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Hospitais do Sul de Minas enfrentam alta ocupação de leitos com doenças respiratórias no inverno

ResumoHospitais do Sul de Minas registraram alta ocupação de leitos devido ao aumento de doenças respiratórias no inverno. O crescimento de casos de gripe e Covid-19, combinado com fatores climáticos, pressiona as redes pública e privada. Dados oficiais indicam necessidade de monitoramento contínuo da situação.

Com a chegada do inverno, hospitais do Sul de Minas registram alta na ocupação de leitos por doenças respiratórias. O aumento de casos de gripe e Covid-19, aliado a fatores climáticos, pressiona a rede pública e privada. Veja os dados oficiais e o que esperar.

Larissa Quintela
Hospitais do Sul de Minas enfrentam alta ocupação de leitos com doenças respiratórias no inverno

Hospitais do Sul de Minas enfrentam alta ocupação de leitos com doenças respiratórias no inverno — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Hospitais do Sul de Minas enfrentam alta ocupação de leitos com doenças respiratórias no inverno

O que acontece quando um inverno mais seco e frio encontra um sistema de saúde ainda se recuperando de surtos anteriores? No Sul de Minas, a resposta aparece nos corredores de hospitais públicos e privados: leitos de UTI ocupados, emergências lotadas e uma espera que se alonga. A alta ocupação de leitos nos hospitais da região não é novidade, mas neste ano ganhou contornos de alerta.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos na macrorregião Sul chegou a 85% em junho de 2025. O número supera a média estadual, que ficou em 78% no mesmo período. O avanço de doenças respiratórias, especialmente influenza e Covid-19, é apontado como o principal motor dessa pressão.

Por que o inverno agrava a ocupação de leitos no Sul de Minas?

O inverno na região Sul de Minas combina quedas bruscas de temperatura com baixa umidade relativa do ar. Esse cenário favorece a circulação de vírus respiratórios, como o influenza e o SARS-CoV-2. Dados do Boletim Epidemiológico de Doenças Respiratórias da SES-MG mostram que, entre maio e junho de 2025, os casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na macrorregião Sul aumentaram 40% em relação ao mês anterior.

A procura por atendimento cresce na mesma proporção. Hospitais de referência, como o Hospital Regional do Sul de Minas, em Varginha, e a Santa Casa de Poços de Caldas, registraram filas de espera para leitos de enfermaria e UTI. "A demanda supera a oferta em picos sazonais", afirma o médico infectologista Carlos Mendes, da Sociedade Mineira de Infectologia como funciona a regulação de leitos no SUS.

Quais doenças respiratórias mais pressionam os hospitais?

Três grupos de doenças concentram a maior parte das internações: influenza (gripe), Covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças e idosos. Segundo a SES-MG, em junho de 2025, 55% dos casos de SRAG na macrorregião Sul foram causados por influenza, 30% por Covid-19 e 15% por outros vírus, incluindo VSR.

O impacto é sentido de forma desigual entre faixas etárias. Crianças menores de 2 anos e idosos acima de 60 anos representam 65% das internações por doenças respiratórias na região (SES-MG, Boletim de Doenças Respiratórias, jun/2025).

Como a vacinação pode reduzir a alta ocupação?

A cobertura vacinal contra influenza e Covid-19 na macrorregião Sul de Minas ainda está abaixo da meta. Dados do Ministério da Saúde indicam que, até junho de 2025, apenas 55% dos idosos e 40% das gestantes haviam se vacinado contra a gripe na região. A imunização reduz o risco de formas graves da doença, que exigem internação em UTI.

"A vacina contra influenza não impede a infecção, mas corta pela metade o risco de hospitalização", explica Mendes. A afirmação encontra respaldo em estudos do Ministério da Saúde, que apontam eficácia de 48% na prevenção de casos graves entre idosos vacinados na campanha de 2025.

O que o sistema de saúde pública está fazendo?

A SES-MG anunciou, em maio de 2025, a abertura de 30 leitos extras de UTI em hospitais da macrorregião Sul para o período de inverno. A medida, no entanto, é considerada paliativa por especialistas. "O problema é estrutural: faltam leitos de retaguarda e profissionais", afirma a enfermeira Ana Lúcia Costa, do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais desafios da enfermagem no SUS.

A regulação de leitos também enfrenta gargalos. Dados da SES-MG mostram que o tempo médio de espera por um leito de UTI na macrorregião Sul em junho de 2025 foi de 8 horas, contra 5 horas na média estadual.

Como o paciente pode evitar a superlotação?

Para quem busca atendimento, a recomendação é procurar unidades básicas de saúde (UBS) nos primeiros sintomas, antes que o quadro se agrave. A SES-MG orienta que casos leves de gripe não devem ir direto às emergências hospitalares, que já operam no limite. "A UBS consegue tratar a maioria dos casos de síndrome gripal sem necessidade de internação", diz o infectologista.

Perguntas Frequentes

Qual a taxa de ocupação de leitos de UTI no Sul de Minas?

Em junho de 2025, a taxa chegou a 85%, segundo a SES-MG.

Quais doenças respiratórias mais afetam a região no inverno?

Influenza, Covid-19 e VSR são as principais causas de internação por SRAG.

Como a vacinação ajuda a reduzir a ocupação de leitos?

A vacina contra influenza reduz em cerca de 48% o risco de hospitalização por formas graves da doença em idosos.

O que fazer em caso de sintomas leves de gripe?

Procurar uma UBS para avaliação inicial, evitando emergências hospitalares.

Quantos leitos extras foram abertos?

A SES-MG abriu 30 leitos extras de UTI em maio de 2025.

Larissa Quintela

Editoria Curiosidades

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.