Brasil registra maior número de feminicídios em 10 anos
O que significa morrer pelo simples fato de ser mulher? Em 2025, 1.571 mulheres foram assassinadas no Brasil nessa condição. É o maior número desde que o feminicídio se tornou crime, em 2015. Os dados são do Anuário da Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23.jul.2026) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma alta de 4% em relação aos 1.504 registros de 2024.
O que é feminicídio e como ele cresceu no Brasil
O Código Penal define o feminicídio como o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo, além de discriminação à condição de mulher. Em 2025, foram 1.571 casos, o maior número já registrado desde a tipificação, em 2015.
Quem são as vítimas de feminicídio em 2025
Os dados do anuário revelam um perfil claro: a maioria das vítimas (65,1%) era formada por mulheres negras. E a maior parte delas (62,5%) foi morta dentro de suas próprias casas. Isso significa que, para muitas mulheres, o lar não é um lugar seguro.
Quem comete o feminicídio
Segundo o anuário, em 60,9% dos casos o feminicídio foi provocado por um parceiro íntimo da mulher. Em seguida aparecem ex-parceiros (18,9%) e familiares (12,1%). O dado reforça que o crime é, na maioria das vezes, cometido por alguém próximo à vítima.
Outros indicadores de violência contra a mulher também cresceram
O anuário registrou ainda crescimento no número de casos de assédio e importunação sexual. Em 2025, foram 9.031 registros de assédio sexual, alta de 5% em relação ao ano anterior. Também houve aumento de 5,7% no número de registros de importunação sexual no ano passado, totalizando 41.425 casos.
O que os números de assédio e importunação revelam
O crescimento nesses indicadores sugere que a violência contra a mulher não se limita ao feminicídio. O assédio e a importunação sexual são formas de violência que, muitas vezes, precedem crimes mais graves. A alta de 5,7% na importunação sexual, com 41.425 registros, mostra que o problema é sistêmico.
Como esses dados afetam você
Os números não são apenas estatísticas. Eles apontam para um risco real que afeta mulheres em todo o país. Saber que 65,1% das vítimas são negras e que 62,5% morrem dentro de casa ajuda a orientar políticas públicas e ações de prevenção. Para mulheres, especialmente negras, a segurança doméstica é uma preocupação urgente.
O que pode ser feito
Os dados do anuário são um alerta. A alta de 4% nos feminicídios e o crescimento nos casos de assédio e importunação sexual indicam que as medidas atuais não são suficientes. É preciso investir em redes de apoio, delegacias especializadas e campanhas de conscientização. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública disponibiliza a íntegra do estudo em PDF.
Limitações dos dados
Os números do anuário refletem apenas os casos registrados. Muitos crimes de violência contra a mulher ainda não são denunciados, o que significa que a realidade pode ser ainda mais grave. A subnotificação é um desafio para políticas públicas eficazes.
Perguntas Frequentes
O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de mulheres por razões que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo, além de discriminação à condição de mulher, conforme definido pelo Código Penal.
Quantos feminicídios ocorreram em 2025?
Foram 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde 2015, segundo o Anuário da Segurança Pública.
Quem são as principais vítimas de feminicídio?
A maioria das vítimas (65,1%) é formada por mulheres negras, e 62,5% delas foram mortas dentro de casa.
Quem comete a maioria dos feminicídios?
Em 60,9% dos casos, o crime foi cometido por um parceiro íntimo da mulher, seguido por ex-parceiros (18,9%) e familiares (12,1%).
O que mais cresceu em violência contra a mulher em 2025?
Além do feminicídio, houve alta de 5% nos casos de assédio sexual (9.031 registros) e de 5,7% na importunação sexual (41.425 registros).
Onde posso acessar os dados completos?
O Anuário da Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, está disponível em PDF no site da instituição.