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Pedras de 600 milhões de anos, iguais às do Pão de Açúcar, formam parque no mar em SP; entenda

ResumoO Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, no litoral norte de São Paulo, abriga formações rochosas com 600 milhões de anos, mesma idade do Pão de Açúcar. A descoberta dessas pedras revela um capítulo antigo da geologia brasileira, preservado em um ambiente marinho protegido.

No litoral norte de São Paulo, um parque marinho guarda formações rochosas da mesma idade do Pão de Açúcar: 600 milhões de anos. A descoberta revela um capítulo antigo da geologia brasileira.

Kelly Nascimento
Pedras de 600 milhões de anos, iguais às do Pão de Açúcar, formam parque no mar em SP; entenda

Pedras de 600 milhões de anos, iguais às do Pão de Açúcar, formam parque no mar em SP; entenda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Imagine caminhar por uma trilha e, ao olhar para o lado, ver uma rocha que existia antes dos dinossauros, muito antes. Pois é exatamente isso que acontece em um parque marinho no litoral norte de São Paulo. Lá, as pedras têm 600 milhões de anos, a mesma idade do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A formação geológica, rara e impressionante, virou atração para quem busca entender as camadas mais profundas do tempo.

No litoral norte de São Paulo, um parque marinho abriga formações rochosas com 600 milhões de anos, mesma idade do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. As pedras são do período Pré-Cambriano e fazem parte de um conjunto de ilhas e lajes que emergem do mar, formando um cenário único de geologia e biodiversidade.

O parque marinho que guarda as pedras antigas

O parque fica em uma região conhecida por suas paisagens paradisíacas, mas poucos sabem que ali também se esconde um patrimônio geológico de valor inestimável. As rochas, chamadas de ortognaisses, são do período Pré-Cambriano, quando a Terra ainda dava seus primeiros passos. Elas fazem parte do chamado Complexo Costeiro, uma unidade geológica que se estende por partes do litoral paulista e fluminense.

O que são as rochas de 600 milhões de anos?

Essas pedras são formadas por minerais como quartzo e feldspato, que resistiram a milhões de anos de erosão e movimentos tectônicos. A idade foi determinada por datação radiométrica, método que mede a desintegração de elementos radioativos nas rochas. O resultado surpreendeu os pesquisadores: 600 milhões de anos, exatamente a idade estimada do Pão de Açúcar.

"A similaridade entre as rochas do parque marinho e as do Pão de Açúcar sugere que ambas pertencem ao mesmo evento geológico, ocorrido no Neoproterozoico", explica um geólogo da Universidade de São Paulo (USP).

Como visitar o parque marinho em SP

O acesso ao parque é feito por barco, saindo de cidades como Ubatuba ou Caraguatatuba. A visitação é controlada para preservar o ecossistema marinho e as formações rochosas. É recomendável agendar com antecedência e contratar guias locais credenciados.

O que levar

  • Protetor solar e repelente
  • Água e lanches leves
  • Calçado antiderrapante para caminhar sobre as rochas
  • Máquina fotográfica para registrar as formações

A importância geológica das pedras

As rochas do parque são testemunhas de um período em que os continentes ainda estavam se formando. Elas contêm informações sobre a composição da crosta terrestre e os movimentos tectônicos que moldaram o litoral brasileiro. Para os cientistas, cada camada é como uma página de um livro de 600 milhões de anos.

Por que elas são iguais às do Pão de Açúcar?

A explicação está na origem comum: ambas as formações fazem parte do mesmo cinturão orogênico, uma faixa de rochas que se ergueram durante a colisão de placas tectônicas. O Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, e as pedras do parque marinho paulista são, na verdade, parentes distantes formações rochosas pré-cambrianas no Brasil.

Biodiversidade no parque marinho

Além das pedras antigas, o parque abriga uma rica vida marinha. Tartarugas, golfinhos e diversas espécies de peixes são avistados com frequência. As rochas servem de abrigo para corais e algas, criando um ecossistema único.

Espécies encontradas

  • Tartaruga-verde (Chelonia mydas)
  • Golfinho-tursiops (Tursiops truncatus)
  • Garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus)

Curiosidades sobre as pedras de 600 milhões de anos

Você sabia que essas rochas são mais antigas que qualquer forma de vida complexa na Terra? Na época em que se formaram, o planeta era habitado apenas por microrganismos unicelulares. Os dinossauros, por exemplo, surgiram apenas 400 milhões de anos depois.

Como os cientistas descobriram a idade?

A datação foi feita por uma equipe de geólogos da USP, que coletaram amostras e as analisaram em laboratório. O método utilizado foi a datação por isótopos de urânio-chumbo, que permite determinar a idade de rochas muito antigas com precisão.

Perguntas Frequentes

O parque marinho fica em qual cidade?

O parque está localizado no litoral norte de São Paulo, próximo a Ubatuba, mas a área de visitação abrange também trechos de Caraguatatuba e São Sebastião.

É seguro visitar as pedras?

Sim, desde que a visita seja feita com guia credenciado e respeitando as regras de conservação. As rochas podem ser escorregadias, por isso é importante usar calçado adequado.

Posso levar crianças?

Sim, o passeio é adequado para crianças a partir de 6 anos, desde que supervisionadas por adultos. A trilha sobre as rochas tem trechos irregulares.

As pedras estão em risco de desaparecer?

A erosão natural é lenta, mas a ação humana, como coleta de amostras e pisoteio excessivo, pode acelerar o desgaste. Por isso, a visitação é controlada.

Qual a melhor época para ir?

O inverno (junho a agosto) é a estação mais seca, com menos chuvas e mar mais calmo, ideal para o passeio de barco.

Kelly Nascimento

Editoria Curiosidades

Kelly Nascimento cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.