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Padrasto tenta fugir, mas é preso após adolescente autista ser achado acorrentado em Anápolis

ResumoO padrasto de um adolescente de 13 anos com autismo e esquizofrenia foi preso em Anápolis após manter o enteado acorrentado a um sofá em uma sala comercial. A Polícia Civil localizou o suspeito na rodoviária enquanto tentava fugir da cidade. O adolescente foi resgatado e encaminhado para atendimento médico e psicológico.

O padrasto de um adolescente de 13 anos com autismo e esquizofrenia foi preso em Anápolis após manter o enteado acorrentado a um sofá em sala comercial. A Polícia Civil encontrou o suspeito na rodoviária tentando fugir. Veja como o resgate aconteceu e os próximos passos da invest

Larissa Quintela
Padrasto tenta fugir, mas é preso após adolescente autista ser achado acorrentado em Anápolis

Padrasto tenta fugir, mas é preso após adolescente autista ser achado acorrentado em Anápolis — Foto: Reprodução / Bombou na Web

Padrasto tenta fugir, mas é preso após adolescente autista ser achado acorrentado em Anápolis

O padrasto de um adolescente de 13 anos com diagnóstico de autismo e esquizofrenia foi preso na terça-feira (21), em Anápolis, suspeito de manter o enteado acorrentado a um sofá e trancado sozinho em uma sala comercial. Segundo a Polícia Civil, o homem de 54 anos foi localizado na rodoviária da cidade enquanto tentava fugir. Ele é investigado pelos crimes de maus-tratos e cárcere privado e, se condenado, pode pegar até 13 anos de prisão.

A prisão aconteceu seis dias após o resgate do adolescente, encontrado em condições consideradas degradantes durante uma operação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Como o adolescente foi encontrado acorrentado em Anápolis

De acordo com a delegada Aline Cardoso, responsável pela investigação, o garoto estava sozinho em uma sala comercial fechada por uma porta metálica trancada pelo lado de fora, sem janelas e sem saída de emergência. O local foi aberto com uma chave reserva fornecida pelo proprietário do imóvel, depois que policiais ouviram gritos e choros vindos do interior.

Assim que foi resgatado, o adolescente contou aos policiais que era mantido preso por correntes e agredido com frequência. Ele ainda mostrou os ganchos escondidos atrás de um sofá, onde, segundo relatou, as correntes eram presas para impedir que se movimentasse.

Lesões e condições de vida do adolescente autista

Os primeiros exames realizados na vítima apontaram diversas lesões pelo corpo, principalmente nas pernas, braços e peito. Conforme a investigação, uma das marcas no tórax teria sido provocada por um golpe com um cipó, conforme o próprio adolescente relatou aos policiais.

No imóvel, a equipe também encontrou indícios das condições em que o garoto vivia. Segundo a Polícia Civil, ele dormia em um sofá usando apenas uma coberta, enquanto a mãe e o padrasto utilizavam uma cama.

A fuga e a prisão do padrasto em Anápolis

A investigação aponta que o casal deixou o local ao perceber a movimentação policial no dia do resgate. Desde então, o padrasto era considerado foragido até ser localizado na rodoviária de Anápolis.

A mãe do adolescente foi levada para delegacia onde prestou depoimento. A investigação apura qual foi a participação dela no caso. Segundo a delegada, há indícios de que a mulher também seria vítima de violência doméstica e teria sido impedida pelo companheiro de procurar o filho.

Condição de saúde e cuidados com o adolescente

O adolescente faz uso contínuo de medicamentos e tem diagnóstico confirmado de autismo e esquizofrenia, conforme prontuário médico. Após o resgate, ele foi encaminhado para atendimento médico e permaneceu internado devido ao estado de saúde. A Prefeitura de Anápolis também iniciou a busca por um cuidador, já que o menino ficou sem familiares aptos para assumir os cuidados.

A Polícia Civil também investiga se o adolescente recebia algum benefício em razão da condição de saúde e se os responsáveis utilizavam esses recursos.

O que diz a investigação sobre a participação da mãe

A delegada Aline Cardoso afirma que a investigação apura qual foi a participação da mãe no caso. Há indícios de que a mulher também seria vítima de violência doméstica e teria sido impedida pelo companheiro de procurar o filho. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com o adolescente autista em Anápolis?

Ele foi resgatado pela DPCA em uma sala comercial, onde estava acorrentado a um sofá e sofria agressões frequentes. O padrasto foi preso seis dias depois, na rodoviária da cidade.

Qual a condição de saúde do adolescente?

Ele tem diagnóstico confirmado de autismo e esquizofrenia, faz uso contínuo de medicamentos e permaneceu internado após o resgate.

Quem é o suspeito preso?

O padrasto do adolescente, de 54 anos, que é investigado por maus-tratos e cárcere privado. A identidade não foi divulgada.

A mãe do adolescente foi presa?

Não. Ela prestou depoimento e a investigação apura sua participação. Há indícios de que ela também seria vítima de violência doméstica.

Qual a pena para os crimes investigados?

Se condenado, o padrasto pode pegar até 13 anos de prisão pelos crimes de maus-tratos e cárcere privado.

O adolescente recebia algum benefício?

A Polícia Civil investiga se ele recebia benefício em razão da condição de saúde e se os recursos eram utilizados pelos responsáveis.

Larissa Quintela

Editoria Virais

Larissa Quintela cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Bombou na Web. Análises técnicas, sem viés comercial.