A disputa pelo governo do DF: diferença apertada entre Celina Leão e Arruda
Você já parou para pensar no que significa uma vantagem de 6,5 pontos percentuais para quem está no poder? Talvez você se reconheça aqui: um cenário que, à primeira vista, parece confortável, mas que, examinado de perto, revela fragilidades.
Levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado em julho, mostra a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), com 34,6% das intenções de voto. O segundo colocado, José Roberto Arruda (PSD), tem 28,1%. A diferença é de 6,5 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 1,5 mil eleitores entre 17 e 19 de julho e está registrada no TSE.
Vale a pena parar para pensar: Celina Leão controla uma das máquinas mais poderosas do país, o governo do DF. Apesar disso, a distância para Arruda é pequena e, para quem está no poder e não descola, objetivamente perigosa. Os dados indicam que a governadora está perdendo expectativa de poder, o que não significa que não possa ser reeleita. Mas, ao contrário de Ibaneis Rocha, que venceu no primeiro turno em 2022 contra Leandro Grass, não há a mínima possibilidade de Celina vencer no primeiro turno agora.
Em Brasília, há um consenso: se deixarem o ex-governador José Roberto Arruda ser candidato, se o "tapetão" for deixado de lado, ele será eleito. Mas, claro, não se pode subestimar quem está no poder.
O cenário para o Senado: Leila do Vôlei ultrapassa Michelle Bolsonaro
A força de Celina Leão advém, em larga escala, do fato de ser governadora e de ter o apoio de Michelle Bolsonaro (PL), pré-candidata a senadora. Mas a pesquisa traz um dado relevante, não destacado pela mídia: Michelle Bolsonaro, que liderava para o Senado, agora aparece em segundo lugar, com 36% das intenções de voto. A senadora Leila do Vôlei (PDT) assumiu o primeiro lugar, com 39,2%, acima da margem de erro, portanto, sem empate técnico.
A pesquisa mostra também a ascensão de Erika Kokay (PT), que tem 28,4%. A máquina do PT pode levá-la a superar a ex-primeira-dama? Não dá para saber, mas é provável.
Por que Michelle Bolsonaro caiu?
Não há uma resposta precisa, mas é possível especular. Primeiro, o conflito com o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República pelo PL, pode tê-la prejudicado. Segundo, há a possibilidade de que Celina Leão esteja puxando-a para baixo. Possibilidade não é certeza, mas é provável. A ideia do grupo de Celina Leão era outra: Michelle Bolsonaro deveria puxar a governadora para cima.
Os demais pré-candidatos ao governo e ao Senado
Para o governo, os outros postulantes têm os seguintes percentuais: Leandro Grass (PT), 11,9%; Ricardo Capelli (PSB), 4,5%; Paula Belmonte (PSDB), 3,6%; e Kiko Caputo (Novo), 1,3%.
Para o Senado, os demais pré-candidatos têm: Bia Kicis, 18,3%; Rafael Prudente, 15,6%; e Sebastião Coelho, 9,8%.
O segundo turno está garantido
Uma coisa é certa: a dois meses e alguns dias do pleito de 4 de outubro, o segundo turno está garantido.
Perguntas Frequentes
Celina Leão pode perder a eleição para José Roberto Arruda?
Sim, a diferença de 6,5 pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2,6 pontos. Arruda tem 28,1% e pode crescer.
Michelle Bolsonaro ainda pode vencer a eleição para o Senado?
Sim, ela tem 36%, atrás de Leila do Vôlei (39,2%). A diferença de 3,2 pontos está além da margem de erro, mas o cenário pode mudar até outubro.
Erika Kokay tem chances de ultrapassar Michelle Bolsonaro?
Erika Kokay tem 28,4%. A máquina do PT pode impulsioná-la, mas não há garantia.
Qual a margem de erro da pesquisa da Paraná Pesquisas?
A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.
Quando será a eleição no Distrito Federal?
O pleito está marcado para 4 de outubro.