Professora morre após ser atacada pelo ex em frente a igreja histórica de Bom Jesus de Goiás
Uma professora da rede municipal de Bom Jesus de Goiás foi morta a tiros na noite desta segunda-feira (20), no Bairro Olímpia. Valdirene Vaz Clemente, de 41 anos, foi atingida por disparos feitos pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Ela tinha uma medida protetiva contra o homem. O atentado ocorreu diante de uma igreja histórica da cidade. O caso é investigado como feminicídio, o 44º registrado em Goiás neste ano de 2026.
O crime em frente à Igreja São Sebastião
O crime aconteceu em frente à Igreja São Sebastião. Moradores acionaram a Polícia Militar após ouvirem os disparos. Ao chegarem no endereço, os militares encontraram a professora gravemente ferida e Wanderlei Joaquim de Souza, de 45 anos, já sem vida. Segundo testemunhas, ele atirou contra si próprio após o ataque.
Atendimento e morte
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros atendimentos a Valdirene, que foi socorrida com vida e encaminhada ao Hospital Municipal. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Quem era Valdirene Vaz Clemente
Valdirene era formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), no Câmpus Morrinhos, e atuava como professora na rede municipal. Ela e Wanderlei deixam dois filhos.
Investigação e perícia
Após a perícia da Polícia Científica, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime.
Nota da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Bom Jesus de Goiás lamentou a morte da professora e prestou solidariedade aos familiares e amigos:
"Sua partida deixa saudade e um legado de força, dignidade e inspiração. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos, desejando que encontrem conforto nas memórias e no amor que permanecerá para sempre. Que sua história viva em cada lembrança. Descanse em paz!"
O que muda com mais um feminicídio em Goiás?
O caso levanta questões sobre a efetividade das medidas protetivas. Valdirene tinha uma contra o ex, mas ela não impediu o ataque. Em 2026, Goiás já registra 44 feminicídios, um número que acende alerta sobre falhas no sistema de proteção.
Medida protetiva: o que diz a lei
A medida protetiva é uma ferramenta da Lei Maria da Penha que busca afastar o agressor da vítima. Mas, na prática, depende de fiscalização e cumprimento. Quando o agressor decide desrespeitá-la, o Estado muitas vezes não consegue agir a tempo.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com a professora Valdirene?
Ela foi morta a tiros pelo ex-companheiro em frente à Igreja São Sebastião, em Bom Jesus de Goiás, na noite de segunda-feira (20).
Quem é o autor do crime?
Wanderlei Joaquim de Souza, de 45 anos, ex-companheiro de Valdirene. Ele tirou a própria vida após o ataque.
Valdirene tinha medida protetiva?
Sim, ela tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, pois estava em processo de separação.
Quantos feminicídios foram registrados em Goiás em 2026?
Até o momento, 44 feminicídios foram registrados no estado, incluindo o caso de Valdirene.
O que diz a Prefeitura de Bom Jesus de Goiás?
A prefeitura lamentou a morte e prestou solidariedade aos familiares, destacando o legado de força e dignidade da professora.
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