Caldo e outros produtos derivados da cana-de-açúcar atraem visitantes na Expocrato
A 59ª Expocrato, realizada no Crato, interior do Ceará, tem no caldo de cana e em seus derivados, rapadura, melado e açúcar mascavo, um dos principais chamarizes de público. A feira agropecuária, que começou no dia 14 de julho e segue até 21 de julho de 2026, reúne expositores de diversos municípios do Cariri, região historicamente ligada à produção canavieira. Segundo a organização do evento, a expectativa é receber mais de 300 mil visitantes ao longo dos oito dias.
Caldo de cana: o carro-chefe da feira
O caldo de cana, extraído na hora em moendas manuais ou elétricas, é vendido em copos de 300 ml por preços que variam entre R$ 3 e R$ 5. O produto, rico em sacarose e minerais como potássio e magnésio, é consumido puro ou combinado com limão e hortelã. "O caldo de cana é um clássico das feiras nordestinas. Na Expocrato, ele movimenta pequenos produtores que vêm de cidades como Barbalha, Juazeiro do Norte e Missão Velha", afirma João Batista, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do Crato.
Rapadura: tradição e economia local
A rapadura, produzida artesanalmente em engenhos da região, é outro destaque. O quilo do produto é comercializado entre R$ 8 e R$ 12, dependendo do tipo (mole, dura ou com amendoim). De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), a produção de rapadura no Cariri envolve cerca de 1.200 famílias de agricultores familiares. O melado, vendido em garrafas de 500 ml por R$ 7 a R$ 10, também aparece como opção para consumo caseiro e culinário.
A força da agricultura familiar na Expocrato
A feira não se limita aos derivados da cana. Produtores de hortaliças, frutas, queijos e doces caseiros ocupam estandes ao longo do parque de exposições. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a agricultura familiar responde por 77% dos estabelecimentos agropecuários do Ceará. Na Expocrato, esse perfil se reflete na diversidade de produtos e na presença de pequenos empreendedores rurais.
Como a cana-de-açúcar é processada na região
O processamento da cana na região do Cariri segue métodos tradicionais. A cana é moída em moendas de tração animal ou elétricas, gerando o caldo que é fervido em tachos de cobre para produzir rapadura e melado. O açúcar mascavo, menos refinado, também é vendido, a preços entre R$ 6 e R$ 9 o quilo. A produção, em sua maioria, não utiliza aditivos químicos, o que agrega valor ao produto final.
O que esperar dos próximos dias de feira
A programação da Expocrato 2026 inclui leilões de gado, exposições de máquinas agrícolas e shows musicais. Para quem busca os derivados da cana, a dica é chegar cedo: os estandes mais concorridos, como o da Associação dos Produtores de Rapadura do Cariri, costumam esgotar estoques até o meio-dia. O clima seco e quente do Crato, típico do inverno cearense, favorece o consumo do caldo gelado, um alívio para os visitantes que circulam pelo parque.
guia completo da Expocrato 2026
Perguntas Frequentes
Quais são os principais derivados da cana vendidos na Expocrato?
Os visitantes encontram caldo de cana, rapadura, melado e açúcar mascavo, todos produzidos artesanalmente na região do Cariri.
Qual o preço médio do caldo de cana na feira?
O copo de 300 ml custa entre R$ 3 e R$ 5, dependendo do estande e do tipo de preparo.
A rapadura vendida na Expocrato é artesanal?
Sim, a maior parte da rapadura é produzida em engenhos familiares do Cariri, sem aditivos químicos.
Quantos visitantes são esperados na Expocrato 2026?
A organização estima público superior a 300 mil pessoas ao longo dos oito dias de evento.
A feira tem opções para quem quer comprar no atacado?
Sim, alguns produtores vendem caixas com 10 quilos de rapadura ou galões de 5 litros de melado, com descontos para compras em maior quantidade.