Nunes Marques defendeu urnas a embaixadores antes de fala de Flávio
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kássio Nunes Marques, defendeu a urna eletrônica e o sistema de votação brasileiro para embaixadores em 16 junho de 2026. A defesa ocorreu no mesmo ciclo de debates em que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) falou sobre falhas de segurança da fabricante.
A Corte voltou a divulgar, em 22 de julho de 2026, nota em que rebate a alegação de que as urnas brasileiras são feitas pela Smartmatic, empresa que fornece urnas para a Venezuela. A nota retoma um documento de 2020 que já havia sido divulgado em 2022.
O que Nunes Marques disse aos embaixadores
Em 16 de junho, ao contrário de Flávio, Nunes Marques defendeu as urnas brasileiras. Declarou que a votação eletrônica é submetida a um processo de fiscalização e auditoria, com testes públicos. O ministro destacou que o "Brasil desenvolveu uma das mais sofisticadas estruturas de integridade eleitoral existentes no mundo", podendo realizar uma das maiores eleições do mundo, com mais de 158 milhões de eleitores e eleitores aptos.
A fala de Flávio Bolsonaro no dia seguinte
Flávio participou na terça-feira (21.jul.2026) do encontro "Debatendo o Brasil", organizado pelas empresas The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação. Repetindo ato que levou seu pai, Jair Bolsonaro, à inelegibilidade em 2023, o senador falou para embaixadores de possíveis irregularidades das urnas eletrônicas brasileiras. Na ocasião, Flávio repetiu uma desinformação ao dizer que a empresa Smartmatic, que fornece urnas na Venezuela, seria responsável pela fabricação do sistema de votação brasileiro.
A resposta do TSE e a defesa de Flávio
Publicação do TSE de 2020, que chegou a ser divulgada em 2022, destaca que as urnas brasileiras foram projetadas por técnicos da Justiça Eleitoral e a fabricação é realizada pela empresa Positivo Tecnologia. Em nota ao Poder360, a assessoria do senador negou que ele tenha questionado a integridade das urnas. Segundo o texto, ele se "limitou a relatar 2 fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa": a inelegibilidade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o relatório divulgado pela CIA sobre fraudes nas eleições da Venezuela.
O que Flávio disse sobre observadores internacionais
Apesar das críticas ao sistema eleitoral, Flávio disse que não questiona o processo de votação e pediu que outros países ampliem a presença de observadores internacionais no pleito. "Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições (...) para que o Brasil possa ter eleições mais seguras e transparentes", disse.
Contexto da inelegibilidade de Jair Bolsonaro
A declaração remete ao episódio que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. Em julho de 2022, então presidente da República esteve com embaixadores no Palácio da Alvorada para apresentar críticas, sem provas, ao sistema eletrônico de votação. Em junho de 2023, o TSE entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação e condenou o ex-presidente à inelegibilidade por 8 anos.
Perguntas Frequentes
O que Nunes Marques disse sobre as urnas?
Nunes Marques defendeu a urna eletrônica e o sistema de votação brasileiro para embaixadores em 16 de junho de 2026, destacando que a votação eletrônica passa por fiscalização e auditoria com testes públicos.
Quando Flávio Bolsonaro falou sobre as urnas?
Flávio Bolsonaro participou do encontro "Debatendo o Brasil" em 21 de julho de 2026, um dia após a defesa de Nunes Marques, e falou sobre falhas de segurança da fabricante.
Qual empresa fabrica as urnas brasileiras?
Segundo publicação do TSE de 2020, as urnas brasileiras foram projetadas por técnicos da Justiça Eleitoral e a fabricação é realizada pela empresa Positivo Tecnologia, não pela Smartmatic.
O que a assessoria de Flávio Bolsonaro disse?
A assessoria do senador negou que ele tenha questionado a integridade das urnas, afirmando que ele se limitou a relatar a inelegibilidade do pai e o relatório da CIA sobre fraudes na Venezuela.
Por que Jair Bolsonaro foi inelegível?
Em junho de 2023, o TSE entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação e condenou o ex-presidente à inelegibilidade por 8 anos.