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Anuário da Violência: mortes por policiais crescem 5% em 2025; policiais mortos caem 3%

ResumoO 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 6.602 mortes por policiais em serviço em 2025, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, representando o maior número absoluto desde 2016. Em contrapartida, o total de policiais mortos caiu 3,5%, passando de 144 para 139 vítimas.

As mortes provocadas por policiais em serviço no Brasil cresceram 5,4% em 2025, chegando a 6.602 vítimas, o maior número absoluto desde 2016. Já o total de policiais mortos caiu 3,5%, de 144 para 139. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Larissa Quintela
Anuário da Violência: mortes por policiais crescem 5% em 2025; policiais mortos caem 3%

Anuário da Violência: mortes por policiais crescem 5% em 2025; policiais mortos caem 3% — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Anuário da Violência: mortes cometidas por policiais crescem 5% em 2025; total de policiais mortos cai 3%

As mortes provocadas por policiais em serviço no Brasil cresceram 5,4% em 2025, chegando a 6.602 vítimas, o maior número absoluto desde o início da série histórica, em 2016, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (23). As chamadas mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) já respondem por 16,2% de todas as mortes violentas intencionais (MVI) registradas no país, a maior participação desde que esse indicador passou a ser calculado, em 2014. Entre 2016 e 2025, o crescimento acumulado foi de 55,7%. No sentido oposto, o número de policiais civis e militares mortos caiu de 144 para 139 em 2025, redução de 3,5%.

Por que as mortes por policiais em serviço estão aumentando?

A alta de 5,4% em 2025 não é um fato isolado. O Anuário mostra que, desde 2016, as mortes decorrentes de intervenção policial acumulam crescimento de 55,7%. Isso significa que, a cada ano, mais vidas são perdidas em confrontos com agentes do Estado. O FBSP aponta que o fenômeno coincide com o aumento da letalidade policial em operações, especialmente em estados com políticas de segurança mais agressivas. A pergunta certa é outra: por que, mesmo com a queda geral de homicídios, as mortes por policiais continuam subindo?

O que são mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP)?

MDIP é o termo técnico usado no Anuário para classificar mortes causadas por policiais em serviço. Em 2025, essas ocorrências representaram 16,2% de todas as mortes violentas intencionais do país, a maior proporção desde 2014, quando o indicador começou a ser calculado. Isso quer dizer que, a cada seis homicídios registrados no Brasil, um é cometido por um policial em serviço. O dado levanta questões sobre o uso da força e o treinamento das corporações.

Queda de policiais mortos: 3,5% a menos, mas com diferenças

Enquanto as mortes cometidas por policiais crescem, o número de policiais mortos caiu 3,5% em 2025, de 144 para 139 vítimas. A queda, no entanto, esconde realidades distintas: enquanto as mortes de PMs recuaram, as de policiais civis subiram. O Anuário não detalha os motivos, mas o contraste sugere que a segurança dos agentes varia conforme a corporação e a região. A promessa de redução geral não se sustenta quando se olha para dentro dos números.

O que os dados do Anuário revelam sobre a segurança pública?

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública também registrou que os feminicídios bateram recorde em 2025, enquanto a taxa de assassinatos caiu para o menor nível desde 2012. Esse paradoxo, violência letal em queda, mas mortes por policiais e feminicídios em alta, sugere que a segurança pública brasileira enfrenta desafios estruturais. O FBSP não propõe soluções no relatório, mas os números indicam que políticas de redução de homicídios não estão sendo eficazes para todos os tipos de violência.

Como isso afeta você?

Se você mora em áreas com alta incidência de operações policiais, o risco de ser vítima de uma intervenção letal é maior. O dado de 6.602 mortes em 2025 significa que, em média, 18 pessoas morreram por dia em confrontos com policiais. Para profissionais que trabalham com segurança pública, a mensagem é dupla: a letalidade policial cresce, mas a proteção aos agentes não acompanha, policiais civis, em particular, estão mais vulneráveis. A pergunta que fica: o que está sendo feito para equilibrar a balança?

Limitações e riscos dos dados

O Anuário é uma fonte oficial e reconhecida, mas tem limitações. Os números dependem da notificação correta pelos estados, e há suspeitas de subnotificação em algumas regiões. Além disso, o indicador MDIP não distingue entre mortes em confronto legítimo e execuções extrajudiciais, o que limita a análise. O FBSP reconhece que a qualidade dos dados varia e que a série histórica ainda é curta para tendências definitivas.

O que esperar para 2026?

Com o crescimento acumulado de 55,7% desde 2016, a tendência é de que as mortes por policiais continuem subindo, a menos que haja mudanças nas políticas de segurança. O recorde de 6.602 vítimas em 2025 pressiona o governo federal e os estados a revisarem protocolos de uso da força. A redução de policiais mortos, por outro lado, pode indicar avanços táticos, mas o aumento entre civis preocupa. O Anuário de 2027 dirá se 2025 foi um pico ou um novo patamar.

Perguntas Frequentes

O que significa MDIP?

MDIP é a sigla para mortes decorrentes de intervenção policial, termo usado pelo FBSP para classificar mortes causadas por policiais em serviço.

Quantos policiais morreram em 2025?

Foram 139 policiais civis e militares mortos em 2025, uma redução de 3,5% em relação a 2024.

Qual foi o recorde de feminicídios?

O Anuário registrou que os feminicídios bateram recorde em 2025, mas o texto original não informa o número exato.

A taxa de assassinatos caiu?

Sim, a taxa de assassinatos em 2025 foi a menor desde 2012, segundo o Anuário.

Onde encontrar os dados completos?

Os dados estão disponíveis no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Larissa Quintela

Editoria Curiosidades

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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