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Eduardo repete Flávio e diz que TSE usa urnas Smartmatic: entenda

ResumoEduardo Bolsonaro repetiu a afirmação do irmão Flávio Bolsonaro de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) utiliza urnas da empresa Smartmatic. O TSE nega a alegação e reafirma que as urnas eletrônicas brasileiras são desenvolvidas pela própria Justiça Eleitoral, sem participação da Smartmatic. A declaração levanta questionamentos sobre a segurança do sistema eleitoral.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que as eleições brasileiras usam urnas da Smartmatic, seguindo fala do irmão Flávio. O TSE nega e reforça que as urnas são projetadas pela própria Justiça Eleitoral. Entenda o que está em jogo para a segurança do seu voto.

Larissa Quintela
Eduardo repete Flávio e diz que TSE usa urnas Smartmatic: entenda

Eduardo repete Flávio e diz que TSE usa urnas Smartmatic: entenda — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Eduardo e Flávio Bolsonaro repetem alegação sobre urnas Smartmatic; TSE nega

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) repetiu a fala do irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e afirmou nesta 5ª feira (23.jul.2026) que as eleições brasileiras são realizadas com urnas da empresa Smartmatic, associada a supostas fraudes eleitorais. A declaração foi feita durante uma live no canal de Eduardo no YouTube.

O TSE já admitiu contratos com a Smartmatic para serviços de conexão de dados e voz, mas negou que utilize urnas ou softwares da fabricante. A Justiça Eleitoral afirma que o sistema eleitoral eletrônico do país é concebido e gerido por ela mesma: "As urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas mediante licitações públicas e de ampla concorrência". O comunicado também ratifica que o sistema usa meios próprios, criptografados e sem acesso à internet.

Como a alegação surgiu e se espalhou

Eduardo não foi o primeiro da família a levantar a suspeita. Durante um evento na 3ª feira (21.jul.2026) com diplomatas, Flávio Bolsonaro questionou a segurança das urnas eletrônicas e defendeu o envio de mais observadores internacionais para as eleições de outubro. Ele citou documentos da CIA divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre possíveis vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação na Venezuela e afirmou que urnas produzidas pela Smartmatic, mencionada nos relatórios, também teriam sido usadas no Brasil: "Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processos eleitorais eletrônicos, em especial na Venezuela [...] muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa".

Na live, Eduardo e seu convidado, o marqueteiro e consultor político de direita argentino Fernando Cerimedo, discutiram possíveis esquemas e ferramentas que o TSE supostamente usaria para fraudar as eleições no país.

O que o TSE já respondeu

A resposta do TSE é clara e já foi dada anteriormente: a Justiça Eleitoral brasileira é a responsável por conceber e gerir todo o sistema eleitoral eletrônico. As urnas são projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral, e a produção é feita por empresas selecionadas em licitações públicas. O sistema é próprio, criptografado e não tem acesso à internet, o que dificulta ataques externos.

Apesar de ter contratos com a Smartmatic para serviços de conexão de dados e voz, o TSE nega que as urnas eletrônicas usadas no Brasil sejam da marca. A confusão, segundo especialistas, pode surgir do fato de que a Smartmatic forneceu equipamentos para outros países, como a Venezuela, mas não para as urnas brasileiras.

Reações políticas e judiciais

A repetição das falas contra o sistema eleitoral brasileiro gerou críticas de outros políticos. Renan Santos (Missão), concorrente de Flávio à Presidência, afirmou que o senador fez o país passar "vergonha internacionalmente" durante o evento com diplomatas. Já Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência, disse que Flávio desperdiçou uma oportunidade de promover os interesses econômicos do Brasil ao priorizar questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

Na esfera judicial, a situação também repercutiu. Na última 4ª feira (22.jul), a Federação Brasil Esperança (PT, PC do B e PV) protocolou uma representação no TSE contra Flávio, Eduardo Bolsonaro e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). A Federação afirma que os quatro realizaram um movimento articulado de desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação.

O que isso significa para o eleitor

Para quem vai votar em outubro, a principal dúvida é: o voto está seguro? O TSE reforça que as urnas são projetadas internamente, passam por testes públicos e são fiscalizadas por partidos e entidades. A alegação de uso de urnas Smartmatch não se sustenta com os dados oficiais, mas a repetição da desinformação pode gerar desconfiança.

A pergunta certa é outra: por que a família Bolsonaro insiste nessa narrativa? Para analistas, a estratégia pode ser minar a credibilidade do processo eleitoral, algo que já foi tentado em 2022. A diferença é que, agora, o TSE tem um histórico de respostas claras e a Justiça Eleitoral já está acionada para coibir a desinformação.

Limitações e riscos

É importante notar que a alegação dos irmãos Bolsonaro não é nova e já foi desmentida pelo TSE. No entanto, a repetição constante pode criar um ambiente de dúvida entre eleitores menos informados. O risco real não é a fraude nas urnas, mas a erosão da confiança no sistema democrático.

Além disso, a judicialização do caso mostra que a briga não é apenas política, mas também jurídica. A representação da Federação Brasil Esperança pode levar a investigações e, eventualmente, a punições para os envolvidos, caso fique comprovado o movimento articulado de desinformação.

Perguntas Frequentes

O TSE usa urnas da Smartmatic?

Não. O TSE nega usar urnas ou softwares da Smartmatic. A Justiça Eleitoral afirma que as urnas são projetadas por seus servidores e técnicos, e produzidas sob sua coordenação.

A Smartmatic tem contrato com o TSE?

Sim, mas apenas para serviços de conexão de dados e voz, não para fornecimento de urnas ou softwares eleitorais.

Flávio Bolsonaro foi criticado por outros políticos?

Sim. Renan Santos disse que Flávio fez o país passar "vergonha internacionalmente", e Ronaldo Caiado afirmou que ele desperdiçou uma oportunidade de promover interesses econômicos do Brasil.

Há alguma ação judicial contra os envolvidos?

Sim. A Federação Brasil Esperança protocolou uma representação no TSE contra Flávio, Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer e Júlia Zanatta por suposto movimento articulado de desinformação.

As urnas eletrônicas brasileiras são seguras?

Segundo o TSE, sim. O sistema é próprio, criptografado e sem acesso à internet. As urnas passam por testes públicos e são fiscalizadas por partidos e entidades.

TSE nega uso de urnas Smartmatic e explica sistema eleitoral Flávio Bolsonaro questiona segurança das urnas em evento com diplomatas

Larissa Quintela

Editoria Virais

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.