Como a polícia chegou aos suspeitos de sequestrar corretores de imóveis na Baixada Santista? A resposta veio com a Operação Colibri, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (27). Três homens, de 22, 23 e 27 anos, foram presos sob suspeita de participar de pelo menos dois sequestros registrados em agosto na região do litoral de São Paulo.
A Polícia Civil prendeu três homens, de 22, 23 e 27 anos, suspeitos de participar de sequestros de corretores de imóveis na Baixada Santista, litoral de São Paulo. A Operação Colibri foi deflagrada nesta quinta-feira (27) pela Delegacia de Homicídios de Santos. Segundo a corporação, o trio agiu em dois crimes ocorridos em agosto.
A investigação começou após a análise de imagens de câmeras de segurança. Os investigadores identificaram que o mesmo veículo foi usado nos dois sequestros. O primeiro crime ocorreu no dia 7, em São Vicente, quando um corretor foi levado para Guarujá e ficou mais de 17 horas sob poder dos criminosos. O segundo aconteceu na segunda-feira (24), no bairro Marapé, em Santos.
O delegado Thiago Bonametti, responsável pela investigação, explicou que a polícia já havia identificado o cativeiro usado no primeiro crime. Por isso, o grupo precisou improvisar outro local após sequestrar a segunda vítima. "O primeiro sequestro a gente já tinha identificado o cativeiro que estavam utilizando. Então, quando eles fizeram essa segunda vítima, perceberam que não tinham local para levá-la mais", disse em entrevista à TV Tribuna.
Durante o segundo sequestro, os suspeitos entraram em conflito entre si e acabaram libertando a vítima pouco tempo depois. A polícia ouviu o corretor e reuniu novas informações, que foram cruzadas com outros elementos da investigação.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. O principal alvo, de 27 anos, foi encontrado dormindo. Segundo a investigação, ele teria sido o integrante mais violento do grupo. "Dava coronhadas, ameaçava, aterrorizou essas duas vítimas. Foi o nosso principal alvo. Já era procurado por outras delegacias", afirmou Bonametti. Os outros dois homens, de 22 e 23 anos, também foram presos e levados ao Palácio da Polícia, em Santos.
O material apreendido será encaminhado à perícia e poderá contribuir para o esclarecimento dos crimes. Segundo o delegado, a investigação já apontou a atuação de cada suspeito. "As peças do quebra-cabeça já foram muito bem encaixadas. A gente já sabe quem foi o motorista, quem mais bateu na vítima, quem foi responsável pelo recebimento dos valores", disse. O material será apresentado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Justiça.