Um acidente de trabalho na serraria da família causou a morte do piloto Gian Taffarel, de 30 anos, na tarde de sexta-feira (11), em Caxambu do Sul, no Oeste de Santa Catarina. Conhecido no motociclismo catarinense, ele era bicampeão estadual na modalidade enduro.
Gian foi resgatado após ter o tórax perfurado por um pedaço de madeira. O primeiro atendimento ficou a cargo do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico de Fronteira (Saer-Fron). Segundo a corporação, o piloto foi encontrado em parada cardiorrespiratória e precisou de transfusão de sangue. A equipe do Samu Aeromédico tentou reanimá-lo por cerca de 1 hora e 20 minutos, mas ele não resistiu aos graves ferimentos.
O que se sabe sobre o acidente
As causas do acidente são investigadas. Não há, até o momento, atribuição de responsabilidade divulgada pela corporação que fez o resgate nem por outros órgãos citados no caso.
A morte causou comoção na categoria. Além do título catarinense, Gian acumulava conquistas em competições na Região Sul.
No mesmo dia do acidente, o piloto publicou um vídeo nas redes sociais em que mostrava parte da rotina na serraria da família. Dirigindo um trator, escreveu: "Mais um dia normal na vida do madeireiro".
Rotina de trabalho e exposição nas redes
O contraste entre a rotina registrada horas antes e o desfecho do acidente chama atenção para um ponto pouco discutido por quem acompanha o esporte: muitos pilotos de enduro mantêm atividade profissional paralela, frequentemente em negócios familiares, e seguem expondo essa rotina nas redes sem que isso signifique qualquer relação de causa com o que aconteceu.
Para quem acompanha a modalidade, vale reparar nesse detalhe: o enduro no Sul do país é sustentado em boa parte por atletas que dividem a rotina entre competições e trabalho braçal. A serraria da família era justamente esse outro lado.
O caso segue sob apuração, e novas informações sobre as circunstâncias do acidente devem ser divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.