Justiça autoriza Vasco a receber R$ 40 milhões de Lamacchia
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o Vasco a receber um empréstimo de R$ 40 milhões da Almirante S.A., empresa do empresário Marcos Lamacchia, que negocia a compra da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube. A decisão foi proferida na segunda-feira (20.jul.2026). A informação foi divulgada pelo ge.
O valor será descontado do investimento previsto na operação, que supera R$ 3 bilhões, caso a compra seja concluída. O clube informou que utilizará os recursos para quitar obrigações da recuperação judicial e reforçar o fluxo de caixa.
O que é o empréstimo DIP e como funciona
O clube havia solicitado a liberação dos recursos no sábado (19.jul), por meio de um empréstimo na modalidade DIP (Debtor in Possession), destinada a empresas em recuperação judicial. A juíza responsável pelo processo afirmou que a operação recebeu parecer favorável da administradora judicial e do Ministério Público.
Segundo a magistrada, o empréstimo atende aos objetivos da recuperação judicial, não prejudica os direitos dos credores e contribui para a continuidade das atividades do Vasco. Os R$ 40 milhões serão liberados em parcela única e sem cobrança de juros remuneratórios.
Como o valor será usado pelo Vasco
O clube informou que os recursos serão destinados a duas frentes principais: quitar obrigações da recuperação judicial e reforçar o fluxo de caixa. A injeção de capital visa garantir a continuidade das operações do clube durante o processo de reestruturação financeira.
Relação com o acordo de compra da SAF
O valor será abatido do aporte que Marcos Lamacchia pretende fazer caso conclua a aquisição da SAF. O investimento previsto pelo empresário supera R$ 3 bilhões. Isso significa que, se a compra for concretizada, os R$ 40 milhões serão descontados desse montante.
Caso a negociação não seja concluída, o clube terá de quitar a dívida com a Almirante S.A. A operação segue em análise pelos órgãos competentes.
Histórico de empréstimos: Crefisa e R$ 80 milhões
Em 15 de outubro de 2025, o Vasco já havia contratado outro empréstimo DIP, de R$ 80 milhões, junto à Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia. Se Marcos Lamacchia assumir o controle da SAF, esse montante será convertido em capital da nova empresa.
Caso a negociação não seja concluída, o clube terá de quitar a dívida com a Crefisa. Os dois empréstimos, somados, totalizam R$ 120 milhões em recursos captados pelo Vasco na modalidade DIP desde outubro de 2025.
O que esperar dos próximos passos
A autorização judicial representa mais um capítulo na complexa reestruturação financeira do Vasco. O clube segue em recuperação judicial e depende da conclusão da venda da SAF para equacionar suas dívidas de longo prazo.
A negociação com Marcos Lamacchia, que envolve um investimento superior a R$ 3 bilhões, ainda precisa ser aprovada pelos órgãos competentes e pelos credores do clube. O desfecho deve ser acompanhado nos próximos meses.
Perguntas Frequentes
O que é um empréstimo DIP?
É uma modalidade de crédito destinada a empresas em recuperação judicial, que oferece garantias especiais aos credores e visa manter a operação da companhia durante o processo de reestruturação.
Quem é Marcos Lamacchia?
É o empresário que negocia a compra da SAF do Vasco, através da empresa Almirante S.A. Ele já havia feito um empréstimo anterior ao clube por meio da Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia.
Qual o valor total do investimento previsto por Lamacchia?
O investimento previsto pelo empresário supera R$ 3 bilhões, valor que será usado para aquisição e capitalização da SAF do Vasco.
O que acontece se a compra da SAF não for concluída?
Caso a negociação não seja concluída, o clube terá de quitar a dívida de R$ 40 milhões com a Almirante S.A. e também o empréstimo de R$ 80 milhões com a Crefisa.
Quando o Vasco contratou o primeiro empréstimo DIP?
Em 15 de outubro de 2025, o Vasco contratou um empréstimo DIP de R$ 80 milhões junto à Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia.
Os R$ 40 milhões serão convertidos em capital da SAF?
Sim, se Marcos Lamacchia assumir o controle da SAF, o valor será abatido do investimento previsto na operação, que supera R$ 3 bilhões.