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Condenado por racismo após comparar torcedoras na web tem pena convertida

ResumoO Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) converteu a pena de um homem condenado por racismo em 2017. O crime ocorreu após o réu comparar torcedoras negras do Bahia a torcedoras brancas do Grêmio em uma rede social. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade.

Um homem condenado por racismo após fazer uma comparação entre torcedoras negras do Bahia e torcedoras brancas do Grêmio, em 2017, teve a pena convertida para prestação de serviços. A decisão foi divulgada na segunda-feira (20) pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Otávio Bensaúde
Condenado por racismo após comparar torcedoras na web tem pena convertida

Condenado por racismo após comparar torcedoras na web tem pena convertida — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Um homem condenado por racismo após fazer uma comparação entre torcedoras negras do Bahia e torcedoras brancas do Grêmio, em 2017, teve a pena convertida para prestação de serviços. A decisão foi divulgada na segunda-feira (20) pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Cabe recurso da decisão. Um homem condenado por racismo após comparar torcedoras negras do Bahia com torcedoras brancas do Grêmio em 2017 teve a pena convertida para prestação de serviços. A decisão foi divulgada na segunda-feira (20) pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Cabe recurso.

O que aconteceu no caso de racismo entre torcedoras

O caso foi denunciado pela vítima, Edna Matos, que na época ocupava o cargo de diretora no campus do Instituto Federal da Bahia (Ifba) na cidade de Santo Antônio de Jesus, a cerca de 184 km de Salvador. Na ocasião, Edna teve a imagem dela e da filha, ambas negras e usando camisas do Bahia, comparada com torcedoras brancas do Grêmio junto com a frase: "ainda tem gente que acha que time é tudo igual". O compartilhamento racista começou em um aplicativo de mensagens e viralizou nas redes sociais.

Como a comparação viralizou nas redes

A montagem foi denunciada em postagem nas redes sociais da prefeitura de Salvador. "A legenda que acompanha a montagem e que dá título à postagem sugere que apenas as gremistas são bonitas. Somos negras, mulheres e belas (nesta ordem de importância)", disse Edna em uma publicação nas redes sociais. O conteúdo racista se espalhou rapidamente, gerando indignação e levando à denúncia formal.

O que diz a decisão do TJ-BA

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) converteu a pena de prisão do condenado para prestação de serviços. A decisão foi divulgada na segunda-feira (20). Cabe recurso. A pena original, por racismo, foi substituída, mas o caso continua gerando debate sobre a proporcionalidade das punições para crimes de ódio na internet.

Quem é Edna Matos, a vítima do caso

Edna Matos, na época diretora no campus do Instituto Federal da Bahia (Ifba) em Santo Antônio de Jesus, foi a vítima que denunciou o caso. Ela e a filha tiveram as imagens usadas sem autorização em uma montagem racista. Edna se manifestou publicamente, destacando que a legenda sugeria que apenas as torcedoras brancas do Grêmio eram bonitas.

Por que a comparação entre torcedoras é racismo

A comparação entre torcedoras negras do Bahia e torcedoras brancas do Grêmio, com a frase "ainda tem gente que acha que time é tudo igual", foi considerada racista. A montagem associava a beleza apenas às torcedoras brancas, reforçando estereótipos raciais. O caso foi denunciado como crime de racismo, previsto na Lei 7.716/1989.

O que observar nos próximos dias

Cabe recurso da decisão do TJ-BA. O caso pode subir para instâncias superiores, dependendo da manifestação das partes. A discussão sobre a substituição de penas em crimes de racismo deve continuar, especialmente em casos que envolvem conteúdo viral na internet.

Perguntas Frequentes

Qual foi a pena do homem condenado por racismo?

A pena foi convertida para prestação de serviços, conforme decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), divulgada na segunda-feira (20).

Quem denunciou o caso de racismo entre torcedoras?

A vítima Edna Matos, que na época era diretora no campus do Instituto Federal da Bahia (Ifba) em Santo Antônio de Jesus.

O que aconteceu com a imagem de Edna Matos?

A imagem dela e da filha, ambas negras e usando camisas do Bahia, foi comparada com torcedoras brancas do Grêmio em uma montagem racista que viralizou nas redes sociais.

Cabe recurso da decisão do TJ-BA?

Sim, cabe recurso da decisão que converteu a pena para prestação de serviços.

Onde o caso foi denunciado?

A montagem foi denunciada em postagem nas redes sociais da prefeitura de Salvador.

Otávio Bensaúde

Editoria Virais

Otávio Bensaúde cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.