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Empresário é condenado a 15 anos por tentar matar esposa em Belém

ResumoO empresário José Carlos de Souza foi condenado a 15 anos de prisão em Belém por tentativa de feminicídio contra a esposa. O crime envolveu administração de remédios e liberação de gás de cozinha no quarto da vítima. O júri reconheceu a intenção de matar, resultando na pena privativa de liberdade.

Empresário é condenado a 15 anos de prisão por tentar matar a esposa com remédios e gás de cozinha em Belém. Júri reconheceu tentativa de feminicídio.

Larissa Quintela
Empresário é condenado a 15 anos por tentar matar esposa em Belém

Empresário é condenado a 15 anos por tentar matar esposa em Belém — Foto: Reprodução / Bombou na Web

O empresário Noypablo Seboray Ferreira de Souza Soberay foi condenado a 15 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de feminicídio contra a própria esposa, em Belém. O julgamento terminou na madrugada desta sexta-feira (28), no Fórum Criminal da capital paraense. Segundo o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), os jurados reconheceram, por maioria dos votos, que Noypablo praticou atos para matar a vítima e que o crime não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dele.

O crime ocorreu em 17 de novembro de 2024. De acordo com a acusação, Noypablo planejou matar a esposa para ficar com o patrimônio dela, incluindo recursos financeiros e uma empresa. Uma das estratégias apontadas pelo Ministério Público do Estado (MPPA) foi administrar medicamentos para deixar a vítima sonolenta. A intenção, segundo a acusação, era que ela dirigisse sob o efeito da medicação e sofresse um acidente. O MP também sustentou que houve tentativa de matar a mulher com gás de cozinha colocado no porta-malas do carro dela.

Ana Paula Cabral Batista, que também era ré no processo e foi apontada pela acusação como amante de Noypablo, foi absolvida por maioria dos votos. Os jurados entenderam pela inexistência de autoria dela no crime. Durante o julgamento, o MP e a assistência de acusação defenderam que Noypablo e Ana Paula teriam planejado juntos a morte da mulher. Em depoimento, Ana Paula relatou que acreditava que ficaria com o réu depois que ele "resolvesse" a separação com a então esposa.

A defesa de Noypablo sustentou as teses de negativa de autoria e insuficiência de provas, mas os argumentos não foram acolhidos pelos jurados. Já os advogados de Ana Paula pediram a absolvição por insuficiência de provas, com alternativa de menor participação no crime. O julgamento foi presidido pelo juiz Claudio Hernandes Silva Lima, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém. Noypablo já estava preso desde dezembro de 2024.

Larissa Quintela

Editoria Curiosidades

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.

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