O terceiro dia da paralisação dos rodoviários da empresa Monte Cristo começou com interdição na avenida Almirante Barroso, uma das principais vias de Belém. A ação, na manhã desta quarta-feira (22), parou o trânsito no sentido Entroncamento, a partir da travessa Enéas Pinheiro, e gerou congestionamento e atrasos para motoristas e passageiros.
A cada cinco minutos, segundo a reportagem da TV Liberal, apenas a faixa exclusiva do BRT era liberada para passagem de veículos. A interdição foi uma forma de chamar atenção para o que os trabalhadores denunciam: atraso salarial de até quatro meses.
Pelo menos oito linhas de ônibus seguem com a circulação comprometida. A paralisação completa três dias e continua afetando o transporte público na capital paraense.
Após o protesto na Almirante Barroso, os manifestantes seguiram para a avenida Senador Lemos, em frente à sede da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel). O destino não é aleatório: a Segbel é o órgão responsável pela fiscalização e ordenamento do transporte na cidade.
O que muda no dia a dia?
Para quem depende do transporte coletivo, a paralisação significa espera maior e superlotação nas poucas linhas que ainda circulam. As oito linhas afetadas são operadas pela Monte Cristo, uma das empresas que atendem a região metropolitana.
A interdição da Almirante Barroso no horário de pico da manhã mostra que os rodoviários buscam visibilidade para a pauta salarial. A via é uma das mais movimentadas de Belém, ligando bairros como Nazaré e Batista Campos ao Entroncamento.
E agora?
A paralisação continua sem previsão de fim. Os trabalhadores aguardam uma posição da empresa Monte Cristo e da Segbel. Enquanto isso, a população de Belém convive com os transtornos.
Vale a pena parar pra pensar: até onde vai a paciência de quem depende do ônibus todo dia? E a dos trabalhadores que não recebem salário há meses? A interdição é um sintoma de um problema mais profundo nas relações de trabalho no transporte público.
Perguntas Frequentes
Quantas linhas de ônibus foram afetadas?
Pelo menos oito linhas da empresa Monte Cristo estão com circulação comprometida.
Qual o motivo da paralisação?
Os rodoviários denunciam atraso salarial de até quatro meses.
Onde ocorreu a interdição?
Na avenida Almirante Barroso, no sentido Entroncamento, a partir da travessa Enéas Pinheiro.
Para onde os manifestantes foram depois?
Para a avenida Senador Lemos, em frente à sede da Segbel.
Quando começou a paralisação?
A paralisação começou na segunda-feira (20) e chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira (22).