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Daniella diz que programa de celulares de Flávio foi mal interpretado

ResumoDaniella Marques, coordenadora do núcleo de economia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou em live que a proposta de ampliar acesso de mulheres e idosos à internet e celulares foi mal interpretada. A declaração ocorreu em 20 de julho de 2026, visando esclarecer o programa de distribuição de aparelhos.

Daniella Marques, coordenadora do núcleo de economia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (20.jul.2026) que a proposta de ampliar o acesso de mulheres e idosos à internet e a celulares foi mal interpretada. A declaração foi feita durante live no canal de

Priscila Andrade
Daniella diz que programa de celulares de Flávio foi mal interpretado

Daniella diz que programa de celulares de Flávio foi mal interpretado — Foto: Reprodução / Bombou na Web

O que aconteceu com a proposta de celulares de Flávio Bolsonaro?

Na última sexta-feira (17.jul.2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou durante uma transmissão ao vivo que sua equipe de pré-campanha discutia "o fornecimento do próprio aparelho de telefone celular para as pessoas que não têm condição". A declaração, associada à meta de garantir conectividade a até 70 milhões de mulheres, rapidamente gerou repercussão e críticas sobre o custo da medida.

Dois dias depois, na segunda-feira (20.jul), a coordenadora do núcleo de economia da pré-campanha, Daniella Marques, foi ao ar para conter os danos. Em live no canal do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), ela classificou a repercussão como uma "percepção equivocada".

"Ah, o Flávio vai dar celular de graça para 70 [milhões de] mulheres, não foi isso que ele falou", disse a ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Segundo Daniella, a proposta não prevê distribuição indiscriminada de aparelhos.

Daniella Marques explica: não é distribuição em massa

A fala de Daniella tentou refinar o anúncio inicial. Ela detalhou que a equipe de pré-campanha avalia oferecer bônus de dados para acesso a plataformas como o Gov.br e restringir a entrega de celulares a casos específicos de pessoas sem condições de comprá-los.

"Houve um erro de percepção de achar que isso vai ser às custas dos pagadores", afirmou. A iniciativa, segundo ela, ainda está em fase de estudo e dependerá da viabilidade financeira.

Daniella participou da live de 17 de julho e endossou a proposta naquele momento. Agora, busca afastar o rótulo de medida custosa aos cofres públicos.

O que Flávio Bolsonaro disse na live de 17 de julho?

Na transmissão de sexta-feira, o senador foi direto: "Garantir o acesso [à internet] a 70 milhões de mulheres nos celulares. Inclusive a gente tá discutindo aqui na pré-campanha o fornecimento do próprio aparelho de telefone celular para as pessoas que não têm condição".

Ele também mencionou que a equipe já conversou com empresas de telefonia móvel e que elas se mostraram interessadas em ajudar o governo federal a implementar a medida. "A gente já conversou inclusive com operadores de telefonia móvel que teriam todo interesse de auxiliar o governo para garantir o acesso a 70 milhões de mulheres com celulares", afirmou.

Flávio não detalhou como o programa seria financiado, nem de que forma as operadoras participariam. Citou as empresas como possíveis parceiras, mas não explicou se haveria subsídio dos pagadores de impostos, incentivos fiscais ou fornecimento gratuito de aparelhos e acesso à internet pelas próprias companhias. A ideia, segundo ele, "está no horizonte".

Qual seria o custo da proposta?

Embora a pré-campanha não tenha apresentado números oficiais, um cálculo simples ajuda a dimensionar o impacto. Segundo dados do Senarc (Secretaria Nacional de Renda e Cidadania), 28.716.650 mulheres estão cadastradas no Bolsa Família. Se o governo federal decidisse comprar um smartphone básico avaliado em R$ 700 para cada uma, o custo seria de R$ 20,1 bilhões, sem contar o valor de um pacote de internet.

Esse número contrasta com a meta de 70 milhões de mulheres citada por Flávio. A diferença sugere que o público-alvo ainda não está claro, e os critérios de renda ou de corte não foram definidos.

O que muda com a nova declaração de Daniella?

A fala de Daniella na segunda-feira tenta reposicionar a proposta como algo mais enxuto e focalizado. Em vez de distribuir aparelhos para 70 milhões de pessoas, a ideia agora é oferecer bônus de dados para acesso a serviços públicos digitais (como o Gov.br) e, em casos específicos, fornecer o celular.

A medida, segundo ela, está em estudo e depende de viabilidade financeira. Ou seja: não há garantia de que sairá do papel, e o formato final pode ser bem diferente do que foi inicialmente anunciado.

E as operadoras de telefonia, qual o papel?

Flávio disse que as operadoras de telefonia móvel demonstraram interesse em auxiliar o governo. Mas não detalhou se isso significa desconto em pacotes, doação de aparelhos ou simplesmente abertura de rede para planos populares.

Sem transparência sobre o modelo de parceria, fica difícil avaliar se a proposta é viável ou se depende de subsídios públicos. Daniella não acrescentou detalhes sobre esse ponto na live de segunda-feira.

Perguntas Frequentes

A proposta de celulares de Flávio Bolsonaro foi cancelada?

Não. Daniella Marques disse que a iniciativa ainda está em fase de estudo e dependerá da viabilidade financeira. Não há decisão final.

Quantas mulheres seriam beneficiadas?

Flávio citou a meta de 70 milhões de mulheres, mas não detalhou critérios de renda. Segundo o Senarc, 28,7 milhões estão no Bolsa Família.

O programa seria pago com dinheiro público?

Não está claro. Flávio mencionou conversas com operadoras de telefonia, mas não explicou se haveria subsídio dos pagadores de impostos ou incentivos fiscais.

Daniella Marques participou da live original?

Sim. Ela estava na transmissão de 17 de julho e endossou a proposta na ocasião. Depois, na segunda-feira, tentou corrigir a interpretação.

O que é o Gov.br?

É a plataforma digital do governo federal que reúne serviços públicos. Daniella mencionou que a equipe avalia oferecer bônus de dados para acesso a esse tipo de plataforma.

Priscila Andrade

Editoria Tecnologia

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.