decisão judicial que pegou a administração municipal de surpresa.

A declaração gerou repercussão imediata nas redes sociais e na imprensa, reacendendo o debate sobre os limites entre decisões judiciais e políticas públicas de segurança no trânsito.

## O que esperar dos próximos dias

A Prefeitura de São Paulo tem 48 horas para cumprir a decisão e autorizar o credenciamento da Uber. Caso não o faça, pode sofrer sanções judiciais, como multas ou outras medidas coercitivas.

O debate sobre a segurança do serviço de moto por aplicativo, no entanto, deve continuar. A prefeitura pode recorrer da decisão ou buscar novas regras que equilibrem a operação com a proteção dos usuários.

Para quem usa aplicativos de transporte, a expectativa é de que a Uber Moto comece a operar em breve na capital paulista, ampliando as opções de deslocamento.

## Perguntas Frequentes

### O que Ricardo Nunes disse sobre o STF e a Uber Moto?

O prefeito afirmou que o STF 'não vai chorar no cemitério' pelas pessoas que morrerão em acidentes, criticando a decisão que libera o serviço sem as exigências da prefeitura.

### Quem foi o ministro do STF que decidiu sobre a Uber Moto?

O ministro Alexandre de Moraes foi o responsável por suspender parte das exigências da prefeitura e determinar o credenciamento da Uber.

### Em quanto tempo a Prefeitura de SP precisa liberar a Uber Moto?

A Justiça determinou que a Prefeitura autorize a operação em até 48 horas.

### Por que a prefeitura de SP resistia à liberação da Uber Moto?

A gestão Nunes alegava preocupações com segurança, citando riscos de acidentes graves como mortes, amputações e paraplegia.

### A Uber Moto já opera em outras cidades do Brasil?

Sim, a modalidade já está presente em diversas capitais brasileiras, mas São Paulo vinha resistindo à liberação com exigências próprias.

### O que pode acontecer se a prefeitura não cumprir a decisão?

A prefeitura pode sofrer sanções judiciais, como multas, por descumprimento da ordem de 48 horas.

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Fonte (canonical): https://www.bombounaweb.com.br/virais/nunes-diz-stf-nao-vai-chorar-cemiterio-por-mortes-acidentes-apos-decisao-libera-/
