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Agente funerária relata que bebê dado como morto se mexeu dentro de saco em hospital de SP

ResumoRegina Célia Paschoal, agente funerária, relatou que o bebê Noah Gabriel, de um mês, se mexeu dentro do saco funerário na Santa Casa de Rio Claro, interior de São Paulo. O caso expõe falhas nos protocolos de constatação de óbito hospitalar, gerando investigação sobre a declaração prematura da morte.

Agente funerária Regina Célia Paschoal relata que encontrou o bebê Noah Gabriel, de um mês, se mexendo dentro do saco funerário na Santa Casa de Rio Claro. O caso levanta questionamentos sobre os protocolos de constatação de óbito.

Priscila Andrade
Agente funerária relata que bebê dado como morto se mexeu dentro de saco em hospital de SP

Agente funerária relata que bebê dado como morto se mexeu dentro de saco em hospital de SP — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Agente funerária relata que bebê dado como morto se mexeu dentro de saco em hospital de SP

A agente funerária Regina Célia Paschoal disse que foi a primeira pessoa a perceber algo incomum quando chegou ao hospital para retirar o corpo do recém-nascido Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês, na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. O óbito havia sido oficialmente constatado pela equipe médica após uma parada cardiorrespiratória na quarta-feira (15).

Ao abrir o saco funerário preto, fechado com fitas, Regina afirma que o bebê passou a apresentar mais movimentos e sinais que indicavam tentativa de respirar. "Quando abri, começou a se mexer mais ainda, a tossir, a fazer um barulho porque ele queria respirar", relatou em entrevista à EPTV. Ela definiu o momento como um dos maiores sustos de sua vida, mas também como uma emoção impossível de descrever.

Outro funcionário da funerária, Matheus Batagello, confirmou que também percebeu sinais vitais no recém-nascido. Segundo ele, inicialmente surgiu a dúvida se os movimentos poderiam ser apenas espasmos, mas decidiu acionar imediatamente a equipe do hospital. "Ele estava se mexendo e dando tipo um soluço, como se estivesse engasgado", contou.

O que aconteceu antes do episódio

Noah estava internado na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro desde o nascimento. Prematuro e portador de fenda palatina, malformação que provoca uma abertura no céu da boca, ele aguardava uma vaga para ser transferido a um hospital especializado, onde faria uma cirurgia. Na quarta-feira (15), quando completava um mês de vida, o quadro clínico do bebê piorou e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.

De acordo com a Santa Casa, a equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar durante aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Sem resposta ao tratamento, o óbito foi declarado no fim da tarde.

A reviravolta no hospital

Após a confirmação da morte, Noah permaneceu por cerca de uma hora na UTI para os procedimentos legais e para que a família pudesse ser acolhida. Em seguida, foi encaminhado a outro setor do hospital, onde aguardava a chegada da funerária. Foi justamente nesse momento que ocorreu a reviravolta.

Ao perceber que o bebê apresentava movimentos e sons, os agentes funerários acionaram imediatamente os profissionais da Santa Casa. O recém-nascido foi reavaliado pela equipe médica, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos. Dois dias depois, com a vaga que já aguardava anteriormente liberada, foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o Centrinho, em Bauru, para dar continuidade ao tratamento.

O que diz a Santa Casa

Em nota, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os procedimentos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e afirmou que, diante das evidências observadas naquele momento, não foi identificada qualquer falha assistencial. A instituição destacou ainda que a médica responsável pela reanimação possui 14 anos de experiência em neonatologia e classificou o episódio como um dos acontecimentos mais extraordinários já vividos em sua história.

Segundo o hospital, o caso é considerado "um dos episódios mais inexplicáveis" já registrados pela instituição. A direção afirmou que respeita as diferentes interpretações sobre o ocorrido e ressaltou que, para muitos profissionais e familiares, o episódio é visto como um verdadeiro milagre.

A posição da família

Apesar da repercussão nacional do caso, os pais de Noah afirmaram que não pretendem entrar com ação judicial contra a Santa Casa. A mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos, disse que o filho recebeu atendimento adequado durante todo o período de internação e afirmou ter acompanhado de perto o esforço da equipe médica para tentar salvá-lo. Segundo ela, a médica responsável lutou durante todo o procedimento de reanimação antes de comunicar a morte da criança.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com o bebê Noah Gabriel?

O bebê Noah Gabriel, de um mês, foi dado como morto pela equipe médica da Santa Casa de Rio Claro após uma parada cardiorrespiratória. Agentes funerários perceberam movimentos dentro do saco funerário e acionaram o hospital. O bebê foi reavaliado e transferido para o Centrinho da USP em Bauru.

A Santa Casa de Rio Claro assumiu erro?

Não. A Santa Casa afirmou que todos os procedimentos foram cumpridos e que não identificou falha assistencial. A instituição classificou o episódio como "inexplicável".

Os pais vão processar o hospital?

Não. A mãe, Letícia Cristina da Cruz Santos, disse que não pretende entrar com ação judicial e afirmou que o filho recebeu atendimento adequado.

O que é fenda palatina?

Fenda palatina é uma malformação que provoca uma abertura no céu da boca. Noah Gabriel nasceu com essa condição e aguardava cirurgia.

Quanto tempo durou a reanimação?

A equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar durante aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Para onde o bebê foi transferido?

Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o Centrinho, em Bauru.

Priscila Andrade

Editoria Virais

Priscila Andrade cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.