Ex-companheiro esfaqueia mulher na mão esquerda após discussão em bar de Boa Vista
Um autônomo de 43 anos é suspeito de esfaquear a ex-companheira na mão esquerda após uma discussão em um bar. O crime ocorreu neste domingo (19), no bairro Senador Hélio Campos, zona Oeste de Boa Vista, Roraima. A vítima foi socorrida pela irmã, que é profissional de enfermagem, e levada ao Pronto-Socorro Cosme e Silva. O caso foi registrado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), que funciona na Casa da Mulher Brasileira.
Talvez você se reconheça aqui: já pensou em cancelar uma medida protetiva porque acreditou que o perigo tinha passado? A história dessa mulher nos lembra que, muitas vezes, a violência não termina quando a gente decide dar uma nova chance.
O que aconteceu no bar do bairro Senador Hélio Campos
De acordo com a Polícia Militar (PM), a mulher estava em um bar quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Conforme o depoimento dela, o homem sacou uma faca e desferiu um golpe que atingiu a mão esquerda dela. O suspeito também fez ameaças de morte contra a vítima e fugiu antes dos agentes chegarem ao local.
A PM realizou buscas na região e em possíveis endereços ligados ao suspeito, mas ele não foi localizado até o encerramento da ocorrência.
A medida protetiva que foi cancelada
A vítima contou à PM que já havia solicitado uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas depois pediu o cancelamento da proteção. Ela também informou que já registrou outros boletins de ocorrência envolvendo conflitos com o suspeito.
Vale a pena parar pra pensar: por que tantas mulheres desistem da medida protetiva? Um estudo da psicologia mostra que o ciclo da violência doméstica alterna fases de tensão, agressão e reconciliação. É nessa última fase que muitas vítimas acreditam que o agressor mudou e pedem o fim da proteção.
O socorro e o hospital
Após o ataque, a irmã da vítima, que é profissional de enfermagem, prestou os primeiros socorros e a levou ao Pronto-Socorro Cosme e Silva. No hospital, a mulher recebeu atendimento médico e depois foi encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, onde o caso foi registrado.
Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam)
A Deam funciona na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista. É o órgão responsável por investigar crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. Lá, a vítima pode registrar a ocorrência, solicitar medidas protetivas e receber orientação psicológica e jurídica.
Como pedir ajuda em caso de violência contra a mulher
Se você ou alguém que conhece está passando por uma situação de violência doméstica, saiba que existem canais de ajuda. A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) funciona 24 horas por dia e oferece orientação e acolhimento. Também é possível procurar a Deam mais próxima ou a Casa da Mulher Brasileira.
Perguntas Frequentes
O que é uma medida protetiva?
É uma decisão judicial que obriga o agressor a manter distância da vítima, podendo incluir proibição de contato, afastamento do lar e outras restrições.
Como solicitar uma medida protetiva?
A vítima pode solicitar na delegacia (Deam) ou na Defensoria Pública. Não é necessário ter um advogado particular.
O que fazer se o agressor descumprir a medida protetiva?
Ligue imediatamente para a Polícia Militar (190). O descumprimento é crime e pode levar à prisão do agressor.
Posso cancelar uma medida protetiva?
Sim, a vítima pode pedir o cancelamento, mas é recomendável buscar orientação jurídica antes. O risco de violência pode não ter acabado.
Onde fica a Casa da Mulher Brasileira em Boa Vista?
A unidade fica em Boa Vista, Roraima, e abriga a Deam, além de outros serviços de atendimento à mulher.
O que fazer se presenciar um caso de violência doméstica?
Ligue para a Polícia Militar (190) ou para o Ligue 180. Não tente intervir fisicamente.