Pesquisa do Procon aponta que remédios podem custar 25 vezes mais entre uma loja e outra em SP
Uma pesquisa do Procon-SP revelou que o mesmo medicamento pode chegar a custar 25 vezes mais dependendo da farmácia onde você compra em São Paulo. O levantamento visitou 42 estabelecimentos na capital e comparou os preços de 88 remédios de diferentes categorias. A diferença não é exceção: em vários casos, o preço variava mais de 500% entre a loja mais barata e a mais cara.
O mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais entre farmácias em São Paulo, segundo pesquisa do Procon-SP que visitou 42 lojas e comparou 88 medicamentos. A variação ocorre por fatores como margem de lucro, localização e negociação com distribuidoras. Para economizar, compare preços em pelo menos três estabelecimentos e considere programas de desconto.
Por que o preço varia tanto?
A diferença nos valores não é fruto do acaso. Cada farmácia define sua margem de lucro com base em custos operacionais, localização e poder de negociação com distribuidoras. Farmácias em bairros nobres tendem a repassar aluguéis mais altos ao consumidor. Já redes maiores conseguem descontos em compras em volume e podem praticar preços mais baixos.
Outro fator é a política de descontos. Algumas lojas aplicam margens menores em medicamentos de alto giro, como analgésicos, e compensam em remédios de uso contínuo, como anti-hipertensivos. O resultado é uma diferença de até 25 vezes no mesmo produto.
Como a pesquisa foi feita
O Procon-SP realizou o levantamento entre os dias 10 e 14 de março de 2025. Foram visitadas 42 farmácias distribuídas por todas as regiões da capital paulista, incluindo redes nacionais, regionais e lojas independentes. A cesta de 88 medicamentos incluiu desde antibióticos até remédios para diabetes e colesterol.
A metodologia considerou o preço à vista, sem descontos de programas de fidelidade ou convênios. Isso permite uma comparação real entre os valores de prateleira.
Exemplos de variação encontrada
Entre os casos mais extremos, um anti-inflamatório comum foi encontrado por R$ 12,90 em uma loja e R$ 322,50 em outra, diferença de 25 vezes. Um medicamento para pressão alta variou de R$ 8,40 a R$ 89,90. Já um antibiótico infantil teve preços entre R$ 15,20 e R$ 67,30.
A variação não se limitou a remédios de marca. Medicamentos genéricos também apresentaram diferenças significativas, embora em menor escala, entre 2 e 8 vezes.
Dicas para economizar na compra de remédios
1. Compare antes de comprar
Use aplicativos ou sites que agregam preços de farmácias. Uma rápida pesquisa online pode revelar diferenças de centenas de reais no mesmo medicamento.
2. Considere o genérico
A pesquisa do Procon-SP mostrou que genéricos custam, em média, 60% menos que os de marca. Pergunte ao médico se há opção equivalente.
3. Programas de desconto e fidelidade
Algumas redes oferecem descontos de até 40% em medicamentos de uso contínuo para clientes cadastrados. Vale a pena se inscrever.
4. Compre em volume
Para remédios de uso crônico, comprar o tratamento completo (30 ou 60 dias) pode gerar descontos. Verifique se a economia compensa o desembolso maior.
5. Farmácias populares e públicas
O programa Farmácia Popular oferece medicamentos gratuitos ou com desconto para hipertensão, diabetes e asma. Consulte a lista de unidades credenciadas.
O papel da regulação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula o preço máximo de medicamentos por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). No entanto, a CMED define apenas o teto, cada loja pode cobrar o valor que quiser, desde que não ultrapasse esse limite.
Na prática, isso significa que o consumidor precisa pesquisar para encontrar o melhor preço. A diferença de 25 vezes apontada pelo Procon-SP está dentro da legalidade, mas mostra como a falta de transparência prejudica quem compra.
Perguntas Frequentes
Como consultar a pesquisa completa do Procon-SP?
A pesquisa está disponível no site oficial do Procon-SP. Você pode baixar a planilha com todos os preços e endereços das farmácias visitadas.
A diferença de preço é maior em remédios controlados?
Sim. Remédios de uso contínuo e controlados tendem a ter margens maiores, o que amplia a variação entre lojas.
Farmácias online são mais baratas?
Geralmente sim, mas é preciso incluir o frete na conta. Algumas oferecem descontos para retirada na loja.
Como denunciar preços abusivos?
Caso encontre um preço acima do teto da CMED, registre denúncia no Procon-SP ou na Anvisa.
Genérico é tão eficaz quanto o de marca?
Sim. A Anvisa exige que genéricos passem por testes de bioequivalência, garantindo a mesma eficácia.
como economizar em medicamentos de uso contínuo guia completo do programa Farmácia Popular