Detentos são flagrados em tentativa de 'pescar' drogas com varas improvisadas em Salvador
Detentos de uma unidade prisional em Salvador foram flagrados tentando 'pescar' drogas com varas improvisadas. A ação, registrada por câmeras de segurança, expõe a criatividade dos presos para burlar a fiscalização. A polícia penal apreendeu os entorpecentes e reforçou a segurança no local. O método, conhecido como 'pescaria', é um dos mais comuns em presídios brasileiros.
Detentos tentaram introduzir drogas em um presídio de Salvador usando varas de pesca improvisadas. Câmeras de segurança flagraram a ação, que resultou na apreensão de entorpecentes. A polícia penal informou que o método é recorrente e que novas medidas de segurança serão adotadas para coibir a prática.
Como funciona o método de 'pescar' drogas em presídios
A técnica consiste em lançar uma linha com um gancho ou recipiente sobre o muro da unidade prisional. Do lado de dentro, detentos puxam o material, geralmente drogas, celulares ou armas. Em Salvador, as varas foram feitas com galhos de árvores e cabos de vassoura, amarrados com barbantes.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o esquema foi descoberto durante uma revista de rotina. Agentes penitenciários encontraram os objetos improvisados e, ao monitorar as câmeras, flagraram a tentativa. Não houve feridos, e os envolvidos foram identificados.
Estatísticas oficiais sobre apreensões em presídios
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, em 2024, foram apreendidas mais de 12 toneladas de drogas em presídios brasileiros (CNJ, Relatório de Inspeções, 2024). O número representa um aumento de 18% em relação a 2023.
Na Bahia, a situação não é diferente. A Seap registrou, em 2025, uma média de 15 tentativas de entrada de ilícitos por mês nas unidades prisionais do estado (Seap-BA, Balanço Mensal, 2025). Desse total, cerca de 40% envolvem o método de 'pescaria'.
Ação da polícia penal e medidas de segurança
Após o flagrante, a polícia penal intensificou as revistas e instalou sensores de movimento nos muros. A Seap também anunciou a ampliação do sistema de câmeras de vigilância. "A criatividade dos detentos não nos surpreende mais", afirmou o diretor da unidade, em nota.
A prática de 'pescar' drogas é antiga, mas as varas improvisadas representam uma adaptação local. Em outras regiões, presos usam estilingues, drones ou até mesmo pombos-correio para receber ilícitos.
Consequências legais para os envolvidos
Os detentos flagrados podem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e tentativa de introdução de ilícitos em presídio. A pena para tráfico, prevista na Lei 11.343/2006, varia de 5 a 15 anos de reclusão. Já a introdução de drogas em estabelecimento prisional é agravante, podendo aumentar a pena em até 1/3.
A defensoria pública será acionada para garantir o direito de defesa. A Seap informou que os envolvidos serão transferidos para unidades de segurança máxima.
Como a tecnologia pode ajudar a coibir a 'pescaria' de drogas
Sistemas de monitoramento eletrônico, como câmeras com inteligência artificial e sensores de movimento, têm sido adotados em presídios de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2025, o governo federal destinou R$ 50 milhões para modernização de unidades prisionais (Ministério da Justiça, Portaria 123/2025).
Além disso, o uso de drones de vigilância e bloqueadores de sinal de celular reduz a comunicação entre detentos e o mundo exterior. A Seap avalia implementar essas tecnologias em Salvador nos próximos meses.
Perguntas Frequentes
O que é o método de 'pescar' drogas em presídios?
É uma técnica em que detentos lançam uma linha com um gancho ou recipiente sobre o muro para receber ilícitos do lado de fora.
Quais são as penas para quem tenta introduzir drogas em presídios?
A pena para tráfico de drogas varia de 5 a 15 anos de reclusão, com agravante de até 1/3 pela introdução em presídio.
Quantas apreensões de drogas ocorreram em presídios brasileiros em 2024?
Foram apreendidas mais de 12 toneladas de drogas, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
Como a polícia penal age contra a 'pescaria'?
A polícia realiza revistas, instala câmeras e sensores de movimento, e adota tecnologias como drones e bloqueadores de sinal.
A 'pescaria' é comum em todo o Brasil?
Sim, é um dos métodos mais frequentes, especialmente em presídios com muros baixos ou próximos a áreas externas.
O que fazer se suspeitar de tráfico em presídios?
Denuncie anonimamente ao Disque-Denúncia (181) ou à Ouvidoria da Seap do seu estado.
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