A Casa Rosa, localizada em Belém (PA), completa uma década de funcionamento em 2026 com planos de ampliar o acolhimento a mulheres em tratamento contra o câncer. A instituição, mantida por doações e trabalho voluntário, já atendeu mais de 1.200 pacientes desde a fundação. A meta é expandir a capacidade de hospedagem em 30% até o fim do ano.
A Casa Rosa oferece hospedagem gratuita, alimentação e apoio psicossocial a mulheres de municípios do interior do Pará que precisam se deslocar a Belém para sessões de quimioterapia, radioterapia ou cirurgias oncológicas. A instituição funciona em uma casa adaptada no bairro do Marco, com capacidade para 12 pacientes simultaneamente.
Acolhimento que salva vidas
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), cerca de 60% das pacientes oncológicas do estado vêm do interior e enfrentam dificuldades de transporte e hospedagem. A Casa Rosa preenche essa lacuna: em 2025, foram 180 mulheres acolhidas, número 15% maior que em 2024.
A rotina na casa inclui café da manhã, almoço e jantar preparados por voluntários, além de rodas de conversa e atendimento com assistente social. "Sem a Casa Rosa, muitas pacientes abandonariam o tratamento", afirma a coordenadora Maria do Carmo Silva, em entrevista ao G1 Pará.
Planos de expansão
A diretoria da Casa Rosa anunciou, em março de 2026, a compra de um imóvel vizinho para ampliar o acolhimento. A reforma deve custar cerca de R$ 350 mil, financiados por doações e parcerias com empresas locais. A meta é passar de 12 para 18 leitos até outubro.
A instituição também planeja criar um espaço de convivência com atividades de arteterapia e oficinas de geração de renda para as pacientes. O projeto "Casa Rosa +" prevê ainda a contratação de uma psicóloga exclusiva para atender as mulheres em tratamento.
Como funciona o acolhimento
Para ser acolhida, a paciente precisa:
- Ser mulher com diagnóstico de câncer em tratamento (quimioterapia, radioterapia ou cirurgia)
- Residir em município do interior do Pará (distância mínima de 100 km de Belém)
- Apresentar encaminhamento médico e documento de identidade
- Não ter acompanhante (a casa não oferece vaga para terceiros)
O período de estadia médio é de 15 dias, mas pode ser prorrogado conforme a necessidade do tratamento. A Casa Rosa não cobra nada pelas diárias nem pela alimentação.
Parcerias e voluntariado
A Casa Rosa conta com o apoio de empresas como a Equatorial Pará e o Grupo Liberal, além de doações individuais. Em 2025, a instituição recebeu R$ 120 mil em doações, valor insuficiente para cobrir os custos anuais de R$ 200 mil. A diferença é coberta por bazares, rifas e eventos beneficentes.
Voluntários são bem-vindos para cozinhar, fazer companhia às pacientes ou ajudar na administração. Interessados podem se cadastrar pelo site oficial da Casa Rosa.
Como doar
As doações podem ser feitas via Pix (chave: [email protected]), depósito bancário (Banco do Brasil, agência 1234-5, conta corrente 67890-1) ou entrega de alimentos não perecíveis na sede da instituição.
Perguntas Frequentes
Quem pode ser acolhido pela Casa Rosa?
Apenas mulheres com diagnóstico de câncer em tratamento, que residam no interior do Pará e tenham encaminhamento médico.
A Casa Rosa aceita acompanhantes?
Não. A casa não tem estrutura para hospedar acompanhantes. As pacientes ficam sozinhas durante o período de tratamento.
Quanto custa ficar na Casa Rosa?
Nada. A hospedagem, alimentação e apoio psicossocial são totalmente gratuitos.
Como posso ser voluntário?
Basta acessar o site oficial da Casa Rosa e preencher o formulário de cadastro. A instituição realiza reuniões mensais com novos voluntários.
A Casa Rosa atende pacientes de outros estados?
Não. O foco são mulheres do interior do Pará. Pacientes de outros estados devem buscar acolhimento em instituições locais.
Qual o impacto da Casa Rosa na vida das pacientes?
Segundo a coordenadora, a taxa de adesão ao tratamento entre as acolhidas é de 95%, contra 70% entre pacientes que não têm suporte de hospedagem.