O dólar comercial fechou esta 5ª feira (23.jul.2026) cotado a R$ 5,084, com alta de 0,6%. O movimento reflete a combinação de dois fatores que dominaram o noticiário: o barril do Brent voltou a superar os US$ 100 pela primeira vez desde o fim de maio, e o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros gerou incertezas no mercado global. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,46%, aos 176.723,63 pontos.
O dólar comercial fechou esta 5ª feira (23.jul.2026) cotado a R$ 5,084, com alta de 0,6%. A moeda norte-americana abriu o pregão a R$ 5,0544, atingiu a mínima de R$ 5,0482 e a máxima de R$ 5,0970 ao longo da sessão. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 23/07/2026 foi R$ 5,0807. Na véspera, a PTAX havia fechado a R$ 5,0638.
Por que o dólar subiu com o Brent acima de US$ 100?
O barril do Brent voltou a superar os US$ 100 durante a tarde pela 1ª vez desde o fim de maio, impulsionado pela escalada das tensões entre EUA e Irã e pelo temor de interrupções na oferta global da commodity. O petróleo mais caro pressiona a inflação global e reduz a atratividade de ativos de risco, como ações de mercados emergentes.
Para o Brasil, a alta do Brent tem dois efeitos opostos. Por um lado, melhora a receita de exportação da Petrobras e do setor de petróleo. Por outro, encarece a gasolina e o diesel, o que pode pressionar a inflação e reduzir o consumo das famílias. O mercado financeiro reage ao segundo efeito com mais intensidade no curto prazo, o que explica a busca por proteção no dólar.
O tarifaço dos EUA e o programa Brasil Soberano
No cenário doméstico, investidores também acompanharam os desdobramentos do tarifaço anunciado pelos EUA sobre produtos brasileiros. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou a 3ª etapa do programa Brasil Soberano, voltada ao apoio de setores afetados pelas novas tarifas impostas pelos norte-americanos.
O mercado avalia os efeitos da disputa comercial sobre a atividade econômica, o fluxo de comércio e o desempenho de companhias brasileiras. A incerteza em relação às negociações entre os 2 países contribuiu para manter os investidores em posição mais defensiva.
Como o Ibovespa reagiu?
O Ibovesca, principal índice da B3, encerrou o dia aos 176.723,63 pontos, com queda de 0,46%. O índice abriu aos 177.545,95 pontos, chegou à máxima de 177.895,77 pontos e recuou até a mínima de 176.293,25 pontos.
A queda reflete a aversão ao risco global. Quando o dólar sobe e o petróleo dispara, investidores tendem a vender ações de países emergentes e comprar títulos do Tesouro dos EUA, considerados mais seguros. O movimento foi generalizado: bolsas da Europa e da Ásia também fecharam no vermelho.
O que esperar do dólar nos próximos dias?
A combinação de tensão geopolítica no Oriente Médio e guerra comercial entre EUA e Brasil deve manter o dólar pressionado. O governo brasileiro tenta mitigar os efeitos com o programa Brasil Soberano, mas a eficácia depende do avanço das negociações bilaterais.
Para quem precisa comprar dólar para viagem ou importação, a recomendação é acompanhar a cotação diária e evitar esperar por quedas abruptas. Para investidores, o cenário exige cautela com ativos de risco e atenção aos desdobramentos do tarifaço.
Perguntas Frequentes
O dólar pode cair nos próximos dias?
Sim, mas depende de sinais de distensão nas relações entre EUA e Irã e de avanços nas negociações comerciais entre Brasil e EUA.
Como a alta do Brent afeta o preço da gasolina?
O petróleo mais caro tende a ser repassado para os combustíveis, o que pode pressionar a inflação e reduzir o poder de compra das famílias.
O que é o programa Brasil Soberano?
É um conjunto de medidas do governo federal para apoiar setores da economia brasileira afetados por tarifas comerciais impostas por outros países.
Vale a pena comprar dólar agora?
Para quem tem necessidade de curto prazo, sim. Para investimento de longo prazo, é importante diversificar e consultar um assessor financeiro.
O Ibovespa pode se recuperar?
Sim, mas depende da redução da aversão ao risco global e de sinais de que a economia brasileira está resistindo bem ao tarifaço.
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