Telemedicina pode reduzir custo por paciente de R$ 220 para R$ 66 em Goiânia, diz secretário
A Prefeitura de Goiânia planeja contratar um serviço de telemedicina que pode reduzir o custo médio por paciente de R$ 220 para cerca de R$ 66, segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer. A estimativa considera que o sistema atinja 30 mil atendimentos mensais. Além da economia, a medida deve ajudar a reduzir filas e desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Como a telemedicina reduz o custo por paciente em Goiânia
A lógica financeira do projeto depende do volume de atendimentos. Segundo Pellizzer, 10 mil consultas mensais representam o ponto de equilíbrio, ou seja, o custo da telemedicina fica equivalente ao do atendimento presencial. Com 20 mil atendimentos, o custo por paciente cai para cerca de R$ 100. Já com 30 mil, chega a aproximadamente R$ 66, ante os cerca de R$ 220 gastos atualmente em cada atendimento presencial.
O impacto nas filas e UPAs
A rede municipal de saúde registra hoje entre 100 mil e 120 mil atendimentos mensais. Desses, aproximadamente 78 mil são classificados como casos verdes, de baixa complexidade e sem urgência. Se a telemedicina atingir 10 mil atendimentos por mês (expectativa inicial), haverá uma redução de cerca de 12,82% desse público nas unidades presenciais. Caso atinja 30 mil teleconsultas, a redução será de aproximadamente 38,46% dos atendimentos verdes.
"Se um terço desse público [de 78 mil pessoas] aderir ao sistema, menos pacientes procurando atendimento presencial, o que otimiza significativamente o fluxo das unidades", afirmou o secretário. O principal objetivo é reduzir a demanda de baixa complexidade nas UPAs, especialmente nos dias de maior movimento, como segundas, terças e quartas-feiras.
Quando começa o serviço de telemedicina em Goiânia
A Prefeitura de Goiânia deve lançar, ainda nesta semana, um edital de licitação para implantar o serviço. Conforme o titular da SMS, o estudo do projeto prevê um investimento de R$ 50 milhões por ano. No entanto, durante o pregão eletrônico, esse valor deve ser reduzido para cerca de R$ 30 milhões.
Como o custo foi calculado
De acordo com a pasta, a estimativa foi construída a partir de pesquisa de mercado e consultas a bancos de preços oficiais. O secretário explica que o valor de referência não representa necessariamente o custo final da contratação. "A expectativa é que, durante o pregão, os valores sejam ajustados naturalmente. O custo real estimado gira entre R$ 1,80 e R$ 2,10 por habitante. Embora o valor de referência totalize R$ 50 milhões anuais, esperamos que, após o pregão, esse montante seja reduzido para aproximadamente R$ 30 milhões", disse.
O que esperar da telemedicina em Goiânia nos próximos dias
O edital de licitação deve detalhar como o serviço será operado e quais critérios serão usados para selecionar a empresa contratada. A expectativa é que, com a redução de custos e filas, a telemedicina se torne uma ferramenta permanente na rede municipal de saúde.
Perguntas Frequentes
Quando a telemedicina começa a funcionar em Goiânia?
A Prefeitura deve lançar o edital de licitação ainda nesta semana. O cronograma de implantação será definido após a contratação.
Quanto custa cada atendimento presencial atualmente?
Cerca de R$ 220 por paciente, segundo o secretário.
Qual o custo por paciente com telemedicina?
Pode cair para cerca de R$ 66, desde que o serviço atinja 30 mil atendimentos mensais.
Quantos atendimentos a rede municipal faz por mês?
Entre 100 mil e 120 mil, sendo aproximadamente 78 mil casos verdes (baixa complexidade).
Quem é o responsável pela estimativa?
O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer.
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