O STF mudou o jogo em um só dia. O ministro Edson Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino e manteve Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. A movimentação veio acompanhada da convocação de uma sessão extraordinária com todos os ministros da Corte.
Se você acompanha política institucional, o impacto é direto: o inquérito que mira a disseminação de notícias falsas muda de mãos, e a permanência de Rodrigues na PF ganha estabilidade, pelo menos por enquanto. Antes de gastar energia tentando prever o próximo capítulo, entenda o que já é fato.
O ministro André Mendonça homologou a delação premiada de um empresário que fez pagamentos milionários para o filme Dark Horse, que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro. A delação é um instrumento que pode render novos desdobramentos, mas a fonte não detalha os termos do acordo.
Em paralelo, a Polícia Federal intimou o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente Roberto Campos Neto, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton de Aquino Santos, e o dono do BTG Pactual, André Esteves, para depor como testemunhas no caso do Banco Master. Nomes de peso convocados na mesma semana em que o STF mexe em inquéritos sensíveis.
O que esperar: a sessão extraordinária no STF pode redefinir o rumo do inquérito das fake news, e a delação de Dark Horse tende a gerar novas linhas de investigação. Para quem atua no mercado financeiro ou acompanha o BC, os depoimentos de Galípolo, Campos Neto e Esteves merecem atenção: podem sinalizar mudanças na regulação bancária. como funciona uma delação premiada o que é o inquérito das fake news