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PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da corporação no RN

ResumoO sargento Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão por estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz, foi expulso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. A decisão foi assinada pelo comandante-geral, coronel Alarico Azevedo, na sexta-feira (17).

O sargento Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz, foi expulso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. A decisão, assinada pelo comandante-geral, coronel Alarico Azevedo, ocorreu na sexta-feira (17).

Otávio Bensaúde
PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da corporação no RN

PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da corporação no RN — Foto: Reprodução / Bombou na Web

PM condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da corporação no RN

O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz, foi excluído da corporação na sexta-feira (17). O crime ocorreu durante o Carnaval de Caicó, em 2019. A decisão, assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, determina a exclusão "a bem da disciplina" e afirma que a condenação criminal tornou o militar incompatível com a permanência na ativa.

O que motivou a expulsão do sargento?

O documento cita a "manifesta incapacidade moral superveniente" de Pedro Inácio e sustenta que a conduta viola os deveres inerentes à condição de policial militar. O texto aponta que a conclusão foi fundamentada no veredito do Tribunal do Júri e afirma que a condenação caracteriza "infração aos deveres do policial militar, atingindo o sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe".

O crime: como Zaira Cruz foi morta?

Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta na manhã do sábado de carnaval de 2019, em 2 de março. Natural de Currais Novos, ela havia alugado uma casa com amigos para as festividades. Na mesma casa, segundo a Polícia Civil indicou na época, estava o sargento Pedro Inácio. A estudante foi encontrada morta dentro de um carro que estava no condomínio dessa residência.

Na época, o delegado do caso, Leonardo Germano, relatou que foi o próprio sargento quem chamou a polícia. Ele contou que havia tido relação sexual com a jovem dentro do carro, antes de chegarem ao condomínio. Ele teria dito que a jovem "apagou" dentro do veículo e que ele a deixou dormindo no carro porque quis acordá-la. Quando amanheceu, ele teria ido vê-la no carro e a encontrou morta. A polícia, no entanto, entendeu que a jovem já chegou morta ao local.

O que aconteceu com o salário e a carreira do PM?

Em março deste ano, o g1 mostrou que Pedro Inácio foi promovido duas vezes e continuou recebendo salários normalmente durante os cerca de sete anos em que esteve preso sob custódia da corporação no Rio Grande do Norte. Nesse período, o salário do militar mais que dobrou, saindo de pouco mais de R$ 4 mil em março de 2019 para mais de R$ 10,6 mil no último mês de fevereiro, de acordo com os dados do Portal da Transparência. O servidor recebeu quase R$ 600 mil em salários brutos (sem desconto de previdência) ao longo desse tempo. Quando foi preso, o militar era cabo da Polícia Militar, mas foi promovido a terceiro sargento e depois a segundo sargento enquanto aguardava julgamento.

Quem era Zaira Cruz?

Zaira morava em Mossoró, onde cursava Engenharia Química da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). O sargento Pedro Inácio era lotado no Fórum de Currais Novos.

Perguntas Frequentes

O que significa "exclusão a bem da disciplina"?

É uma medida administrativa que retira o militar da corporação por conduta incompatível com os deveres da função, baseada em condenação criminal ou falta grave.

Pedro Inácio pode recorrer da expulsão?

A expulsão é uma decisão administrativa da PM, mas o militar pode questioná-la na Justiça, embora a condenação criminal já tenha sido confirmada pelo Tribunal do Júri.

O que aconteceu com o processo criminal?

O sargento foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão. Ele progrediu para o regime semiaberto.

Por que ele continuou recebendo salário enquanto preso?

A PM manteve o pagamento durante a prisão sob custódia da corporação, e ele foi promovido duas vezes, o que resultou em aumento salarial de R$ 4 mil para mais de R$ 10,6 mil.

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Otávio Bensaúde

Editoria Virais

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