Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia realizada na segunda-feira, 12 de junho. A categoria reivindica reajuste salarial de 15% e melhores condições de trabalho. Caso não haja avanço, greve pode começar na quinta-feira, 15 de junho, afetando 4 milhões de passageiros.
Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões?
A negociação entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário (Rio Ônibus) chegou a um impasse. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 15%, enquanto os patrões oferecem 8%. Além disso, há divergências sobre o valor do vale-refeição e a jornada de trabalho.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a proposta patronal não cobre a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que fechou maio em 4,2% (IBGE, IPCA mensal, mai/2026). A categoria também reclama de assédio moral e falta de segurança nos terminais.
Reivindicações dos rodoviários
- Reajuste salarial de 15%
- Vale-refeição de R$ 35 por dia
- Redução da jornada de 7h20 para 6h40 sem redução salarial
- Fim do assédio moral nas empresas
Impacto da greve no transporte público do Rio
Se a greve for confirmada, 4 milhões de passageiros serão afetados diariamente. As linhas de ônibus municipais e intermunicipais podem parar totalmente. A Prefeitura do Rio já informou que vai reforçar o sistema de BRT e metrô para minimizar o impacto.
A última greve geral dos rodoviários no Rio, em 2024, durou 3 dias e causou congestionamentos recordes na cidade. Na ocasião, o transporte alternativo não conseguiu atender nem 30% da demanda (dados da Prefeitura do Rio, 2024).
Próximos passos
Nesta terça-feira, 13 de junho, haverá nova reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Caso não haja acordo, a greve será deflagrada na quinta-feira, 15 de junho. O TRT pode declarar a paralisação ilegal e multar o sindicato em até R$ 500 mil por dia.
Direitos dos passageiros durante a greve
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante o direito à informação. As empresas são obrigadas a comunicar com antecedência sobre a paralisação. Em caso de greve, o passageiro pode:
- Exigir transporte alternativo (vans, fretados)
- Solicitar reembolso de passagens compradas antecipadamente
- Registrar reclamação na ANTT (para linhas intermunicipais)
Histórico de negociações
A relação entre rodoviários e patrões no Rio é marcada por embates. Em 2023, a categoria ficou 5 meses sem acordo, até que o TRT determinou reajuste de 10% com base no IPCA. Em 2025, a greve durou apenas 1 dia, mas o acordo foi fechado com 12% de reajuste (Wikipedia, greve rodoviários RJ, 2025).
Desta vez, o cenário é mais tenso. A inflação de alimentos e transporte nos últimos meses pressiona o orçamento dos trabalhadores. Enquanto isso, as empresas alegam queda de 20% no número de passageiros pagantes desde 2020 (dados do Rio Ônibus, 2026).
Como se preparar para a greve
Quem depende de ônibus no Rio deve:
- Acompanhar as notícias sobre a reunião de terça-feira
- Planejar rotas alternativas com BRT, metrô ou trem
- Considerar caronas ou transporte por aplicativo (custo médio de R$ 25 por trecho)
- Verificar se a empresa onde trabalha oferece fretado
Perguntas Frequentes
Quando a greve dos rodoviários do Rio começa?
A greve pode começar na quinta-feira, 15 de junho, se não houver acordo na reunião de terça-feira, 13 de junho.
Quantas pessoas serão afetadas pela greve?
Cerca de 4 milhões de passageiros que usam ônibus municipais e intermunicipais no Rio de Janeiro.
O que os rodoviários estão pedindo?
Reajuste salarial de 15%, vale-refeição de R$ 35, redução da jornada para 6h40 e fim do assédio moral.
O que fazer se a greve acontecer?
Use transporte alternativo como BRT, metrô, trem, carona ou aplicativo. Empresas podem oferecer fretados.
A greve pode ser considerada ilegal?
Sim, o TRT pode declarar a paralisação ilegal e multar o sindicato em até R$ 500 mil por dia.
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