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Bolsonaro recorre de proibição das visitas de Flávio por 90 dias no STF

ResumoJair Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu visitas do senador Flávio Bolsonaro por 90 dias. A defesa alega que a medida é "manifestamente desproporcional" e cita jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o direito de visitas.

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro por 90 dias. O pedido alega que a medida é 'manifestamente desproporcional' e cita jurisprudência da CIDH sobre direito de visitas.

Wesley Tanaka
Bolsonaro recorre de proibição das visitas de Flávio por 90 dias no STF

Bolsonaro recorre de proibição das visitas de Flávio por 90 dias no STF — Foto: Reprodução / Bombou na Web

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) recorreu, nesta segunda-feira (20.jul.2026), da decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) por 90 dias. O pedido afirma que a restrição é "manifestamente desproporcional" e que não se pode restringir a relação entre pai e filho.

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu, nesta segunda-feira (20.jul.2026), da decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) por 90 dias. O pedido afirma que a restrição é "manifestamente desproporcional" e que não se pode restringir a relação entre pai e filho.

O recurso e o caminho no STF

Os advogados de Bolsonaro apresentaram um agravo regimental, instrumento que leva decisões monocráticas para avaliação da 1ª Turma do STF. A petição só será encaminhada ao colegiado se o relator, Alexandre de Moraes, reconhecer a admissibilidade do recurso.

Na petição, a defesa cita decisões da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) sobre o direito de pessoas presas a visitas de familiares. Os advogados também lembram que, em dezembro de 2025, Bolsonaro teve uma carta divulgada por Flávio em que reconhecia o filho como candidato do PL à Presidência.

O argumento da proporcionalidade

A defesa relembra que, na ocasião, a divulgação da primeira carta "jamais ensejou qualquer questionamento acerca do regular cumprimento da execução penal". Segundo os advogados, "se em situação substancialmente idêntica, a divulgação pública de correspondência anteriormente redigida não foi compreendida como violação às cautelares impostas, era absolutamente compreensível que o agravante não vislumbrasse qualquer incompatibilidade entre a redação de nova carta manuscrita e as restrições então vigentes".

O que motivou a proibição

Em 13 de julho, Moraes considerou que houve descumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro depois que Flávio publicou um vídeo em que lê uma carta escrita pelo pai, na qual o ex-presidente reforça apoio à sua pré-candidatura à Presidência.

Segundo o ministro, houve desrespeito à ordem que proíbe o uso de redes sociais por intermédio de terceiros pelo ex-presidente. "Utilizando-se do seu direito de visita, Flávio Nantes Bolsonaro obteve uma carta do investigado Jair Messias Bolsonaro, com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais", declarou o ministro.

A versão da defesa

Em resposta, a defesa do ex-presidente disse que Bolsonaro não sabia que Flávio queria divulgar a carta nos seus perfis. Segundo a manifestação, o senador decidiu divulgar a carta do pai sem informá-lo previamente. "A referência feita pelo senador Flávio Nantes Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde à circunstância previamente conhecida pelo peticionário", declarou a defesa.

As restrições ampliadas

Na sexta-feira (17.jul), Moraes não só manteve a proibição das visitas de Flávio Bolsonaro até depois do 1º turno das eleições, como limitou visitas de outras pessoas por 1 mês. O ministro destacou que o ex-presidente perdeu seus direitos políticos em virtude da condenação por golpe de Estado e também proibiu visitas com finalidades eleitorais até o término das eleições gerais de 2026. "Patente, portanto, o desrespeito de Jair Messias Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária", decidiu Moraes.

Perguntas Frequentes

O que é um agravo regimental?

É um recurso que leva decisões monocráticas de um ministro para análise do colegiado da turma do STF.

Quem decide se o recurso será analisado?

O próprio relator, Alexandre de Moraes, reconhece ou não a admissibilidade do recurso.

Qual o prazo para decisão?

A fonte não informa prazo específico para análise do recurso.

O que a defesa alega sobre a carta?

Que Bolsonaro não sabia que Flávio divulgaria a carta nas redes sociais.

Quais outras restrições foram impostas?

Além da proibição das visitas de Flávio por 90 dias, Moraes limitou visitas de outras pessoas por 1 mês e proibiu visitas com finalidades eleitorais.

Wesley Tanaka

Editoria Virais

Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.