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Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos em MG

ResumoO Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou um homem a mais de 20 anos de prisão pelo feminicídio da namorada, asfixiada enquanto a filha da vítima dormia no quarto ao lado. O crime, ocorrido em 2023, foi motivado por ciúmes. A pena reflete a brutalidade do ato e a vulnerabilidade da vítima.

O Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou um homem a mais de 20 anos de prisão pela morte da namorada, asfixiada enquanto a filha dela dormia no quarto ao lado. O crime, ocorrido em 2023, foi motivado por ciúmes. A pena reflete a brutalidade do feminicídio e a vulnerabilidade d

Wesley Tanaka
Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos em MG

Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos em MG — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Homem que matou namorada asfixiada enquanto filha dormia é condenado a mais de 20 anos de prisão em MG

Um homem foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato da namorada, morta por asfixia enquanto a filha dela, uma criança, dormia no quarto ao lado. O julgamento ocorreu em Minas Gerais, e a sentença foi anunciada em maio de 2026. O crime, ocorrido em 2023, foi motivado por ciúmes e configurou feminicídio.

Resposta direta: O Tribunal do Júri de Minas Gerais condenou um homem a mais de 20 anos de prisão por feminicídio qualificado. A vítima foi asfixiada enquanto a filha dela dormia no quarto ao lado. A pena reflete a brutalidade do crime, com agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença foi divulgada em 2026.

Como ocorreu o crime e a condenação

O crime aconteceu em 2023, em uma cidade do interior de Minas Gerais. O réu, então namorado da vítima, a atacou enquanto a filha dela, uma criança de cerca de 5 anos, dormia no quarto ao lado. A asfixia foi o meio empregado, e a motivação, segundo a acusação, foi ciúmes. O réu foi preso em flagrante dias depois.

O julgamento ocorreu em maio de 2026, no Tribunal do Júri da comarca local. A acusação, sustentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pediu a condenação por feminicídio qualificado. A defesa argumentou por desclassificação para homicídio simples, mas o júri rejeitou. A pena foi fixada em 22 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Detalhes da sentença: pena e agravantes

A pena de 22 anos e 6 meses foi calculada com base no Código Penal brasileiro. O crime foi enquadrado como homicídio qualificado (artigo 121, § 2º, incisos I e III) por motivo torpe (ciúmes) e recurso que dificultou a defesa da vítima (asfixia enquanto a filha dormia, sem chance de reação). Além disso, a condição de feminicídio (artigo 121, § 2-A) elevou a pena-base.

O juiz responsável pela sentença destacou a brutalidade do crime e a vulnerabilidade da vítima, que estava em casa, local que deveria ser seguro. A presença da filha dormindo no quarto ao lado foi considerada agravante, por expor a criança à violência indireta. O réu não poderá recorrer em liberdade.

O que diz a legislação sobre feminicídio em Minas Gerais

O feminicídio é qualificado no Código Penal desde 2015 (Lei 13.104/15). Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça (TJMG) tem aplicado penas severas em casos de violência doméstica. A condenação acima de 20 anos é compatível com a média de sentenças para feminicídio no estado, que gira em torno de 18 a 25 anos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O crime de asfixia, por si só, já é considerado meio cruel. Quando combinado com o feminicídio, a pena tende a ser mais alta. A legislação também prevê que o réu não pode ter direito a livramento condicional antes de cumprir metade da pena, em casos de crime hediondo.

Repercussão do caso e impacto social

O caso gerou ampla repercussão em Minas Gerais e no Brasil. A morte da namorada enquanto a filha dormia chocou a opinião pública. Organizações de defesa dos direitos das mulheres, como o Instituto Maria da Penha, emitiram notas de apoio à família da vítima e elogiaram a condenação.

Em 2025, o estado de Minas Gerais registrou 189 feminicídios, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O número representa uma leve queda em relação a 2024, mas ainda preocupa ativistas. A condenação acima de 20 anos é vista como um sinal de que o Judiciário está endurecendo as penas.

Passos após a condenação: recursos e prisão

Após a sentença, o réu foi encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais. A defesa pode recorrer ao Tribunal de Justiça (TJMG), mas o recurso não suspende a prisão. O processo segue em segredo de justiça para proteger a identidade da filha da vítima.

A família da vítima, representada pela assistência de acusação, celebrou a condenação. Em declaração à imprensa, o advogado da família afirmou que a pena reflete a gravidade do crime e que espera que o caso sirva de exemplo. A filha da vítima, hoje com 8 anos, está sob cuidados de parentes.

Perguntas Frequentes

Qual foi a pena do homem que matou a namorada asfixiada em MG?

A pena foi de 22 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, por feminicídio qualificado.

Onde ocorreu o crime?

O crime ocorreu em uma cidade do interior de Minas Gerais, em 2023. O julgamento foi na comarca local.

A filha da vítima estava presente?

Sim, a filha da vítima, uma criança, dormia no quarto ao lado no momento do crime.

O réu pode recorrer?

Sim, a defesa pode recorrer ao TJMG, mas a prisão não é suspensa durante o recurso.

O que é feminicídio qualificado?

É o homicídio de mulher por razões de gênero, com agravantes como motivo torpe ou meio cruel, previsto na Lei 13.104/15.

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Wesley Tanaka

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Wesley Tanaka cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.